Saiba o que é preciso para viajar com seu animal de estimação – por Jandira Maciel

Saiba o que é preciso para viajar com seu animal de estimação – por Jandira Maciel

Você é apaixonado pelo seu animal de estimação e não tem onde deixá-lo? Ou mesmo não quer deixá-lo aos cuidados de terceiros durante sua próxima viagem? Nós entendemos. Quando é tomada a decisão em levá-lo com você  é possível, mas exige que sejam observadas algumas exigências a serem cumpridas, para não tomar nenhum susto. Dependendo do meio de transporte as regras de como viajar com seu animal de estimação podem ser diferentes de um lugar para outro.

Dicas para viajar com animais de estimação:

  • Antes de definir sua viagem, saiba para quais destinos e meio de transporte que oferece o serviço para o seu animal de estimação:
  • Antes da viagem, verifique se as vacinas do seu amigo estão em dia:  A última vacina contra a raiva deve ter sido aplicada pelo menos 30 dias antes da viagem, e não mais que um ano.
  • Informe-se sobre as regras e procedimentos para transportar o seu animal de estimação:
  • Solicite o serviço de transporte com antecedência, para checar a disponibilidade, e não se esqueça de consultar as tarifas.
  • Habitue o seu animal de estimação ao uso da caixa de transporte – Uma dica importante é acostumar o bichinho com a caixa de transporte com antecedência – isso não pode ser deixado para a última hora! Opte pelos modelos mais confortáveis que tenham espaço suficiente para o animal entrar, dar uma voltinha e se deitar.

Meios de transportes:

1 – Viajando de carro:

Com certeza é o meio mais fácil de viajar com animais. As principais preocupações são estar com a saúde do bichinho em dia e ter um lugar confortável para ele ficar durante a viagem. As leis de trânsito brasileiras proíbem o transporte de animais em compartimentos de carga (como reboque ou porta-malas), e também proíbe animais  de serem carregados no colo do motorista ou à sua esquerda.

O correto é levar seu animal no banco traseiro, protegido com o cinto de segurança. As leis não obrigam o uso de caixa de transporte ou coleira, e cães e gatos não são obrigados a ter GTA (Guia de Transporte de Animais), mas é mais seguro e adequado manter seu bichinho sob controle e confortável durante a viagem.

  • Não dê ração ou qualquer tipo de alimento ao cão quatro horas antes do percurso isso causa enjôo e altera o sistema digestivo. Para água a regra deve ser uma hora antes. Em caso de felino, o jejum é de duas horas antes do percurso.
  • Antes de viajar dê algumas voltas de carro com o seu animal por pequenas distâncias para ele ir se acostumando. Durante a viagem de hora em hora, pare o automóvel e desça com o animal para possíveis necessidades fisiológicas. Outro produto que pode facilitar a sua vida são as fraldas veterinárias, que podem evitar um desastre na viagem.
  • Leve acessórios do bicho de estimação para que ele se sinta em casa. Em caso das caixas de transporte, coloque o próprio cobertor do animal como forro para reforçar a idéia da casa. Manter a temperatura do carro próxima a temperatura externa. Nada de ar-condicionado na temperatura mínima.
  • É obrigatório levar a carteira de vacinação e um atestado de trânsito emitido por médico veterinário particular (chamada guia de trânsito).
  • Não levar o animal solto nem com a cabeça para fora. A regra serve para qualquer raça ou tipo. Uma distração que o motorista tenha com o movimento do bicho pode ser fatal.

2 – Viajando de ônibus:

  • Primeiro de tudo, ligue para a companhia de ônibus, pois nem todas as empresas de ônibus permitem o transporte de animais. As que permitem podem ter regulamentos diferentes de uma para outra, e todas cobram passagem extra para esse tipo de transporte, pois o bichinho vai ao lado do dono, em um banco, dentro da caixa de transporte própria e adequada para o tamanho e raça do seu animal.
  • A compra das passagens e organização para a viagem deve ser feita com muita antecedência, porque algumas empresas permitem um número muito limitado de transporte de animais por viagem.
  • A vacinação e atestado de saúde devem estar em dia e sempre em mãos, atestadas por um veterinário. É bom se alertar das exigências da empresa, a maioria só permite animais de pequeno porte, e algumas exigem controle do animal por sedação, se necessário.
  • É importante identificar os bichinhos de estimação com nome e telefone na coleira.
  • Apenas têm autorização para o embarque cães e gatos de pequeno e médio porte, de até 10 quilos de peso.
  • Não é permitido o transporte de animal que por sua espécie, tamanho, ferocidade, peçonha ou saúde, comprometa o conforto e a segurança do veículo, de seus ocupantes ou de terceiros.
  • Apenas será permitido o transporte de aves e animais silvestres com autorização do IBAMA.

3 – Viajando de Navio: Olá cruzeirista!

