Final de Semana em Ibitipoca – por Lorrana Fidencio

Final de Semana em Ibitipoca – por Lorrana Fidencio

Olá, permitam que eu me apresente, meu nome é Lorrana, mas podem me chamar de Loh – risos – tenho 22 anos, sou mineira de Belo Horizonte, estudante de arquitetura e urbanismo, apaixonada por viagens, e trilheira há quase dois anos, estou muito honrada de estar aqui compartilhando com vocês um pouco das minhas aventuras, então vamos lá!

Vou mostrar para vocês hoje como foi meu passeio por esse lugar incrível que é o Parque Estadual do Ibitipoca, possivelmente já devem ter ouvido falar, ele está localizado na Zona da Mata do estado de Minas Gerais no distrito de Conceição do Ibitipoca, possui dois municípios, o de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca a 320 km de BH, indo pela rodovia BR-040, então vou explicar como fui, qual o lugar que fiquei, o roteiro que fiz no parque, que por sinal é gigantesco! Sendo assim vamos começar e espero que em breve todos possam usufruir dessas dicas, e conhecer as maravilhas deste lugar!




Primeiro, fui com uma empresa de ecoturismo, que é uma empresa com guias especializados nesse segmento, onde eles montam os roteiros, nos acompanham, e dão todo o suporte durante a viagem, no pacote, digamos assim estava incluso: Transporte, pousada, café da manhã para os dois dias, entrada no parque, que sim é paga, coletes salva vidas, kit de primeiros socorros e os dois guias, investi o valor de R$400,00. A empresa com que fui até lá foi a Pegada Ecoturismo, vou deixar o link do site aqui para conhecerem a empresa, e visualizarem seus roteiros: (https://www.pegadaecoturismo.com.br ), a empresa é ótima e os guias são muito receptivos e nos ajudam em todos os aspectos, e se preocupam com cada um individualmente, ajudando à todos em suas necessidades, além do bom preço, por isso vale a pena pesquisar bem as empresas, mas já deixo minha dica pra vocês.

Bem, saímos de Belo Horizonte na sexta feira dia 12/05 por volta de 00h30min, com destino a Conceição do Ibitipoca e chegamos por volta das 05h40min da manhã, sendo mais ou menos 4 horas e meia de viagem, fomos até a pousada para nos instalarmos nos quartos, para que pudéssemos trocar de roupa, tomar café, e nos prepararmos para o dia de caminhada que teríamos pela frente. A pousada fica bem no centro da vila e se chama Estrela da Serra, tivemos um excelente atendimento, quando chegamos os quartos já estavam organizados, com os nomes de cada ocupante nas portas, dividi o quarto com mais duas meninas, ou seja, acabamos fazendo amizade logo de cara, o que é ótimo nessas viagens. Tomamos café às 07h30min, o café da manhã era delicioso e bem mineirinho, com frutas, pães, pão de queijo, bolo, queijo, etc.

Saímos da pousada às 08h30min, e chegamos ao parque pouco depois, já que era bem próximo da pousada, cerca de 3 km de distância, muitos fazem esse percurso andando, mas a van nos levou até a portaria, se vocês quiserem ir de carro ou moto têm duas opções, ou deixar o veículo próximo a portaria na parte de fora do parque, ou pagar estacionamento lá dentro, que custa cerca de R$20,00 para carros e R$15,00 para motos, sendo que existem poucas vagas lá dentro. O horário de funcionamento do parque é das 7h às 18h, não é necessário que se agende horários, mas a visitação ao parque costuma ser limitada, cerca de 300 pessoas durante a semana e 800 nos finais de semana, sendo assim vale a pena chegar bem cedinho, para aproveitar o parque, que lota bastante nos feriados, e em alguns fins de semana, o local possui uma taxa de entrada que é de R$ 20,00 por pessoa.

