Pura vida: desbravando a Costa Rica – por Luana Batista

Pura vida: desbravando a Costa Rica – por Luana Batista

Pura Vida! Este é o lema do país cuja área é do tamanho do Rio de Janeiro , mas a diversidade é imensa. Pura vida é praticamente um cumprimento na Costa Rica: você dá bom dia e os ticos te respondem: “pura vida!” O fato é que não há expressão mais adequada para explicar esse país: as pessoas são intensas, felizes, simpáticas e disponíveis. A riqueza natural é estonteante: o verde é mais verde, o colorido das flores é mais vivo, a cor da água é mais intensa. Bichos por todo lado; alguns aparentemente fofinhos, como o bicho preguiça e outros menos carismáticos, como as iguanas (para o meu desespero, topei com várias).

Os costarricenses se autointitulam “ticos”. A explicação dessa expressão veio de uma guia de turismo: a palavra “tico” é uma espécie de superlativo ou aumentativo. Por exemplo, se algo é muito amarelo, eles chamam amarillotico. E é exatamente assim; os ticos são superlativos, intensos. O apelido é justo.

Estive na Costa Rica entre os dias 02 e 11 de setembro, época de chuvas no país. Apesar disso, tive sorte, peguei apenas 2 dias de chuva que, na verdade, nem atrapalharam. Como estive no país a trabalho, fui “presenteada” com as passagens, que custaram pouco mais de R$ 3.000 na Copa Airlines. Trabalhei por três dias e como fiquei dez dias ao todo, tive tempo para curtir e conhecer um pouco do país. Sendo assim, vou tentar resumir aqui o que fiz por lá.

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Comecei por San Jose, a capital mais sem graça que já conheci. Todos dizem que é perigosa e ninguém aconselha turistas a andarem despreocupados por lá. Realmente, o centro de San Jose é aquele lugar sombrio, vazio e feio, especialmente durante a noite. Não há muito o que fazer, mas nas proximidades de San Jose tem vulcões. Aliás, os vulcões estão em abundância na Costa Rica. Dentre os abertos a visitação, conheci o vulcão Poas; uma cratera gigante e linda. Não é necessário muito esforço pra chegar e a vista vale a pena. Quando cheguei lá, uma névoa impedia a visão, mas logo ela se dissipou e aquela imagem imponente me tomou. O vulcão Poas é um dos poucos em atividade na Costa Rica e lá de cima pode-se ver os gases vulcânicos saindo da cratera. O cheiro de enxofre é que não é muito agradável, mas pela vista, a gente supera.

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Depois do vulcão, foi a vez de conhecer o mar do Pacífico. Fizemos um passeio de barco, saindo do porto de Manuel Antonio e fomos até o oceano. Vimos golfinhos e uma mamãe baleia nadando com seu filhotinho; uma lindeza. No meio do oceano, o catamarã parou pro pessoal fazer snorkell. Como eu sou medrosa e não sei nadar, fiquei olhando o grupo se divertir de longe. Para quem enjoa fácil, aconselho tomar um remedinho antes do passeio. O balanço do catamarã desestabilizou até a mim, que nunca fui de enjoar no mar.

Depois desse passeio que durou metade de um dia, eu e meu marido fomos conhecer o Parque Estadual de Manuel Antonio. Na verdade, conhecer não é bem a palavra pois não houve tempo de aproveitar o parque. Ele fecha as 17h e chegamos pouco antes disso. No caminho para a praia de Manuel Antonio, vimos caranguejinhos coloridos, um bicho preguiça, um guaxinim e um veado, mas o que mais me encantou foi a praia: um mar delicioso de águas mornas, cercado de verde.

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No caminho de volta, vivenciamos um terremoto. Apenas senti as grades dos banheiros construídos no parque tremerem e na hora pensei que era algum animal gigante se aproximando. Depois que soubemos que tinha havido um tremor (eles são muito comuns na Costa Rica).

Passada essa primeira fase turística, emendei meus três dias de trabalho e depois, mais turismo. Na segunda fase da viagem fomos para La Fortuna, no outro extremo do país, ao norte. A pequena cidade fica na província de Alajuela e abriga o famoso vulcão Arenal, que está ativo, porém não solta lava atualmente. Hoje está tudo calmo com o Arenal, mas ele esteve soltando “fogo” ininterruptamente por 40 anos, cessando sua atividade em 2008. O Arenal é uma montanha imensa, que na maior parte do tempo que estivemos lá, infelizmente ficou encoberta por nuvens.

