Road trip com as amigas pra Minas Gerais – Roteiro com gastos

Road trip com as amigas pra Minas Gerais – Roteiro com gastos

Você já teve amigas virtuais? Eu já, e esse ano vivemos uma experiência incrível em Minas Gerais. Deixa eu resumir a história: há quase 2 anos, nos conhecemos por meio de um grupo para mulheres no Facebook. Criamos um grupo no Whatsapp para conversar melhor, e nos tornamos amigas. Muito amigas, e de partes diferentes do Brasil. Somos 15 meninas, e a maior parte é de Minas Gerais. No início do ano, conseguimos combinar uma viagem juntas, e realmente aconteceu! Nem todas puderam ir, mas foi uma experiência maravilhosa e que com certeza vamos repetir. Nesse post, vou compartilhar o roteiro que fizemos, os imprevisos que aconteceram (como sempre) e os gastos que tivemos, em média. Adianto que não gastamos com hospedagem, mas acredito que esse post pode ajudar a muitas pessoas que estejam planejando fazer uma viagem de carro, ou simplesmente que queiram visitar algumas cidades de Minas Gerais.

Primeiro dia: Chegando em Congonhas

Saí da rodoviária Novo Rio com a Ana, às 7h30. Nosso ônibus nos deixou em Conselheiro Lafaiete, mas também passava por Mariana e tinha Ouro Preto como destino final. Somente a viação Útil faz esse trajeto por meio de ônibus executivo, e a passagem custou R$127,71 com taxas inclusas, compradas pelo ClickBus. Depois de uma parada em Juiz de Fora e do desembarque de passageiros em Mariana, chegamos em Conselheiro Lafaiete às 13h35, e lá pegamos um ônibus comum até Congonhas, onde ficamos hospedadas, na casa da Juliana. No mesmo dia, a Naty e a Maria saíram de São Paulo e foram de avião até o aeroporto de Confins, onde buscaram o carro que estava reservado para aluguel e foram dirigindo até Congonhas. Pagamos R$71,30 pela diária do carro, que foi um Nissan March.

Segundo dia: São João del Rei e Tiradentes

Passamos o primeiro dia descansando e conversando, e no início do nosso segundo dia de viagem, partimos cedo para São João del Rei. Fomos visitar a Igreja São Francisco de Assis, mas acabamos não entrando porque ainda visitaríamos muitas igrejas durante a viagem e a entrada era paga (R$5). Nos fundos da igreja, fica um cemitério onde pode-se ver o túmulo do presidente Tancredo Neves. Depois da visita, fomos almoçar num restaurante chamado Armazém Choperia, que custava R$17,90 pelo buffet livre ou R$30 por quilo, e também passamos de carro por mais alguns pontos da cidade, como o teatro municipal.

Existe uma maria-fumaça que liga São João del Rei até Tiradentes, mas que só funciona de sexta a domingo, então não tivemos como fazer o passeio. Chegando lá, estacionamos o carro e fomos caminhando pela cidade. Vimos algumas lojinhas de artesanato e lembrancinhas da cidade, e nossa primeira parada foi para visitar a Matriz de Santo Antônio, a principal da cidade, cuja entrada custava R$5. A igreja é linda e um grande exemplo do barroco e do rococó, mas infelizmente não é permitido tirar fotos do interior (isso acontece em quase todas as igrejas históricas do estado).

De lá, fomos andando pela rua fofa que fica em frente à igreja, paramos em algumas lojas e visitamos o Largo do Ó e o Chafariz de São José, onde tiramos algumas fotos. Já estava no fim da tarde, então fomos procurar um lugar para comer, e encontramos uma incrível pão de queijaria, chamada Na Venda. A pessoa apaixonada que vos fala ficou louca com os sanduíches de pão de queijo! Nós gastamos menos de R$20 pelo lanche. Na volta, passamos por Lagoa Dourada, uma pequena conhecida por seus rocamboles e com muitas lojas que vendem essa especialidade. Muitas mesmo! Compramos dois para o café-da-manhã, e eram recheados na hora, viu? De volta à estrada, tivemos um baita imprevisto: o pneu furou quando passamos num buraco. Já estava escuro e o buraco era enorme, não teve como desviar. Um detalhe: enquanto ficamos no acostamento, vimos outros carros caindo no mesmo buraco e também tendo problemas. Tivemos a sorte que dois amigos do Thiago, namorado da Juliana, pararam pra ajudar, sem saber que tínhamos um conhecido em comum. Foi muita coincidência! O Thiago foi nos encontrar na estrada, conseguimos trocar o pneu por um outro que não era do tamanho certo, mas quebrou um galho para chegarmos até um mecânico conhecido em Entre Rios – e apesar da rápida passagem, se tornou mais uma das cidades visitadas em nossa lista! 😛

Terceiro dia: Congonhas e Ouro Preto

Pela manhã, fomos conhecer melhor Congonhas, a cidade onde estávamos hospedadas, enquanto o carro estava no mecânico, que precisou desamassar as rodas e fazer ajustes finais, para que o carro fosse entregue em perfeito estado. Visitamos o famoso Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, cuja parte interna estava sendo restaurada. Até chegar à igreja, de fato, há seis capelas que contam os passos da paixão de Cristo, com estátuas de madeira feitas por Aleijadinho. Na frente da igreja, estão as famosas esculturas dos 12 profetas. Por conta dessas obras, a igreja foi tombada pelo Iphan e reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco, e recebe diversas visitas ilustres todos os anos.