  • Sem dúvidas a maneira mais difícil de transportar seu bichinho, porque pouquíssimas empresas de cruzeiros ou viagens marítimas permitem animais a bordo. As poucas que aceitam, reservam um canil para todos os animais ficarem juntos durante toda a viagem, e não se pode circular dentro do navio com o seu animalzinho.
  • Cães-guia podem viajar a bordo?As companhias aceitam o transporte de cães-guia. Estes têm acesso a todo o navio para ajudar no deslocamento de passageiros com deficiência visual. Porém, eles devem ser treinados, registrados e as companhias devem ser previamente comunicadas.

4 – Viajando de trem:

  • Embora raríssimos no Brasil, em países europeus são bem freqüentes tanto regionalmente, quanto entre nações. Contudo, pode haver restrições ou regras diferentes para admissão a bordo. Cães e gatos pequenos podem viajar gratuitamente, transportados em gaiolas, na primeira e segunda classe de todas as categorias de trens. Normalmente são permitidos até mesmo peixes, pássaros e outros pequenos animais.
  • O problema surge para cães de médio e grande porte que só podem viajar em comboios regionais. Pode viajar dentro de um compartimento com outros viajantes só se houver anuência de todos e os dispositivos de segurança necessários. Uma exceção se faz a cães-guia para cegos que pode viajar em todos os trens de graça, sem qualquer obrigação.
  • Para todos os outros cães e gatos, precisa-se do certificado de registro que deve ser mostrado no momento da compra do bilhete.

5 – Viajando em transporte público:

  • Gatos, coelhos, hamsters, passarinhos, porquinhos-da-índia e outros animais domésticos de pequeno porte poderão, em breve, ter acesso liberado aos ônibus que circulam pelas ruas da cidade. Já acontece em São Paulo, que ganhou uma lei que garante a viagem dos bichinhos acompanhados de seus donos em ônibus, um projeto em tramitação na Câmara Municipal do Rio permite que proprietários de animais domésticos entrem com seus animais em transportes públicos. Mas, para garantir o acesso, será necessário apresentar a carteirinha de vacinação do animal. Além disso, o bicho de estimação deverá fazer a viagem numa caixa, sem riscos de vazamento de dejetos.
  • O projeto propõe, ainda, que o dono do animal pague a passagem dele se for necessário colocá-lo sobre um dos assentos do ônibus e que apenas os considerados de pequeno porte (com menos de dez quilos) subam no veículo. Cada passageiro só poderá embarcar com um animal. E a lotação máxima é de três bichinhos por vez em cada veículo.

6 – Viajando de avião:

Para garantir a sua segurança e a do seu bichinho, as companhias aéreas têm algumas regras e restrições em relação ao transporte de animais, tanto em vôos nacionais, como para viagens internacionais.

Documentos e Legislação: São exigidos alguns documentos para garantir que será seguro para passageiros e animal que ele embarque. Todos eles devem ser emitidos por médico veterinário devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária da Unidade Federativa de origem do animal.

·         Viagens nacionais: a Anac exige que seja apresentada carteira de vacinação atualizada, onde estejam comprovadas as vacinas múltipla e anti-rábica, além de tratamento com vermífugo.

·         Viagem internacional: É obrigatório apresentar também o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI). Para obtê-lo, é necessário agendar uma consulta com médico veterinário do Ministério da Agricultura, que se encontra em aeroportos internacionais. Atenção à validade das vacinas: a anti-rábica deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e sua validade é de um ano. Caso o animal seja silvestre, é necessária, ainda, autorização emitida pelo IBAMA para transportá-lo.

  • É importante também consultar as exigências do país de destino e providenciar outros documentos, se necessário. Algumas companhias aéreas exigem outros documentos.

Como transportar seu cachorro no avião: Escolha ma caixa que acomode confortavelmente o animal, permitindo que o mesmo se movimente. Para que seu bichinho possa viajar ao seu lado, a caixa deve caber sob o assento localizado à sua frente (confira o tamanho máximo da caixa para a cabine nos sites das companhias).

Por isso, apenas raças de pequeno porte são aceitas dentro do avião. As demais são transportadas junto com a carga, caso a companhia aérea faça este tipo de serviço. Lembrando que o peso da caixa + animal não pode passar de 10 kg.

Outro detalhe em relação ao lugar onde seu animal será transportado é que as caixas devem ter compartimentos fixos para água e ração.

Animal de serviço: Por tratar-se de caso de necessidade especial, o cão-guia obrigatoriamente deve ser transportado sem custo adicional para o passageiro, com coleira e ao lado do dono, na primeira fileira. Deve estar equipado com correia e dispensa uso de focinheira. Neste caso, ainda é necessário informar a companhia aérea com antecedência e apresentar a documentação necessária para animais, além de atestado médico comprovando a necessidade do passageiro de levar consigo o cão-guia.

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Mulheres tão particulares, com um único objetivo em comum, viver as melhores (e maiores) aventuras já vistas. Juntas ou sozinhas, nós queremos é viver! E compartilhar nossas experiências para que possamos inspirar cada vez mais, outras mulheres.



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