Nosso primeiro passeio em La Fortuna foi para a cachoeira que leva o nome do lugar: La Fortuna Waterfall. Ela fica num parque de fácil acesso e com muita infra-estrutura (tudo que envolve o ecoturismo na Costa Rica tem uma infraestrutura excelente, inclusive). A cachoeira tem uma queda d’água lindíssima, que forma uma piscina natural de águas geladíssimas. Fiquei contemplando aquela lindeza em silêncio por vários minutos, emocionada. Não entrei na água, mas meu marido entrou e não se arrependeu. Para chegar até a cachoeira é preciso ter fôlego, pois há que se descer uma escadaria imensa, com centenas de degraus (na subida, os vários banquinhos dispostos ao longo do caminho ajudam a ganhar fôlego).

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No mesmo dia que conhecemos a cachoeira La Fortuna, fomos para as águas termais de Tabacón. Lugar maravilhoso. Em La Fortuna há muitos resorts de águas termais, as opções são bem vastas e pra todos os gostos e bolsos (existem até as águas termais com entrada gratuita, mas só soubemos delas depois da viagem, ao conversar com um brasileiro no aeroporto). Pagamos a facada de USD 60 para usarmos o Tabacón Resort durante um dia inteiro (com direito a troca de toalhas, armário para guardar as coisas e uso dos chuveiros). Foi preciso deixar uma caução de USD 50 que foi devolvida na saída. Pegamos uma promoção e tivemos o direito de entrar no resort no dia seguinte sem pagar. Valeu muito a pena porque o lugar é lindo, tem uma ótima infraestrutura e não tem coisa mais fantástica e deliciosa que se banhar num rio de água quente. É sensacional!
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Falando mais das águas termais, as águas dos rios de La Fortuna se aqueceram após o vulcão Arenal entrar em erupção, em 1968. O magma aqueceu o lençol freático e fez as águas dos rios se aquecerem por até 38 graus, em média. Inclusive, a atividade do vulcão Arenal é medida também pela temperatura das águas, pois como disse antes, ele está adormecido, mas permanece ativo. Se as águas dos rios se aquecerem demais, pode estar vindo erupção por aí. No dia seguinte, fizemos um tour chamado hanging bridges, que consiste em andar sobre pontes enormes e altíssimas, erguidas e sustentadas por cabos de aço sobre uma floresta densa. As pontes passam por cima da copa de várias árvores absurdamente altas. No início deu um medinho, porque elas balançam bastante, mas a sensação e a visão de lá de cima é estupenda. Então foi a vez do Canopy, uma espécie de “rodízio” de tirolesas. Foram ao todo 12, algumas menores e outras gigantescas. Eu, que nunca tinha feito nada igual, fiquei maravilhada ao “escorregar” por aquelas cordas de aço a alturas impensáveis, observando toda a beleza e riqueza natural daquele lugar. Depois das tirolesas foi a vez do Tarzan Swing, atividade final do circuito do Canopy. Guardem esse nome porque o Tarzan Swing é assustador e delicioso ao mesmo tempo. Sem saber o que me aguardava, o guia me pendurou a uma corda pela cintura e mandou eu me jogar de uma plataforma. Se ele me contasse no que consistia aquilo, eu jamais faria, obviamente. Foi no susto. Ele disse que desceria junto comigo, mas era pegadinha do Malandro. Voei feito Tarzan presa a uma árvore absurdamente alta e quase chorei de medo durante o balanço. Passada a tensão, eu ria enquanto ainda voava e depois de perder o impulso e ser parada pelo guia, voltei a plataforma e repeti a dose. A sensação é indescritível (pesquisem pelo Tarzan Swing na Costa Rica, pois eles podem ser feitos em diversos lugares, com paisagens lindíssimas e em alturas que eu não me atreveria, mas vai que você é mais corajosa?).

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Tive outras experiências no país, mas se eu relatar tudo aqui o texto vai ficar absurdo! A Costa Rica é um país lindo e intenso. Perfeito para quem gosta de ecoturismo. Infelizmente, para os nossos bolsos tupiniquins, não é um lugar barato: tudo é dolarizado! Você tem a opção de pagar também em colones, a moeda local, o que é um pouco mais vantajoso. Prefiram trocar dólar por colones nos bancos, pois a conversão do banco é um pouco melhor que a dos estabelecimentos comerciais.

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Se tiverem a oportunidade, conheçam a Costa Rica. Eu trouxe de volta na mala, além de lembrancinhas para a família, um coração preenchido da simplicidade e espontaneidade do povo daquele lugar, memórias incríveis de toda a exuberância natural que vi ali e de quebra sementes de uma fruta deliciosa que comi aos montes por lá: mamon chino, uma espécie de lichia, só que maior, mais carnudinha e bem doce. Ouvi dizer que aqui no Brasil temos dela na região amazônica, mas eu só conheci na Costa Rica. Sintam-se a vontade para me mandar perguntas e até a próxima viagem!

por Luana Batista

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