Depois de um passeio pelo Centro, onde visitamos algumas lojas e resolvemos assuntos bancários, pegamos o carro na oficina e nos dirigimos para Ouro Preto, cidade onde mora a Karol, mais uma das nossas amigas do grupo! Almoçamos em um restaurante chamado Parada Mineira, que fica na estrada e era maravilhoso, tinha a opção de buffet livre ou comida a quilo e custava exatamente o mesmo preço do lugar onde comemos no dia anterior. Chegamos tarde a Ouro Preto e a maioria das atrações turísticas já estavam perto de fechar, então aproveitamos o tempo na casa da Karol. Lá, também encontramos a Delle, que é de Brasília e também estava visitando Minas Gerais. Conseguimos combinar a data em que estaríamos em Ouro Preto, então foi o dia em que reunimos bastante gente do grupo, foi ótimo passar esse dia juntas!

Chegamos relativamente cedo em Congonhas, sem nenhum imprevisto na estrada dessa vez rs, então fomos a um pub da cidade, que foi bem legal, mas não ficamos até tarde porque o dia seguinte começaria bem cedinho.

Quarto dia: Ouro Preto, Inhotim e BH

Acordamos cedo para visitar Ouro Preto, porque tínhamos que arrumar as malas para passar a noite em Belo Horizonte. Acabamos nos atrasando, mas conseguimos visitar algumas partes importantes da cidade: a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, que abriga o Museu de Arte Sacra do Pilar no subsolo, e o incrível Museu da Inconfidência, que é uma super aula de história. Vale muito a pena! A meia-entrada custou R$5 em cada um. Pensamos em visitar alguma das minas, mas estávamos com o tempo corrido e só tínhamos praticamente a manhã. Passamos rapidamente pela feirinha de pedra sabão, que tem muito artesanato lindo, e nos despedimos de Ouro Preto. Ah, uma informação importante: foi bem difícil estacionar ali perto da Praça Tiradentes, viu? Gastamos muito tempo procurando vaga (talvez por ser época de férias, também), o que prejudicou bastante nosso aproveitamento do tempo, mas acontece.

Um passeio que entrou no nosso roteiro de última hora foi o Instituto Inhotim. E que surpresa boa! O lugar fica na cidade de Brumadinho, e é difícil de descrever, até para quem costuma se dar bem com as palavras. Eu mesma não tinha entendido o que era Inhotim até chegar lá. “Como assim? É só um museu ao ar livre? É um sítio?” Me disseram que eu iria entender, e eu entendi. Tentando resumir, é um espaço enorme (mesmo!), com muito verde e muitas obras de arte contemporânea, algumas em meio à natureza, outras em galerias. Não tem como visitar tudo em um dia só, tanto que são vendidos passaportes para mais de um dia de visita. O ingresso comum custa R$40 a inteira (eu paguei meia). Na recepção, pegamos um mapa e pedimos ajuda de uma das funcionárias, que criou um trajeto para seguirmos, assim poderíamos visitar as atrações mais próximas da entrada e as mais conhecidas. Também “almoçamos” por lá (na verdade, fizemos um lanche rápido, porque estávamos com pouco tempo sobrando rs), e gastamos menos de R$20, cada uma consumiu dois salgados e um refrigerante.

O Instituto fechava às 16h30, e tivemos que finalizar nossa visita com pressa, porque realmente não permitem mais entrar em nada depois desse horário. 🙁 Ainda conseguimos passar na lojinha, mas achamos os preços altos, apesar de ter muita variedade de produtos. Depois do passeio, nos dirigimos para Belo Horizonte. Importante dizer: a estrada para Inhotim era bem complicada de dirigir, com buracos, rachaduras, enfim, bem mais complicada que as outras que pegamos. Já em BH, descansamos um pouco porque o dia tinha sido realmente cansativo, arrumamos nossas coisas na casa da Mariana, a amiga que nos recebeu por lá, e fomos à noite para o Edifício Maletta, uma galeria muito famosa que toda noite se torna um point de jovens, com vários barzinhos e restaurantes. O lugar fica bem cheio, e foi difícil conseguir uma mesa. Uma coisa bem legal é que permitem que você peça o que quer consumir em qualquer um dos estabelecimentos. Por exemplo, paramos num barzinho vegano bem legal, onde comemos coxinha de jaca e kibes deliciosos, mas pedimos batata frita de outro lugar numa boa, isso é normal. Também aparece bastante gente vendendo comidinhas e artesanatos por lá, é um lugar bem alternativo.

