Minhas experiências com o Couchsurfing – por Isabela Barbosa

Minhas experiências com o Couchsurfing – por Isabela Barbosa

Minhas viagens com o couchsurfing começaram de uma forma muito comum: estou fazendo um intercâmbio de 6 meses em Rouen, na França.

Na primeira vez descobri uma promoção incrível da Flixbus (empresa de busão low cost), mas não tinha ninguém para ir junto e a grana tava apertada.  Eu tinha prometido para mim mesma que não deixaria oportunidades de viajar passarem, e teria que ir sozinha, de algum jeito. Fiz uma pesquisa muito rápida para onde ir, e resolvi me aventurar na Côte d’Azur para aproveitar algumas praias antes do inverno. Paguei 8€ no trecho e resolvi usar o couchsurfing.

O site funciona de uma forma bem fácil, é necessário criar um perfil para falar sobre você mesma, seus interesses e o que você poderia compartilhar com seu anfitrião (fazer um almoço, falar sobre o país, ensinar palavras em português..) É possível ser uma ou duas coisas ao mesmo tempo: anfitrião e viajante.

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Existem também duas formas de conseguir a hospedagem, quando você procura a cidade em questão e envia mensagens individuais para os perfis que mais combinam com você (cada um tem avaliações tanto de anfitriões, viajantes e pessoais) ou criando uma viagem pública.

O site oferece também um espaço de encontros ou hangouts, onde você pode falar que quer tomar uma cerveja, passear e entre outros na cidade em que está. (p.s- ativei uma disponibilidade em Bruxelas e recebi notificação de 40 homens e nenhuma menina me respondeu… Me pareceu um pouco Tinder nesse ponto).

Como ia viajar sozinha, seria ótimo ter companhia para conhecer os lugares e a economia era essencial. Assim, mandei alguns couch requests e criei uma viagem pública. Consegui pelas duas formas.

Minha primeira experiência foi em Nice , onde fiquei em um couch numa cidade muito próxima e com fácil acesso às outras cidades de trem ou ônibus (Cagnes-sur-mer). Enfim, cheguei perto do almoço, e acho essa uma dica essencial – se programe para chegar durante o dia, sentir um pouco o clima e poder fugir se for uma cilada!

Já tinha visto que o meu couch hospedava mais de uma pessoa por vez, mas não imaginava que seriam 8 meninas numa casa de 3 quartos e 1 banheiro. Como estava muito tranquila, levei tudo numa boa, deixei minhas coisas na sala e já sai com 3 meninas romenas que também estavam por lá.

Elas fizeram a minha viagem ser incrível e foram com certeza o ponto mais positivo da experiência. Outras coisas positivas: meu couch dava janta para nós todos os dias, apresentou alguns lugares incríveis (pôr do sol e praias) que não teria conhecido sem um local.

Pontos negativos: a casa era bizarra e não muito limpa, mas o que para mim foi o maior problema é uma espécie de obrigação que existe quando você faz couch de ter que fazer o que o seu host quer. Inclusive, nesse caso ele separava 1 dia inteiro para mostrar os lugares que ele achava que você iria gostar e não tinha muito como escapar.

Eu entendo que o couch não é um hotel e acho muito legal compartilhar experiências, mas nesse caso me senti muito presa ao meu host. Tinha que mandar mensagens várias vezes ao dia de onde eu estava e ele queria que nós saíssemos para festas todos os dias. Foi meio foda.

Em continuação a minha viagem ,fui para a incrível Saint Tropez e consegui um couch maravilhoso! Realmente não tenho reclamação nenhuma sobre essa experiência. O lugar era na mansão que a Brigitte Bardot morou lá (UAU, só isso eu choquei).

Como ele era o cara que cuidava da mansão, fiquei numa casa super tranquila nos fundos, onde tinha um quarto e um banheiro só pra mim. Ele foi me buscar no ponto de ônibus, cozinhou para mim e inclusive chamou uns amigos para fazer uma festa. Ele me mostrou a cidade, foi super agradável e respeitoso e me fez acreditar que o couchsurfing pode sim ser uma experiência inesquecível!

Minha outra viagem com a plataforma foi com uma amiga brasileira e uma mexicana para Amsterdam. Infelizmente foi outra experiência trágica. O cara era muito estranho, nem o chuveiro da casa funcionava (o que significa que não tínhamos como tomar banho!!!). Além disso, ele avisou 1 dia antes que outro amigo ia ficar junto e teríamos que dividir um colchão de solteiro e um sofá (?). Ele nos deixou a noite inteira fora de casa porque pulava de balada em balada mesmo todas nós falando que não aguentávamos mais ficar em pé. Chegamos em casa às 7 da manhã, quase congelando de frio e acabamos indo para um hostel logo em seguida.

Eu entendo que cada pessoa proporciona uma experiência diferente, mas quando escolher utilizar o couchsurfing tenha em mente que você pode ter uma experiência maravilhosa, ou nem tanto.

Além de que, mesmo se a pessoa tem muitas referências, elas não são inteiramente verdadeiras (por medo de receber uma referência negativa de volta). Também indico utilizar se você não tem muitos planos para o lugar, pois o couchsurfing é para ser uma vivência com um local e não somente uma hospedagem.

Acredito ser muito engrandecedor, mas confesso que hoje tenho um pouco de preguiça dessa roleta da sorte que você coloca sua viagem.

Para mim, um dos problemas é quase todos os couchs requests só serem respondidos por HOMENS, e praticamente só eles hospedarem. MINAS, vamos nos unir, vamos oferecer mais couch e compartilhar mais experiências entre nós!

Dica imperdível sobre couchsurfing se você está ou vai viajar para Europa: o grupo “Couchsurfing das minas na Europa” no facebook pode ser uma chance de você conseguir um lugarzinho (nunca consegui mas sempre tento), mas principalmente encontrar minas incríveis nas cidades que você está, fiz várias amizades sensacionais!

Bora viajar, fazer novas amizades e se abrir para esse mundão!

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Mulheres tão particulares, com um único objetivo em comum, viver as melhores (e maiores) aventuras já vistas. Juntas ou sozinhas, nós queremos é viver! E compartilhar nossas experiências para que possamos inspirar cada vez mais, outras mulheres.



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