Meditação: a busca pelo equilíbrio – por Talita Costa

Meditação: a busca pelo equilíbrio – por Talita Costa
É sempre uma alegria poder compartilhar meus estudos e descobertas com vocês aqui no Na Estrada Com As Minas!
Eu sou Talita Costa, e hoje nosso tema é meditação!
Quando pensamos em meditação, normalmente pensamos em pessoas sentadas em posição de lótus, em filosofia oriental, num estilo de vida zen…
Esqueça tudo isso! A meditação é pra todos!
É difícil precisar as origens da meditação, mas hoje sabemos que os primeiros registros que encontramos são taoístas e hindus, outros registros posteriores se encontram no xamanismo, em ritos de passagem, mas acredita-se que o estado meditativo foi experimentado pelo homem desde a era primitiva.
A meditação é a prática, mas o que interessa mesmo é o estado meditativo. É quando alcançamos esse estado que deixamos de nos identificar com os nossos pensamentos, as ondas cerebrais mudam de frequência, acessamos a paz interior, liberamos ansiedade, tensões e emoções, e onde oferecemos espaço para que as mudanças em nós aconteçam.
As meditações são muitas. Existem as meditações ativas, que levam ao estado meditativo através de movimento e o  exemplo mais conhecido são os sufis, ou dervixes do Islã, que giram por horas. Existem também as meditações passivas, que são as mais difundidas aqui no ocidente, onde permanecemos por um tempo em alguma posição, em silêncio. É bacana salientar que meditações guiadas não são exatamente meditações, por que mantém nossa mente ativa, e esse é justamente o oposto do estado meditativo. Meditações guiadas são, na verdade, relaxamentos ou jornadas, e podem funcionar muito bem como pré meditação ou – no caso das jornadas, que são aquelas que alguém vai te guiando – como experiência isolada.
A meditação não está ligada a nenhuma religião ou filosofia, é uma pratica por si só, e todas as pessoas podem praticar, inclusive crianças. Mas você pode sim, encontrar tipos de meditação nesses espaços.
Muitos estudos científicos comprovaram os benefícios da meditação, mas o estudo que eu acho mais bacana é o do fotógrafo que acompanhou pessoas que iniciaram a meditação e mantiveram a prática por 30 dias, e mostrou essas pessoas num antes e depois surpreendente. A gente consegue perceber a mudança no semblante, no olhar.
Comprovadamente, a meditação feita por pelo menos 10 minutos consecutivos e diários, alivia o estresse, controla a ansiedade e a agressividade, diminui a pressão sanguínea, diminui a probabilidade de infarto, melhora a respiração, a memória e a concentração, além de outros tantos benefícios. E começar a prática é bem fácil e acessível, você pode começar hoje mesmo, aí onde você está.
Para começar, sente-se em uma posição confortável – de preferência sentada, por que deitada você pode dormir – feche os olhos, descanse as mãos no colo ou sobre os joelhos, e foque a sua atenção na respiração. A respiração ideal é a diafragmática ou abdominal, onde inspiramos o ar e a parte do corpo que se expande não é o peito e sim o abdômen. Essa respiração é longa e suave, e sinaliza para o nosso corpo que estamos tranquilos, cortando assim a produção de hormônios como a adrenalina e cortisol, que nos mantém em estado de estresse e perigo constantemente. Para facilitar, coloque a mão no abdômen, um pouco acima do umbigo, e sinta a expansão do diafragma na inspiração, assim saberá que está respirando correramente.
Uma vez que a respiração abdominal esteja fluindo no seu corpo, é hora de se desidentificar dos seus pensamentos.
A meditação não tem como objetivo o “não pensar”, mas sim controlar esses pensamentos ao ponto que não nos deixemos ser dominados por eles. Nossa mente pensa, essa é a natureza dela, e ela produz pensamentos de forma totalmente independente da nossa vontade – quantas vezes não nos pegamos pensando em algo e nos damos conta que estivemos pensando por um tempão sem nem perceber? – por isso não pensar não é uma opção, no entanto, se apegar aos pensamentos é uma escolha.
Mantenha o foco na sua respiração, mas não se obrigue a uma concentração rígida, meditação não é sinônimo de concentração. Você vai perceber que pensamentos começarão a surgir na sua mente, mas não se preocupe. Entenda que é natural que pensamentos comecem a surgir, apenas deixe o pensamento de lado e amorosamente volte seu foco para a respiração. Apenas isso.
No começo não é simples, passamos quase todo o tempo retornando a respiração, mas com a prática, cada vez menos pensamentos surgem, e mesmo quando surgem, seguem gentilmente seu caminho sem nos afetar.
Ajuda muito criar um ritual para o momento de meditação, isso faz a mente se preparar e você pode diminuir ou apagar as luzes, acender velas, incensos, tomar um banho antes da prática (de ervas ou de chuveiro mesmo), tomar um chá relaxante como camomila ou erva doce, olear a pele, colocar uma música tranquila e de preferência instrumental (pelo menos até você se acostumar com a prática, para a letra da música não desviar sua atenção), arrumar um cantinho especial da casa, borrifar algum aroma especial, ou o que mais você intuir para criar um ambiente tranquilo e gostoso pra sua prática.
Se você já medita, compartilha com a gente suas práticas e experiências! Juntas vamos mais longe!
Até a próxima!

Comentários

Comentários

Mulheres tão particulares, com um único objetivo em comum, viver as melhores (e maiores) aventuras já vistas. Juntas ou sozinhas, nós queremos é viver! E compartilhar nossas experiências para que possamos inspirar cada vez mais, outras mulheres.



O que achou desse post?


%d blogueiros gostam disto: