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Mochilão pela Ásia: primeira parada Emirados Árabes e Dubai – por Ana Carolina Tavares

Fiz um mochilão pela Ásia em novembro de 2016 e a primeira parada foi: Emirados Árabes Unidos! Certamente você já está pensando no preço $algado de turistar em Dubai . Já aviso de antemão: quem quer, economiza! E muito! Claro que depende do estilo de viagem que você pretende fazer. Mas dá pra economizar sim!
Peguei um voo da Emirates partindo de GRU no dia 7 de novembro. Encarar 14 horas de voo para Dubai foi mais tranquilo do que pensei. A Emirates realmente merece o primeiro lugar como melhor companhia aérea do mundo. Nota 10 no conforto, segurança e no serviço de bordo: alimentação (para todo tipo de gosto, de indiana a vegana), bebidas (inclusive alcoólicas), chocolates, tudo a vontade. Ah, e o entretenimento a bordo para ninguém botar defeito! Com vários lançamentos de filmes, séries atualizadas e programas de tv! Aí fiquei naquela de dormir, comer, ver filme, beber, dormir… e chegou!
O primeiro problema: viajamos à noite e chegamos à noite. O voo chegou às 21h de Dubai. Já no aeroporto o corpo começou a sentir um leve desconforto: é o famoso “jet lag”. Pasmem: ele existe! É real e muito forte!
Depois desses minutos tentando me ambientar com o aeroporto que mais parece uma cidade (sim, tem um trem dentro do aeroporto pra ligar os terminais de tão grande), teria que encarar a imigração árabe. A propósito, os brasileiros precisam tirar Visto para os Emirados Árabes! Esse visto pode ser feito diretamente no site da companhia
aérea, no meu caso, Emirates. Fácil, simples e rápido, mas caro. rs  Se não me falha a memória custou cerca de R$ 200,00 (usd 70) por 96 horas, chamado o visto de trânsito. Você tem a opção de fazer o pedido do visto lá na hora também, direto no aeroporto, mas custa uma bagatela de USD 200 aproximadamente. Ou seja, faça antes! 😉
Estava com mais 4 brasileiras e alugamos um carro já no aeroporto. Somente eu tinha carteira internacional de habilitação (exigida por lá! Você pode tirar no Detran de sua cidade) e então fui a motorista da rodada. Mal sabia dos perrengues que estava por vir… O primeiro: não tinha GPS para alugar com o carro. Nem tínhamos chip para usar o Google Maps àquela hora da noite. Pegamos o velho mapinha e fomos.
O choque ao sair nas ruas e ver tudo escrito “em desenho” foi ótimo. Não era possível entender absolutamente NA-DA! Então estou eu em Dubai, dirigindo um carro automático cheio das coisas (pelo menos o volante era do lado esquerdo, como aqui), sem GPS, sem celular e com 4 mulheres cada uma apontando um lado diferente pra ir.  GREAT! Tínhamos que encontrar os hotéis que reservamos e depois de rodar um pouco, fomos nos ambientando com as “sheik zayed road”. Sim, tudo lá é sheik alguma coisa. Encontramos finalmente o hotel de duas meninas: o ibis. Sim galera, tem IBIS lá! E aí vem o perrengue 2 da noite: a reserva do nosso outro hotel foi cancelada sem a menor explicação! Oi? E foi aí que eu pensei: “bom, pelo menos temos um carro pra dormir”. Depois de muita confusão em árabe, reservamos outro hotel e recomeçou o perrengue para achar esse!
Às 2 horas da matina (lembrando que pousamos às 21h) chegamos no nosso hotel 4 estrelas. Aposto que vocês estão pensando em quanto custa uma diária de um hotel 4 estrelas em Dubai né? Pois bem, vou matar a curiosidade de vocês: custou exatos R$ 170,00 por pessoa num triplo. Ou seja, o quarto era R$ 510,00. Mas atentem que era um 4 ESTRELAS. Diferente do que chamamos de 4 estrelas aqui no Brasil! O quarto era enorme! Camas confortáveis, uma vista bacana do deserto, serviço de manobrista, etc e etc. Fui deitar às 4 horas da manhã e adivinhem: acordei às 6 horas!!! O maldito “jet lag” me pegou de jeito. Apesar de não dormir na hora certa, ao 12 h já estávamos caindo de sono.
Levantei. Peguei o carro e fui pra Abu Dabhi que fica a 1 hora de Dubai e é a capital do país. Dubai é tipo a “São Paulo” deles. E aí veio meu segundo perrengue ao volante: lá tu toma multa se andar ABAIXO da velocidade MÍNIMA. É isso mesmo que vocês leram! Eles não correm, eles VOAM! E eu não preciso nem dizer os carrões que vi por lá né? Na verdade não vou dizer porque nem sei os nomes deles! – risos.
A primeira parada em Abu Dabhi foi a “Sheikh Zayed Grand Mosque”, uma das maiores mesquitas do mundo e ponto de parada obrigatória pra quem passa por ali. O que posso dizer é que a mesquita é realmente IMPRESSIONANTE. Uma construção inteira em mármore branco (o mais caro do mundo) que comporta cerca de 40 mil pessoas em seus diversos ambientes. A entrada é gratuita e as mulheres precisam vestir uma burca que cobre os cabelos, ombros e joelhos. Aliás, desde que pisei em Dubai percebi como a mulher é tratada de uma forma totalmente diferente e inferior aos homens. Mas isso é papo pra um outro parágrafo. Pois bem, dentro da mesquita, no salão principal é necessário tirar os calçados pois o chão é composto por um tapete gigante feito À MÃO, além dos lustres, colunas e tudo mais de deixar o queixo caído! Mas não pode tirar foto lá dentro!!! E os árabes são MUITO rígidos com isso. Em vários locais não se pode tirar fotos por uma questão de respeito e nem fazer gestos que remetam a outras religiões. Vi diversas pessoas serem abordadas pelos guardas por causa disso. Posso dizer que vale a pena a visita. É linda a estrutura e impressionante a devoção desse povo.
Depois da mesquita fui dar uma volta na cidade e me “assustar” com uma ferrari de ouro, uns carros com detalhes em ouro com sheiks dirigindo… Sério, parece mentira né? Eu também pensava que era, mesmo vendo ali na minha cara.
Resolvi conhecer o Emirates Palace Hotel, o único 7 estrelas do mundo. Sabe quando você tem medo até de entrar no lugar? Era eu. Tanto em Abu Dabhi quando em Dubai a maior parte dos pontos turísticos tem entrada free, ótimo para as mochileiras, como eu! 🙂  Já na entrada tinha uma exposição de carrões, em seguida, outra de Rolex. Rolex de ouro, de prata, de diamante, rolex de tudo! E aí fui andando pelo hall do hotel (parte reservada pros turistas, afinal os hóspedes milionários ficam bem escondidos em outra parte do hotel), vendo exposições de modelitos carérrimos, vestidos, joias… até passar pelo bar. E ouvir um garçom me chamar. Não! Pensei, não pode ser comigo. Mas era. Ele perguntou se eu não gostaria de provar o café deles. Como boa brasileira, aprecio café e perguntei… “hum… que tipo?”, ele prontamente me respondeu: café com ouro. Q-U-E? Você está de sacanagem?! SIMMMM galera. CAFÉ COM PÓ DE OURO DENTRO. INSIDE. ISSO MESMO. Uma xicarazinha de um gole por vááááários dólares, sei lá, tipo uns 100, 200! Eu nem me lembro de tão chocada que fiquei! A galera aqui tá sem fazer nada e vai beber um cafezinho com ouro. ok né? Com essa minha cara de rica, agradeci e tratei de sair dali rapidinho!
Na saída fiquei apreciando os jardins do hotel que são LIINDOS demais! Fontes, luzes… um show a parte! A noite iluminada de Abu Dabhi é de encher os olhos! Estava nos meus planos ainda conhecer o autódromo de Fórmula 1 de Abu Dabhi, porém não deu tempo. Mas fica a dica: pra quem curte assim como eu, é possível às terças-feiras andar de bike (grátis!) pelo autódromo! Imagina que massa! E pra quem tem money, grana, bufunfa, eles alugam também carros pra correr por lá! Ah! E ainda tem o Ferrari World com a montanha russa mais rápida do mundo! UFA! É coisa demais mas eu só tinha um dia por lá… A noite voltei pro hotel em Dubai para explorar essa cidade no outro dia.
NO dia seguinte ainda me acostumando com o “Jet lag” e dormindo 2 horas por noite, era dia de bater perna por Dubai! Começando na Jumeirah Beach, famosa praia do Burj Al Arab, o hotel em forma de vela. Comecei já fazendo “caca”. Tentando chegar na praia, acabei entrando no estacionamento do hotel! E eu falando em inglês e o manobrista em árabe abrindo a porta… Olha, que nervoso! Pensei que tinha que pagar uns mil dólares só por pisar ali. Mas consegui sair e chegar na praia!

