Parque das Ruínas – Santa Teresa | RJ

Parque das Ruínas – Santa Teresa | RJ

O Parque das Ruínas, localizado em Santa Teresa tem uma das vistas mais bonitas do bairro – e do Rio de Janeiro também.

O Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas é um parque público e centro cultural, que já recebeu pessoas ilustres como Villa Lobos e a bailarina Isadora Duncan, no início do século 20. O prédio foi a casa da grande macenas da Belle Époque carioca, Laurinda Santos Lobo. Conhecida como a “marechala da elegância”, Laurinda reunia intelectuais e artistas nas magníficas dependências do palácio que hoje é um dos projetos premiados do arquiteto Ernani Freire e casa de trabalhos experimentais de artes plásticas.

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Como chegar

Para chegar até o Parque das Ruínas partindo da Glória pode-se pegar uma kombi (próximo a estação do Metrô saída A) que suba Santa Teresa.

Ou é possível também pegar um Bondinho e descer na estação Curvelo, depois só caminhar uns 10 minutos e o Parque é logo a frente.

Ou até subir a pé, pela Escadaria Selarón .  E em último caso subir de táxi

OBS: vez ou outra o Bondinho sai de circulação, então é importante tentar se informar se está funcionando ou não.

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O Parque das Ruínas fica ao lado do Museu Chácara do Céu ~ na Rua Murtinho Nobre 169 ~  e vale a pena tentar visitar os dois no mesmo dia ~ inclusive em Santa Teresa tem tanta coisa interessante para se fazer que é possível  até montar um Circuito, parecido com o que fizemos  na Praça Mauá (e é engraçado que eu acabei  de ter essa ideia enquanto escrevia esse post, então fiquem que em breve contarei sobre  a possibilidade de  fazer mais um Circuito das Minas <3)

A principal atração do Parque é a Casa em si, que é belíssima e rende fotos incríveis – com essas aqui embaixo – que tem um mirante maravilhoso com uma vista única, de um lado para o Bondinho e do outro para a o Centro do Rio e ao fundo a Ponte Rio Niterói.

História

O Parque e as ruínas são os resquícios do Palacete Murtinho Nobre, erguido entre 1898 e 1902, e local de residência de Laurinda Santos Lobo, dama da sociedade e herdeira de uma rica e poderosa família, que dividia-se entre Rio de Janeiro e Paris . Laurinda nasceu em 1878 na cidade de Cuiabá e era herdeira do grupo Mate Laranjeira. Exercia atividades de mecenato, e chegou a presidir o conselho da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Em sua homenagem, Villa-Lobos compôs a peça Quattour – impressões da vida mundana.

Seu casarão foi, durante a década de 1920, o ponto de encontro do modernismo no Rio de janeiro, e um dos pontos mais badalados da vida cultural carioca durante as duas próximas décadas, sendo um local de festas que reuniam famosos e figuras proeminentes da época, como Villa-Lobos, Tarsila do Amaral e a bailarina Isadora Duncan, até a morte da anfitriã. Laurinda morreu em 16 de julho de 1946, e não deixou filhos. Em seu testamento, deixou a casa para a Sociedade Homeopática, que, porém, nunca chegou a tomar posse do bem. Depois, o local foi abandonado e invadido, saqueado e ocupado por moradores de rua e até mesmo por traficantes de drogas. Há relatos de que até as maçanetas, que eram feitas de ouro, formam roubadas nesse período de abandono, assim como o seu piano.

Em 1993, o governo do estado do Rio de Janeiro tombou o que sobrava da propriedade e, em 1997, foi inaugurado, no local, o Parque das Ruínas. As ruínas apresentam, hoje, um estilo que mistura tijolos aparentes, combinados com estruturas metálicas e estruturas em vidro.

O Parque é um ambiente família, super tranquilo e sempre rolam alguns eventos por lá, inclusive no dia que fomos estava rolando uma feira Vegana incrível, com muita comida boa e música ao vivo. É um lugar incrível para passar uma tarde aconchegante seja sozinho ou acompanhado.

Também encontramos no Parque uma pequena praça, um palco, uma galeria, auditório e sanitários, estes últimos abaixo do Casarão.

Durante os trabalhos de restauro do palacete, (1996) pela Prefeitura do Rio de Janeiro através da Secretaria de Cultura da cidade foram recolhidos fragmentos originais da mansão, os quais foram colocados em redomas, criando, assim, um acervo arqueológico permanente do parque. O projeto do local, realizado por Ernâni Freire e Sônia Lopes, foi premiado pelo IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil).

Esse foi mais um passeio realizado em parceria com a Agência VAMOS, uma agência de viagens especializada em excursões para Mulheres – em breve contarei todos os detalhes sobre a VAMOS aqui,  fiquem ligados!

Blogagem Coletiva

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva #EuAdoroEsseParque, onde Blogs de Viagem de Pequenos Grandes Viajantes escreveram sobre um parque visitado, seja ela natural, de diversão ou no centro da cidade.

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Referências

Visita ao Parque e pesquisa sobre a história do Rio de Janeiro




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