O que fazer em São Paulo – Relato de 6 dias + Dicas

O que fazer em São Paulo – Relato de 6 dias + Dicas

São pouco mais de 400km de distância entre o Rio e São Paulo. Menos de uma hora de avião, ou seis horas de estrada. E, mesmo assim, eu nunca tinha visitado São Paulo. Dá pra acreditar? Ok, eu já tinha pisado em terras paulistanas, mas foi um bate-e-volta tão rapidinho que nem conta. Então, em julho desse ano, eu finalmente fui conhecer a cidade mais populosa do país e visitar alguns lugares que eu sempre ouvia falar! Foram apenas 6 dias, e olha… Dava pra ter passado bem mais tempo, viu? Eu fiz uma listinha de lugares que me interessaram e ainda faltou muita coisa.

Fui para SP de avião – como já contei em outro post, consegui as passagens de ida por meio de pontos que juntei numa promoção da Avianca, paguei somente a taxa de embarque que é de 29 reais. A volta foi pela mesma companhia, pois foi o melhor preço que encontrei. Desembarquei no aeroporto de Congonhas depois de uma viagem super rápida, no final da manhã de uma quinta-feira, dia 13 de julho. Lá, encontrei uma amiga, Juliana, que vinha de Minas e pedimos um Uber até a casa da Naty, nossa amiga que mora em São Paulo.

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O primeiro dia foi mais tranquilo: o motivo inicial dessa viagem foi que a Ju queria visitar o Casa Cor, uma mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo que acontece em diversas cidades, sendo que a edição de São Paulo é a maior e mais famosa. Fomos de ônibus até o Jockey Club, onde acontecia o evento. Fiquei bastante surpresa com a visita! São muitos ambientes a serem visitados e, quando pensávamos que tinha acabado, ainda vinha muita coisa pela frente. Eram simplesmente 69 ambientes! Apesar de muito bonito, foi super cansativo pra quem tinha acordado tão cedo pra pegar um voo de manhã. Fiquei morta de cansaço depois que fomos embora, eu só queria dormir. Por conta disso, optamos por não fazer muita coisa nesse dia; jantamos em casa mesmo e arrumamos nossas coisas para o dia seguinte.

Na sexta-feira, iniciamos nosso dia na Liberdade, o famoso bairro japonês da cidade. Por lá, visitamos a galeria Sogo Plaza Shopping, um paraíso para quem gosta de cultura japonesa, geek, k-pop… Eram muitos produtos diferentes, de miniaturas e camisetas até chaveiros e carteiras personalizadas. No último andar, fica o restaurante Cia. Oriental, onde aproveitamos para almoçar. O cardápio é bem variado e os pratos são muito bem servidos. Ainda demos uma volta pelo bairro, e depois seguimos para o Centro. Passamos rapidamente pela 25 de março, mas achamos melhor não gastar muito tempo por lá, pois não queríamos fazer muitas compras. Finalmente encontramos a loja Daiso Japan, que é recheada de coisas fofas e baratas e eu já queria ir. Foi lá que gastei a maior parte do meu dinheiro. rs Ainda visitamos a famosa Catedral da Sé, antes de pegar o metrô para casa. Nos arrumamos e fomos para a exposição “Rá-Tim-Bum, o Castelo”, que estará até o final de setembro no Memorial da América Latina. Vale lembrar que compramos os ingressos com antecedência de algumas semanas, pois alguns horários esgotam muito rápido!

Falando sobre a exposição, não fiquei muito surpresa pois já havia visitado uma outra exposição sobre o programa de TV, que esteve no CCBB do Rio de Janeiro em 2015. Sim, era outra exposição, mas muito parecida! Fiquei um pouco decepcionada, confesso. O prometido por essa exposição mais recente é que teriam montado um Castelo idêntico ao original, mas não é bem assim… De qualquer forma, não foi uma experiência ruim, e acredito que vá agradar aos fãs, especialmente aos que não visitaram a primeira exposição, que esteve também no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo.

