Não siga o protocolo – por Isabela Couto

Não siga o protocolo – por Isabela Couto

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por Isabela Couto

Algumas pessoas dizem que 2016 foi o ano do meu irmão, porque ele passou na faculdade e conseguiu um emprego bom. Já eu ouso dizer que 2016 foi meu ano. E sabe o por que? Porque eu realizei o sonho de fazer um mochilão.

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Não é sobre os lugares que eu visitei que eu dissertarei nesse texto (fica pra um próximo), mas sim sobre a questão da realização pessoal. Uma viagem assim sempre foi meu sonho desde que eu tinha 15 anos, mas bem antes disso já dava sinais da minha paixão por viajar, era a única coisa que eu sabia que amava. Já com meus 21 anos, depois de algumas frustrações na vida, tudo deu certo para que eu, enfim, realizasse uma viagem solo, e assim o fiz. E foi a melhor decisão da minha vida.

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Não tenho nenhuma formação superior a não ser técnica, falo inglês muito bem, mas não terminei o curso, nunca fiquei mais de 13 meses em um emprego e mesmo assim me sinto REALIZADA. Sim, realizada. Viajei sozinha por 78 dias e não teve um dia em que eu não sentisse orgulho de mim, por estar fazendo aquilo que mais amo. A minha realização pessoal era essa, a de outras pessoas é uma casa, um carro, ter filhos. E temos que respeitar a opção de cada um.

Viajei de Manaus à Natal, depois direto pra BH. Viajei de barco pelo Rio Amazonas, de avião, de pau de arara, de jardineira, de ônibus, de moto. Nadei pelada no Rio Tapajós, tirei a roupa nos lençóis maranhenses. Os chuveiros pelo caminho eram todos de água fria (exceto BH). Dormi em rede no barco, debaixo de cajueiro, em hostel. Dormi no chão porque perdi minha rede. Trabalhei em troca de hospedagem, vendi cookies na praia porque a grana ficou curta, comia macarrão quase todo dia porque era mais barato, tomei sorvete caro em Jeri porque era gostoso.

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Conheci gente bem diferente de mim, mas que super demos certo, conheci gente num lugar que me hospedou em outro, conheci gente de vários países, conheci vários países sem sair do meu país. Conheci uma mina que me ajudou durante a viagem, que seguiu a viagem dela e me inspira até hoje. Voltei pra casa com uma vontade gigante de aprender espanhol.

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Antes de tomar a decisão de viajar, eu podia ter seguido o protocolo e ido procurar outro emprego (porque tinha sido demitida). Podia ter começado uma faculdade num curso qualquer que provavelmente eu não ia gostar (como já aconteceu). Podia ter começado uma dieta nova (de novo). Mas eu resolvi ir contra a corrente desse mar chamado sociedade e me jogar num mochilão. Tive emprego, aprendi bastante sobre assuntos que não estão nos livros didáticos, e a dieta? Foi de engorda.

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Nós, mulheres principalmente, podemos sim cair na estrada sozinhas, nem que seja pra cidade vizinha. Vai ter dia bom, vai ter dia ruim. Mas vai ter crescimento, aprendizado, empoderamento e liberdade. Hoje eu sou outra Isabela, com uma visão de mundo completamente diferente, mais humilde e mais feliz pelo objetivo alcançado.

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Mulheres tão particulares, com um único objetivo em comum, viver as melhores (e maiores) aventuras já vistas. Juntas ou sozinhas, nós queremos é viver! E compartilhar nossas experiências para que possamos inspirar cada vez mais, outras mulheres.



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