Se joga, sem medo e seja feliz- por Camila Pereira

Se joga, sem medo e seja feliz- por Camila Pereira
Meu nome é Camila Pereira, sou de uma cidadezinha de Minas chamada Toledo. Já ouviu falar? Não, não é Toledo da Espanha, é Toledo de Minas, UAI! Minha família costuma dizer que meu DNA viajante vem de longa data, já que meu bisavô e meu avô costumavam viajar bastante pelo Brasil. Só não sei dizer de onde é que vem o meu interesse pelos destinos, digamos, exóticos…hehehê.
Minha primeira viagem para fora do país (acredito que como para muita gente também foi assim) foi através de um intercâmbio.  Aí você pode me perguntar:
– Para o Canadá ou Estados Unidos, né!?
Não, não! Para a África do Sul 😀
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Fiquei 30 dias em Cape Town na casa de uma sul-africana gente boníssima! E depois desta viagem não parei mais. Minha experiência na África do Sul foi incrível! Fiz diversos amigos com os quais mantenho contato até hoje, fiz safaris, vi os famosos BIG 5 (os cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem) e ainda passei 30 dias em uma das cidades mais linda que conheci nessas minhas andanças pelo mundo. A Cidade do Cabo é maravilhosa!
Nos arredores você pode fazer safari, ver pinguins, baleias, curtir belíssimas praias, subir de bondinho até o topo da Table Mountain e ainda visitar o Cabo da Boa Esperança. É muita coisa linda em uma cidade só!
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Voltei desta viagem e em 2011 fiz outro intercâmbio, desta vez para realizar um sonho: conhecer a Índia. Sempre tive muita vontade de conhecer a Índia, e acreditem, a vontade já existia muito antes da novela global Caminho das Índias…rsrs Porém, como sabia que a Índia era famosa pelos casos de estupro, achei melhor ir novamente nesse esquema de intercâmbio com hospedagem em casa de família e tudo mais. E foi SENSACIONAL!
Claro que há opções de hospedagem em alojamentos estudantis, mas ficar hospedado na casa de uma família local é uma experiência única! Fiquei na casa da Sunita, uma viúva indiana, filha de diplomata. A Sunita já viajou e morou em vários lugares desse mundo. Super bem relacionada, amava receber pessoas em sua casa. A cada noite tínhamos amigos diferentes para o jantar. Foi uma das trocas culturais mais incríveis que tive nessas minhas andanças por aí.
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Viajei de trem pelo Rajastão com o pessoal da escola, dormimos no deserto, visitamos o maior cartão postal da Índia: O Taj Mahal. Tive a “Delhy Belly” o famoso desarranjo intestinal que inevitavelmente vai pegar você também…hahaha. Foi uma experiência incrível, e o melhor de tudo: segura!
Hoje eu posso dizer que me sinto mais confortável em voltar para a Índia sozinha, mesmo se for para ficar em hotéis. Claro  que tomando os devidos cuidados. Mas o intercâmbio foi uma linda forma de conhecer melhor a cultura do país e ainda poder fazer grandes amizades.
Tem medo de ir para a Índia sozinha? Que tal se matricular em um curso de inglês, conhecer gente nova e ainda ter Cia para passear de maneira mais tranquila por lá? Super recomendo!
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Outra aventura no estilo “alone” foi minha viagem para o Egito em 2013, em meio a primavera árabe. Como a situação estava bem “braba” na época, eu que não sou boba nem nada, contratei um guia através de uma agência especializada em viagens pelo Egito. Conheci o Cairo, Luxor e ainda fui até a Jordânia, realizar outro sonho que era conhecer Petra. O Egito estava tomado, tinha tanques de guerra e o exército estava por todo lado. O museu do Cairo estava fechado pois as pessoas estavam concentradas na Praça Tahir. As pirâmides, o Vale dos Reis e das Rainhas estavam praticamente vazios, sem aquele número grande de turistas que até outrora perambulavam por lá. Foi bacana por um lado, mas por outro era triste de ver.
Hoje a situação está melhor e o turismo começa a respirar novos e bons ares. Ainda bem! Petra foi sensacional! Me hospedei em Amã e fiz um bate volta no dia seguinte até Wadi Musa, onde fica o sítio arqueológico de Petra. Não recomendo! Dormir em Wadi Musa é uma ótima opção para poder aproveitar o Petra By Night, quando a Câmara do Tesouro fica toda iluminada por luzes de velas.
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Fiz outras viagens sozinha também, pela Europa. Mas não foram tão emocionantes quanto essas. Tá, teve bastante emoção em Moscou, onde as pessoas (quase NINGUÉM) falava inglês e foi um SUPER sufoco para me locomover de metrô…rsrs
Depois que conheci minha alma gêmea passei a viajar em dupla (ownnn, que fofo). Aliás, nós nos conhecemos em Moçambique, país onde fui morar a trabalho, sozinha novamente…rs. Mas isso é tema para outro post 😉
O ponto aqui é que nunca me conformei com essa questão de “coisas de menino e coisas de menina”. Na escola meus maiores amigos eram meninos, na adolescência também. Depois de adulta era eu quem levava meu carro ao mecânico por exemplo. Tá…. nunca consegui trocar um pneu…hahaha. Mas ninguém é perfeito.
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Então é claro que jamais deixaria de viajar sozinha por medo ou insegurança. É também claro que tenho consciência que o mundo não é um parque cor de rosa e que os perigos existem SIM. Mas o medo não pode ser maior ou impeditivo na realização de um sonho. Sempre tem um jeito para você se resguardar e se proteger. No meu caso usei os intercâmbios como forma de proteção, o que ainda me rendeu amigos incríveis, além de ter tido um UP no inglês.
Não podemos ser inconsequentes achando que perambular sozinhas pelas ruas de Nova Deli, Cape Town ou mesmo do Rio de Janeiro a noite seria o mesmo que andar pelas ruas de Genebra. Não, não é! Mas o ponto é que sempre há um jeito de se manter segura em uma viagem, seja com uma excursão, com um amigo, em família ou sozinha. Por que não?
Esse relato não é um incentivo inconsequente para dizer: – “vá lá e se joga“. É só o relato de uma mulher que saiu de uma cidadezinha de menos de 10.000 habitante, se jogou no mundo, tomou os devidos cuidados e foi muito feliz!
Instagram: @casalwanderlust_oficial
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