Nosso sábado teve início na Feira de Antiguidades da Praça Benedito Calixto, onde é possível encontrar itens variados, como moedas antigas, brinquedos, máquinas de escrever, vitrolas… A Feira também conta com uma praça de alimentação, que foi o motivo da nossa visita. Eu estava esperando uma coisa bem simples, e fiquei muito surpresa com a quantidade de estandes disponíveis! Almocei em um estande de comida nordestina, mas a variedade era grande: gastronomia portuguesa, baiana, paraense, vegana… Valeu a pena conhecer! De lá, seguimos para o Ibirapuera, que, é claro, não deu pra conhecer nem metade. O parque é enorme!

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Em nosso passeio pelo Parque, visitamos o Auditório Ibirapuera, que estava aberto parcialmente só para olhar mesmo; a Oca, que recebia a exposição “Modos de ver o Brasil: Itaú Cultural 30 anos”, e que é um espaço bem maior do que aparenta; o Museu de Arte Moderna (MAM), onde visitamos duas exposições incríveis: “Cidade da Língua: Bompas&Parr”, que é bastante interativa e diferente de tudo que já tinha visitado, e “O impressionismo e o Brasil” – ainda participei de uma atividade educativa oferecida pelo Museu; e o Museu Afro Brasil, que possui um acervo maravilhoso e traz muitos ensinamentos sobre a influência africana no nosso país. Foi uma tarde muito bem aproveitada, mas se vocês visitarem o site do Parque, vão ver que ele oferece muito mais!

 

Na saída, ainda visitamos o Monumento às Bandeiras, e voltamos para casa de Uber. Calma, não acabou por aí! Fomos nos arrumar porque tínhamos um compromisso no Teatro Renault: assistir ao musical Les Misérables! Os ingressos também foram comprados com antecedência, e garanto: a experiência é maravilhosa. Fiquei encantada com o espetáculo, e as 3 horas passaram voando. Posso ser um pouco suspeita pra falar, porque sou apaixonada por musicais, mas o lugar estava cheio e todas as pessoas saíam de lá tão encantadas quanto eu. Não é à toa que o espetáculo está em cartaz desde março e permanece até dezembro, né? O teatro também é bastante confortável, e mesmo do Balcão B, bem distante do palco, achei a visão muito boa. Os preços dos ingressos variam bastante: a inteira da Plateia VIP custa R$310, enquanto o Balcão B, R$50 (no entanto, o Balcão B é formado pelas duas últimas fileiras do balcão, sendo que o preço do A é R$140). Preços salgados? Sim, não é barato mesmo, mas vale muito a pena pelo que é apresentado.

Domingo é dia de Paulista fechada, e isso quase todo mundo já sabe! Não podíamos deixar de visitar a principal avenida da capital paulista, certo? Por isso, fomos cedo para lá e caminhamos por um bom pedaço. É uma vibe bem legal ver aquele lugar cheio de gente passeando, andando de bicicleta, bandas tocando nas ruas… E fazia um sol lindo, pra melhorar! Nossa primeira parada foi no Conjunto Nacional, que tem um terraço muito bonito e abriga a famosa Livraria Cultura (que não é tão diferente daquela que fica na Cinelândia, aqui no Rio). Almoçamos no Shopping Center 3, e fiquei muito feliz de ir parar lá, porque tem um Taco Bell! hahaha Óbvio que foi onde escolhi comer, e matei as saudades de quando eu almoçava nesse fast-food durante o intercâmbio. Bem, fomos embora ainda cedo porque o voo de volta da Juliana era no final da tarde. Decidi que queria aproveitar o que me restava do dia, mas como a Naty estava cansada, optei por sair sozinha e fui pesquisar algum lugar que funcionasse no domingo à noite.