Quinto dia: Belo Horizonte

 Dia de turistar pela capital! Acordamos cedo e fomos visitar a Pampulha. Estacionamos próximo a Casa do Baile, que tem uma vista incrível e é um ótimo cenário para fotos, e depois fomos até a famosa (e linda!) Igreja São Francisco de Assis, projetada por Oscar Niemeyer, com artes de Cândido Portinari e jardins projetados por Burle Marx. Já dá pra imaginar o nível, né? A igreja é muito bonita, e completamente diferente das outras igrejas que visitamos nos outros dias (e foram muitas hahaha). A “meia-entrada” custou um valor simbólico de R$2 (a inteira era R$3), e o ingresso pode ser usado como um marcador de livro.

Aproveitamos para tirar algumas fotos, e em seguida fomos para o Mercado Central, onde iríamos almoçar, a princípio, mas vimos que não era uma boa ideia. Não há muitas opções de restaurante por lá (só encontramos um, na verdade) e estava MUITO cheio. Mesmo. A fila para esse único restaurante era bem grande! Por isso, só passamos por alguns dos estandes, compramos o famoso doce de leite Viçosa, que custou uns R$25 e é bem fácil de encontrar por lá, e fomos procurar um restaurante nos arredores. Acabamos almoçando em um self-service chamado Cozinha da Roça, mais caro que os que encontramos nas cidades menores, o que era de se esperar. Não anotamos o valor exato, mas o quilo custava por volta de R$50.

Ah, vocês lembram da história com o carro que perdeu as calotas? Então, foi em BH que procuramos calotas novas. hahaha Tivemos que rodar bastante até encontrar, e ainda nos perdemos um pouco pela cidade, mas conseguimos! Começou a chover durante o dia, por isso acabamos não visitando tantos lugares depois do almoço. Passamos de carro pela Praça do Papa para apreciar a vista, e também pela Praça da Estação, onde estava rolando a “Praia da Estação”, um evento que reúne pessoas, muitas vezes com roupas de banho, para se divertir na praia de mentirinha. Esse foi nosso último dia! A Maria e a Naty voltaram para o aeroporto de Confins com bastante antecedência, para ter tempo de devolver o carro, fazer check-in e não correr riscos de se atrasarem. Eu e Ana sairíamos da rodoviária meia-noite, então ainda ficamos um tempo na casa da Mari, e saímos à noite, mas acabamos pegando logo um uber para a rodoviária porque começou a chover muito! Foi uma viagem rápida e que deu menos de R$10 para cada. Voltamos para o Rio num ônibus da viação Cometa, que incrivelmente era semi-leito, e pagamos R$104,94, mais barato que o ônibus executivo de ida! Foram exatamente 7 horas de viagem que nos trouxeram de volta à realidade, e já estamos morrendo de saudade de viajar em grupo e passar por tudo isso!

Considerações sobre os gastos

A quem possa interessar, as meninas que vieram de SP gastaram R$231 com as passagens de avião, o que foi basicamente o que nós gastamos de ônibus saindo do Rio de Janeiro , então vale a pena pesquisar bem preços. Eu e Ana não encontramos nenhuma promoção saindo daqui. Dividimos todos os gastos com o carro por 5 pessoas, então cada uma pagou o valor de uma diária (R$71,30, como dito anteriormente), R$56,30 com a gasolina para todos os dias, R$21 das calotas que precisamos comprar e R$4 para lavar e aspirar o carro antes de devolver.

Não coloquei no post gastos mais pessoais, mas basicamente o que gastei foi comprando queijos e chocolates artesanais, que trouxe comigo. A viagem foi bem econômica, e um dos motivos é que tivemos a oportunidade de ficar na casa de pessoas conhecidas, então não precisamos gastar com hospedagem nem café da manhã. Basicamente, nossos gastos foram com transporte e alimentação, e levo em consideração também que os preços do interior de Minas, principalmente, nem se comparam com o que estou acostumada no Rio de Janeiro, então nada foi muito caro. Os preços que pagamos em ingressos foram todos muito justos, nada exuberante, como vocês puderam ver. Portanto, por mais que você pague pela hospedagem, acredito que visitar essas cidades continue sendo uma opção bem em conta! E, aliás, se você gostaria de ficar na casa de alguém, temos um post que explica como funciona o couchsurfing. Espero que esse post seja útil para mais pessoas e que mais gente tenha a oportunidade de visitar esses lugares incríveis! Caso tenham alguma dúvida mais específica, podem deixar aqui nos comentários. Até a próxima!

Comentários

Comentários



3 thoughts on “Road trip com as amigas pra Minas Gerais – Roteiro com gastos”

O que achou desse post?


%d blogueiros gostam disto: