Sobre uma viagem e um amor

Sobre uma viagem e um amor

Primeiramente, feliz dia dos namorados para todos os apaixonados e apaixonadas que acompanham o blog! Acredito que muitos têm uma história incrível para contar sobre como começou o namoro, afinal, sempre é algo muito especial. Pois bem, a minha, é uma história muito inusitada e tem tudo a ver com o este projeto, pois foi uma história que começou em uma das minhas viagens. Então, aproveitando este climinha de “love is in the air”, venho compartilhar com vocês este capítulo da minha vida 😉

Em agosto de 2015, eu decidi fazer um mochilão sozinha pela América do Sul, mais precisamente pelo Peru e Bolívia, durante 15 dias. Eu resolvi bem em cima da hora, na verdade, pois estava passando por um período meio (muito) estressante da vida, estava super chateada com algumas coisas, e acabei chegando à conclusão de que precisava espairecer um pouco, largar os problemas e ir fazer algo que me renovasse. Não estava, mesmo, nos meus planos, fazer uma viagem dessa naquela época, mas o contexto abriu a possibilidade e eu decidi levar adiante. Pensei “se for pra ser, vai dar tudo certo”.

Alguns poucos dias de planejamento e lá estava eu, prontinha pra embarcar. Lembro até hoje que eu tentava comprar a minha passagem de ida para o dia 26/08, mas a Gol não deixava eu concluir a compra de jeito nenhum, alegava problemas no cartão de crédito. Depois de umas 3 tentativas frustradas, só quando eu mudei a data para o dia 29/08 (que tinha o mesmo valor da tarifa), que eu consegui comprar as passagens. A princípio fiquei um pouco tensa, pois quanto antes eu fosse e voltasse, melhor, tinha compromissos aqui. Mas, no fim, ainda bem que este fato ocorreu e vocês vão entender porquê daqui a pouco.

Eu cheguei em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, no dia 29/08. De acordo com o roteiro às pressas que eu havia montado, eu deveria chegar por terra, em Cusco, no dia 01/09, uma terça feira. Eram longas e longas horas de ônibus, duas paradas no meio caminho, e eu estava com muito medo de não dar certo. Mas a verdade é quando as coisas tem que acontecer de determinada forma, tudo conspira a favor e eu, de fato, às 5 da manhã do dia 01/09/15 estava chegando em Cusco e mal sabia eu que ali uma parte do meu coração ficaria para sempre.

O primeiro dia em Cusco foi mega exaustivo. Eu mal dormi naquela noite, tive que resolver todos os passeios que eu iria fazer pelos próximos 5 dias e ainda aproveitar o dia para turistar. Cheguei acabada no hostel (fica a dica aqui pra quem for pra Cusco, Loki Hostel) e, apesar da vontade imensa de ficar no bar e curtir um pouco, tudo que meu corpo pedia era “dormir”. Contra todos os instintos de me jogar na minha cama e nela permanecer pelas próximas 48 horas, eu fiquei sentadinha ali no bar e pedi uma cerveja (vai que acorda, né?). Alguns minutos e cervejas depois, já estava melhor amiga do barman e ele me convenceu de participar do jogo que teria ali naquela noite. Sabe, aqueles “drink games”? Pois é. Eu nem sabia que jogo era, mas já fui aceitando e pedi pra me avisar quando fosse começar.

Passou um tempo, o barman lembrou de me chamar, e lá fui eu, desconfiada, descobrir do que se tratava o tal jogo. Era uma competição de sinuca, que a cada tacada errada, você ganhava um shot. Sim, um jogo, que eu sou péssima por sinal, que a cada erro você bebe. “Perfeito! Vou ficar por aqui mesmo”. Dei uma olhada na galera, uns gringos bem estranhos, e uns caras falando algo parecido com a minha língua. Era a primeira vez que eu ouvia gente falando português desde o começo da viagem, então eu super empolgada (em já meio bebinha, confesso) já fui mandando um ‘E AÍ BRASIL”.

– Opa, brasileira?
– Sim, muito brasileira. (tem gente que me acha com cara de gringa só porque sou loira, vai entender)
– Você é de onde?
– Sou do Rio e vocês? (90% de chance de ser paulista..)
– Po, somos do Rio também, de onde lá? (Olha, vizinho)
– Então, na verdade eu sou de Niterói, rs. (é porque é tudo igual, né)
– Mentira! A gente também! (WHAT?)

Eu costumo dizer que o mundo é pequeno, mas nessa ocasião em especial, eu fiquei chocada por alguns segundos. Não é possível! Quais as chances de isso acontecer numa vida, não é mesmo? Você despenca la no Peru e encontra pessoas que moram do seu lado, praticamente. O resultado foi uma noite super agradável, afinal, tínhamos muitas coisas em comum por ali. E, confesso, achei o moreno de camisa rosa uma graça. Conversamos, bebemos mais shot do que jogamos sinuca, rolou um Beer Pong de leve depois. Cadê o sono, ein?

Depois desse dia, cada um seguiu com sua programação, mas nos reencontramos, sem querer, no meu penúltimo dia em Cusco. Ok, não foi tão sem querer assim, eu ouvi ele conversando na recepção e saí correndo de onde eu tava pra dar um oi (como quem num quer nada…). Eu tinha acabado de voltar de Machu Picchu e descobri que ele ainda estava lá hospedado no hostel, só ia embora na manhã seguinte, e eu, pela tarde. Pudemos conversar mais e perceber que realmente tínhamos gostado muito um do outro. Até me questiono, as vezes, se realmente teríamos nos encontrado depois no Brasil se não fosse esse segundo dia em Cusco. Bom, nunca vamos saber, né?  O que aconteceu é que, depois que cada um voltou do seu mochilão, continuamos nos vendo em Nikiti City, nossa querida terrinha. Depois de 1 mês e pouquinho, durante nossa primeira viagem efetivamente juntos, começamos a namorar.

Temos algumas diferenças, é verdade. Ele é Flamengo, eu sou Botafogo, ele não gosta de comida japonesa e eu amo, coisas assim. Mas temos muito mais em comum um com o outro, e dentre essas coisas, temos o amor por viajar, que é o que nos uniu. É uma paixão que compartilhamos na mesma intensidade, e é muito gratificante que a nossa história tenha começado justamente em uma. Me faz acreditar que nada é por acaso. E quando eu analiso tudo que aconteceu até a gente chegar aqui, hoje, 12/06/2017, eu tenho mais certeza ainda que não foi. Era pra ser, era pra dar tudo certo.

E você, também já viveu um amor mochileiro? Conta pra gente!

 




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Advogada, apaixonada por viagens, praias, trilhas e fotografia. Sempre em busca de um novo destino, de mochila nas costas e vontade de ganhar o mundo!



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