LIVRE – A jornada de uma mulher em busca de um recomeço

LIVRE – A jornada de uma mulher em busca de um recomeço

Boa noite galera, como estão? Olha, eu confesso que ando muito cansada, mas estava devendo esse post há  um tempao e não queria adiá-lo mais.

Há  um tempo atrás, quando decidi ficar por alguns momentos off-line do mundo virtual, decidi ler alguns livros que estavam na minha lista de desejados há  um tempo. Dentre os livros dessa lista, havia o “Livre“, de Cheryl Straeyd. Há um tempo atrás,  uma amiga havia falado muito bem do livro e eu confesso que quando comecei a ler, não  estava com muitas expectativas, na verdade, achei até que seria bem chato, por ser um livro autobiográfico e esse não ser meu estilo favorito, no entanto eu decidi dar uma chance à história e me surpreendi bastante.

Em “Livre“, conhecemos a história de Cheryl, uma jovem que aos 22 anos, após perder a mãe, se vê completamente  sem rumo. Sua vida muda de forma repentina e ela acaba por ver sua vida desmoronar aos poucos. Sua família está distante e seu casamento está chegando ao fim. Quando quatro anos depois, Cheryl num súbito desejo decide mudar completamente o rumo da sua vida, ou melhor, dar enfim, um rumo à  ela.

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Quando eu comecei a ler o livro, eu fiquei bem surpresa e envolvida com  a escrita de Cheryl, totalmente pessoal e detalhista, ela começa a contar partes, momentos de sua vida, o que nos deixa completamente intrigados. Ela conta tudo detalhadamente o que a levou a percorrer a Pacific Crest Trail – uma trilha de 4,265 kilômetros, que atravessa os Estados Unidos.

A jornada de Cheryl começou,  muito antes dela iniciar a trilha que dura em média 03 meses. Começou antes também,  dela comprar repentinamente um guia sobre a trilha. O início mesmo dessa história, começou bem antes dela sequer imaginar.  Quando criou fortes laços com a família e principalmente quando o alicerce da casa ruiu. A mãe  de Cheryl, que era uma saudável vegetariana, não fumante, morreu aos 45 anos, exatos 49 dias depois de receber o diagnóstico de câncer no pulmão. Essa enorme perda, teve grande impacto em toda família, principalmente em Cheryl. Após a perda da mãe, Cheryl começou a ficar perdida em seu próprio mundo, ela não cabia mais em si. Então começou a se envolver com outros caras, o que influenciou diretamente na destruição do seu casamento e tentou desesperadamente resgatar sua família perdida – juntar os irmãos que se distanciavam cada vez mais, assumir o papel de mãe foi sua missão – processo que além de uma total perda de tempo, foi muito desgastante e frustrante. Quando se viu, de repente no fundo do poço, se envolvendo com todo e qualquer tipo de homem e se afundando em drogas,  que no começo era pra ter sido “só diversão“, foi quando Cheryl encontrou o socorro que procurava no guia da Pacific Crest Trail.

Cheryl encarou uma longa jornada de provações e solidão para se encontrar, no caminho, ela aprendeu, chorou, viveu, se divertiu, se machucou muito e emagreceu tanto que quase não conseguia se reconhecer,  mas ela também se reconheceu e se viu pela primeira vez, da forma que sempre deveria ter se visto.

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É  engraçado quando imaginamos que somos capazes de percorrer uma trilha com tantos obstáculos, por que achamos que estamos preparados para encarar o desafio, mesmo que nunca tenhamos feito nada parecido antes. E acreditamos que conseguiremos por que lemos um guia de 900 páginas, ou simplesmente por que não esquecemos um item sequer da lista de itens recomendados que encontramos – hoje em dia – na Internet. Mas quando estamos lá, realmente,  na estrada, é  que a verdade vem como um soco no estômago. E essa história nos mostra de forma muito sensível e delicada, como não estamos preparados para nada, como o a vida é uma caixinha de surpresa e o quanto nos enganamos quando achamos que sabemos tudo. São  nessas horas, que realmente não  sabemos nada. E você pode até achar que não estou falando coisa com coisa, mas quando você ler o livro ou ver o filme, você vai entender. O quanto a vida é  frágil e rara e bela.

Livre, foi publicado aqui no Brasil, pela Editora Objetiva em abril de 2013 e a história ganhou uma adaptação para as telonas, onde Reese Whiterspoon vive a personagem principal.

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Cheryl Straeyd

É claro que o livro e o filme são muitos diferentes, mas muito mesmo. No filme eles cortam alguns personagens e/ou cenas importantes para ficar mais “comercial” como sempre né,  mas vale a pena assistir também. O livro é  muito intenso e detalhista e você consegue sentir as emoções da autora em cada palavra. Eu confesso que chorei em algumas partes.

O filme é  um pouco mais monótono, segue um ritmo mais lento e ao mesmo tempo acelerado, mas tem uma fotografia maravilhosa. Vale a pena dar uma conferida.

Eu gostaria de ter escrito muito mais, mas como o post já está enorme, vou dividi-lo em partes. Em breve trarei posts para vocês com mais detalhes sobre a trilha e essa longa jornada. Esse por demorou, mas finalmente saiu a resenha dessa história e caso você já tenha lido e/ou visto o filme gostaria de saber sua opinião sobre. Conta pra gente o que você achou aqui nos comentários.

Beijos e até a próxima!

Comentários

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Cami Santos, mãe da Clara, carioca com alma de cigana, ariana dos pés a cabeça, 22 anos. Estudante de Jornalismo, feminista negra interseccional, escritora e apaixonada por moda, viagens, fotografia e música.



1 thought on “LIVRE – A jornada de uma mulher em busca de um recomeço”

  • Finalmente saiu essa resenha maravilhosa! Obrigada por me ajudar a decidir sobre o livro, e decidi: vou comprar hahaha 🙂

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