A praia em si não tem muito atrativo, fora a visão do hotel. Sol, calor e gente bastante vestida por lá. De lá, seguimos para o Madinat Jumeirah, uma espécie de complexo turístico com lojinhas e restaurantes. Bem bacana de conhecer!

O choque de realidade veio mesmo ao visitar o Mercado do Ouro. Lojas e mais lojas com peças enormes de puro ouro expostas numa rua comum. E tinha joia que mais parecia uma roupa de tão grande!

Finalizei o dia da melhor forma: com a subida no Burj Al Khalifa para apreciar o pôr-do-sol. Os ingressos variam de preço conforme horário e andar que você deseja ir, mas vale cada centavo! A experiência começa já na subida. Existe uma espécie de animador na entrada dos elevadores e lá dentro é um festival de luzes e sons! Ele sobe muuuito rápido os 124 andares e o ouvido sente um pouco isso, rs. Você pode subir até o 124º andar ou 148º, onde tem um restaurante (imagino a bagatela), mas nos decks do 124º você tem a sensação de que a cidade virou uma maquete!

Desci e era hora de jantar. Resolvi ficar ali no shopping que fica no térreo do Khalifa e pude desfrutar de um dos espetáculos que considero imperdível em Dubai: o show das fontes! Além das fontes o espetáculo conta com toda uma iluminação especial no próprio Burj Khalifa! É inesquecível!

Depois de tantas atividades era hora de voltar pro hotel e seguir pro aeroporto rumo a Bangkok, mas essa aventura é um tema para outro post! Valeu!!

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Na Estrada com as Minas

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