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Alerta perrengue! Não tem como eu falar de viagem sem ter passado por algum problema, né? A parte boa é que fica de alerta pra vocês também. rs Bem, depois de uma pesquisa no meu amigo Google, decidi visitar o CCBB, que funciona até tarde mesmo aos domingos. A maioria dos outros lugares que encontrei só funcionava até o final da tarde, então lá fui eu para o metrô. Quando desci na estação São Bento, já estranhei não ter visto ninguém. Eis que saio da estação e encontro… Isso mesmo, um total de zero pessoas. Pedi informação para uns policiais que estavam numa cabine ali perto e me informaram o caminho até o Centro Cultural: uma rua escura, deserta e super perigosa. Fiquei aliviada quando finalmente encontrei o lugar que eu procurava, mas logo descobri que quase não havia programação, somente uma exposição minúscula que vi em poucos minutos. Também não havia quase ninguém por lá, bem diferente do CCBB do Rio de Janeiro, que está sempre movimentado e eu adoro visitar. Depois dessa decepção, decidi pedir um Uber e ir para o shopping mesmo. O motorista estava demorando muito, e me ligou algumas vezes para dizer que não estava conseguindo acessar o local onde eu estava, pois não era permitida a passagem de carros pelo calçadão. Tive que ir andando até a rua mais próxima onde ele conseguiu parar, morrendo de medo. Por sorte, nada aconteceu, mas foi um momento bem ruim. Então, fica meu conselho: não inventem de ir para o Centro de SP num domingo à noite. Sério. Pra completar o dia, fui para o Shopping Eldorado e descobri que as lojas fechavam às 20h. Como o uber demorou a me buscar, eu cheguei lá depois desse horário. Pelo menos, a praça de alimentação estava aberta e jantei por lá.

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Na segunda-feira, fui cedo visitar o Beco do Batman com a Évelin, uma amiga da faculdade que está morando em SP. Esse é um lugar que eu indico muito! É uma incrível galeria de arte urbana a céu aberto, lindo cenário para fotos (vi um bom número de pessoas fazendo ensaios por lá) e um ótimo passeio gratuito pra quem não pode ver um grafiti, que nem eu. Não é à toa que o Beco tem atraído cada vez mais gente que admira suas paredes coloridas!

De lá, fomos para o Mercado Municipal, onde provamos umas frutas deliciosas (e caríssimas, então só dava pra provar mesmo rs) e almoçamos o famoso sanduíche de mortadela. Não sou fã de mortadela, mas gostei do sanduíche, apesar de não ter conseguido comer tudo. Sério, ele é enorme, deu pra duas pessoas e sobrou!

Depois do almoço, fomos andando até a Pinacoteca, que é um dos museus que funciona às segundas. (Eba!) Gostei bastante da visita. A Pinacoteca é muito grande, e tem uma proposta educativa bem legal. Em várias galerias, você encontra textos que comparam as obras apresentadas com algum outro movimento, por exemplo, desafiando as pessoas a verem a intertextualidade na própria arte. Além disso, o prédio em si também é lindo, e a decoração dá um toque especial. O valor do ingresso é de apenas R$6 (inteira).

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E enfim, chegamos ao último dia. A entrada no MASP é gratuita às terças-feiras, e foi pra lá que nós fomos! Havia uma pequena fila para entrar, mas ela andou bem rápido. As exposições do Museu foram bem diversificadas, eu só não contava com as filas para visitar os dois andares de cima, que só aumentavam. Ainda bem que fomos cedo! No último andar, é possível conhecer o acervo do Museu, que conta com diversas obras famosas de artistas como Van Gogh. Isso sem falar na organização, que me chamou muito a atenção! Foi uma visita um pouco mais longa do que eu imaginava, mas bem aproveitada.

Logo atrás do MASP, é possível visitar o Mirante 9 de julho. Li que o local tem uma programação cultural bem diferente, mas no dia não vimos muita coisa além de umas artes expostas, então foi uma passagem bem rápida. Mais uma vez, fui parar no Shopping Center 3, onde fomos comer antes de pegar o metrô e o trem de volta pra casa, e terminar de arrumar as malas para me dirigir ao aeroporto de Guarulhos.

Ufa! Nem parece que foram só 6 dias, né? hahaha Mas e vocês, conhecem São Paulo? Acham que faltou visitar algum lugar imperdível? Me contem aí que eu já quero voltar!

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