NEM TÃO MODERNO E NEM TÃO TRADICIONAL: A CONFUSÃO INSPIRADORA DE TÓQUIO – POR MARE SOARES

NEM TÃO MODERNO E NEM TÃO TRADICIONAL: A CONFUSÃO INSPIRADORA DE TÓQUIO – POR MARE SOARES

Do Rio de Janeiro , onde nasci e vivi até então, até o Japão foram 33h – incluindo a conexão enorme no Texas. Mas o que são 33h para quem esperou uma vida inteira para realizar esse sonho?

Desde 1998 o Japão tem feito parte da minha vida, principalmente através dos animês e mangás. Hoje, no entanto, sou uma ávida consumidora de seus doramas (séries de TV), tanto que decidi escrever uma dissertação de mestrado sobre o assunto, e estudante da língua japonesa nas horas vagas.

O amor pelo Japão é um sentimento meio confuso, repleto de “amo e odeio” e que frequentemente não se esgota com o consumir de uma mídia. É um sentimento que sempre requer mais: mais consumo, mais diálogo, mais conhecimento e, por fim, mais viagem. No fim, acabei me encontrando com a Terra do Sol nascente em junho de 2016 e novembro de 2017 e fiz questão de explorar diversas cidades.

Há quem diga que o Japão é exclusivo, mas não foi assim que me senti quando desembarquei no Aeroporto de Narita pela primeira vez. Apesar da gigantesca fila da imigração, o agente de imigração escaneia meu passaporte e no visor surge um “BEM VINDO AO JAPÃO”, em português e muito imponente.

Com o auxílio do JR Pass (recomendo para quem quiser conhecer cidades mais distantes), peguei o Narita Express que conecta o aeroporto (que fica em Chiba) ao coração de Tóquio. O cansaço da viagem era evidente, mas bastou uma olhadinha pela janela, que me proporcionou a imagem do recente Tokyo Sky Tree que eu me dei conta: eu estava no Japão e tudo aquilo era verdade.

É óbvio, no entanto, que a conexão não acabava na Tokyo Station. Tóquio possui uma malha ferroviária de suspirar e apavorar. E, evidentemente, aprendemos errando! A primeira troca foi fácil: era só pegar a Yamanote Line até Akihabara. Akihabara, meu Deus, a meca dos otakus! Em seguida, mais uma troca para Asakusabashi. Claro que errei a direção duas vezes, mas tudo deu certo.

O café da manhã era regado aos onigiri (bolinhos de arroz) nas konbinis (lojas de conveniência) 7eleven. Se quiseres uma dica: café gelado na jidouhanbaiki (nome difícil, né? São só as máquinas de bebida que você encontra em todos os cantos). Para passar um tempo no Japão, nada melhor do que fazer como os japoneses e comer comida de manhã. O vocabulário também se torna essencial para a sobrevivência na cidade. Sem dúvida, não dá para ir desinformado para o Japão. As ruas não têm nomes e se você não tiver um roteador de wifi para ajudar a andar na cidade, terá um sério problema.

A cidade é confusa. Há tanta informação para todos os lados: outdoors, luzes, cores, host e hostess club de um lado ao outro. E, ao mesmo tempo, basta uma espiadinha em áreas residenciais que encontramos um templo budista ou xintoísta. Os budistas, me explicaram, são os dotados de tons de madeira. Os xintoístas abusam do vermelho.

Ah! E não me refiro a templos como o Kaminarimon que é regado de turistas. Falo daquelas caminhadas sutis em que, do nada, nos deparamos com um pequeno templo no meio das casas. Os japoneses, ao passaram pela frente, tiram um tempinho de suas agitadas vidas para prestar um agradecimento. Ao menos, alguns deles.

Tóquio, pelo que eu entendi e me encantou, é construída na base da contradição. E a contradição de cores, ideias, lugares, criatividades e originalidades me fez perceber a quão diversa ela pode ser. Diferente dos estereótipos que normalmente pregamos sobre os japoneses, baseado no modelo de sucesso da imigração nipônica no Brasil, aquela cidade, aquele país, possui não uma, nem duas, mas muitas, muitas faces.

Tokyo highlights – Meu Top 5

  1. – Tokyo Tower
  2. – Fuji TV
  3. – Akihabara!!!
  4. – Kaminarimon
  5. – Rio Umeda

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