Museu do Açude, um refúgio no Rio de Janeiro

Museu do Açude, um refúgio no Rio de Janeiro

O Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio de Janeiro , guarda um refúgio pouco conhecido até mesmo dos cariocas. No passeio dessa semana, as Minas foram conhecer o Museu do Açude, que é na verdade uma propriedade transformada em museu. A casa pertencia a Castro Maya, um empresário brasileiro apaixonado por arte e que tem grande participação no desenvolvimento cultural do Rio de Janeiro.

Na década de 40, Castro Maya foi convidado pelo prefeito a remodelar o Parque Nacional da Tijuca, que fica no mesmo bairro. Ele também foi um dos fundadores do MAM, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de ter sido o primeiro presidente da instituição. Mas seu maior legado para os cariocas foi a Fundação que leva seu nome, com cerca de 22.000 peças de arte que colecionou durante sua vida. Parte dessa coleção está exposta no Museu do Açude, aberto em 1964 ao público. Essa propriedade junto com a Chácara do Céu em Santa Teresa formam o conjunto de museus Castro Maya, que busca preservar o patrimônio cultural do empresário.

O MUSEU

O Museu do Açude é uma prova viva de que cultura e natureza convivem em harmonia. A casa de dois andares está em uma área verde de mais de 150.000m² e seus cômodos guardam uma exposição permanente de peças de arte vindas de vários locais do mundo. As peças encontradas na casa são dos mais diversos estilos, mas três grandes grupos descrevem bem o acervo: Arte Oriental (esculturas, porcelanas e louças Companhia das Índias), Artes Aplicadas (móveis coloniais brasileiros, prataria inglesa, cristais franceses) e Azulejaria (painéis em sua grande maioria portugueses e louça do Porto).

Logo na entrada da casa, você já pode observar essa diversidade do acervo ao se deparar com a deslumbrante sala de jantar, onde Castro Maya promovia festas e recepções para seus amigos.

Ao continuar explorando todos os cômodos da casa, você vai se encantar com a variedade das peças da coleção de Castro Maya. Artigos de estilo barroco, esculturas orientais e painéis de azulejos portugueses se encontram por toda a propriedade – até mesmo na cozinha, onde é possível ver as talhas para a conservação da água fresca e os lindos jogos de louça utilizados nos jantares.

JARDINS E EXPOSIÇÕES

Na área externa do museu, ainda há muito o que se ver. É possível encontrar, logo no pavilhão de recepção, uma lojinha e a exposição Retratos de Raymundo, cujo objetivo é apresentar as principais facetas da vida de Castro Maya, além de diversos objetos antigos componentes do patrimônio do museu.

Os jardins do museu são um charme à parte e, sem dúvida, um dos pontos altos do passeio. O cenário paisagístico é simplesmente incrível! Há uma grande área verde em volta da casa, aproveitada, ainda, para apresentação de diversas exposições de arte.

Dentre elas, está a Galeria Debret que, atualmente, abriga a mostra de matrizes de litografia usadas na estamparia dos produtos das indústrias alimentícias de Castro Maya, como por exemplo, as da Confeitaria Colombo. Ademais, há um circuito de arte contemporânea, onde é possível observar obras de artistas contemporâneos como Anna Maria Maiolino, Eduardo Coimbra, Helio Oiticica, Iole de Freitas, Lygia Pape, Nuno Ramos e Piotr Uklanski.

Se você ainda quiser explorar mais, os caminhos que levam aos circuitos das obras de arte contemporânea também são utilizados para fazer algumas das trilhas presentes no Parque Nacional da Tijuca, como por exemplo, a trilha que leva ao Mirante da Cascatinha. Muitos trilheiros passam pelo museu a partir destes caminhos, por isso, uma boa dica é ir com roupa apropriada para trilhas e emendar diversos passeios em um mesmo dia.

INFORMAÇÕES E COMO CHEGAR

Endereço:

Estrada do Açude, 764
Alto da Boa Vista
20531-330 | Rio de Janeiro, RJ

Ônibus: Linhas 301, 302 e 345 (Centro ou Barra da Tijuca), saltar na Rua Boa Vista, próximo ao quartel do Corpo de Bombeiro.

Carro, táxi ou uber: via São Conrado, subir a Estrada das Canoas; via Tijuca, subir a Avenida Edson Passos.

Horário de funcionamento e ingressos:

Diariamente, exceto às terças-feiras, das 11h às 17h.

Valores: R$ 6,00 inteira/ R$ 3,00 estudantes

Gratuidade: Menores de 12 anos, pessoas com mais de 65 anos, grupos escolares, professores e guias turísticos em serviço, membros do ICOM e da Associação dos Amigos dos Museus Castro Maya.

Entrada franca para todos às quintas. Não funciona nos dias 01/01, Carnaval, 25/12 e 31/12.

Observações:

–> O museu não possui local para compra de comidas ou bebidas, portanto, se estiver pretendendo passar o dia todo por lá, leve seu próprio lanche.

–> Como o local é cercado por mata fechada, há muitos mosquitos na área externa, portanto, é imprescindível o uso de repelente!

–> Há estacionamento gratuito no local.

Mais informações: http://museuscastromaya.com.br/

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