Janela do Céu

Agora vamos ao roteiro do sábado, que foi focado no Circuito da Janela do Céu, uma das partes mais amadas e visitadas do parque, logo na entrada andamos cerca de 350m até chegar ao local de início da trilha, começando o circuito umas 9h da manhã, a trilha é bem larga, bem preservada, um pouco íngreme, confesso que não sou muito fã de súbitas, mas já havia feito piores, não é um bicho de sete cabeças em minha opinião, mas para quem não está acostumado, mesmo que não seja tão difícil, pode ser desgastante devido à extensão da trilha, no total fizemos 16 km só no primeiro dia, com subidas e descidas, trechos mais planos, mas as subidas predominam, então levem muita água, por mais que o clima de lá nem sempre é sol o tempo todo, a proteção solar é importantíssima, falando em clima, sim lá faz muito frio, durante a trilha a gente esquenta, mas é bom sempre levar um agasalho, e mais um detalhe, nem sempre o tempo está super aberto, com céu limpo e maravilhoso, nesse sentido demos muita sorte, por isso vale a pena ficar atento a previsão do tempo.

Pico da Cruz

Voltando, nossa primeira parada foi o Pico da Cruz também conhecido como Pico do Cruzeiro, que pra quem gosta de tirar fotos assim como eu, é um lugar incrível, o parque inteiro é um paraíso para fotos maravilhosas, além de se obter uma vista privilegiada do Pico do Pião e do Pico da Lombada, logo após o pico fomos até a Gruta da Cruz que é um pouco abaixo, mas que nem todos tem conhecimento dela, e em toda a trilha encontramos trechos com escadas e diversas formas de facilitar o nosso acesso aos locais que eu gostei bastante, pois como se trata de um local com desníveis e morros, esse tipo de acesso nos ajuda a aproveitar mais, e até mesmo a poupar o corpo. Logo depois seguimos para o Pico da Lombada, outro ponto incrível e um dos pontos mais altos do parque, um dos motivos pelo qual me apaixonei por Ibitipoca é que em todo o parque temos vistas perfeitas e visões únicas.

Gruta dos Fujitivos

Além da Gruta da Cruz, fomos também até a Gruta dos Fugitivos, onde é extremamente escuro, e daí vê a necessidade de levar lanternas, eu já não enxergo bem devido à miopia, imagine em um lugar totalmente escuro, então não esqueçam as lanternas, seguimos logo após para a Gruta dos Três Arcos, esses são locais de passagem rápida, mas que vale muito a pena conhecer cada pedacinho. Depois de todas as grutas, fomos para Cachoeirinha que já fica próxima a Janela do Céu, lá chegamos pela parte alta da cachoeirinha que tem 35m de altura, e pegamos uma trilha íngreme e descemos até seu poço, que é bem raso em alguns pontos, sua queda é mais rala, e a água é geladíssima, imagine que você está debaixo de um chuveiro só que sem aquela água quentinha, mas sim com uma água super gelada, dependendo deve ser mais gelada do que vocês estão pensando agora kkkkk.

Janela do Céu

E finalmente depois de conhecer a belíssima cachoeirinha, subimos novamente, e fomos para a Janela do Céu, onde tínhamos mais um trecho descidas, até chegarmos às escadas que dão acesso a ela. Dicas:

  • Cuidado, pois é um espaço pequeno, onde ficam muitas pessoas, então escolham um bom lugar para se aconchegar, e vá rápido para a janela, pois podem ocorrer um fila para foto, devido ser a atração principal do lugar;
  • Também é importantíssimo que não fique perto da beirada na janela, pois como todos sabem, é um local perigoso, de difícil acesso, onde já ocorreu de caírem de lá, e não existe acesso a parte baixa da cachoeira da janela do céu, sendo assim o resgate só é possível através de helicóptero, então todo cuidado é pouco;
  • Aproveite os poços da janela, tirando a água gelada, é um lugar lindo.

Depois da tão esperada Janela do Céu, finalizamos o dia indo até a Gruta do Monjolinho, onde deve-se tomar cuidado pois é uma parte famosa devido as aparições de cobras no local, mas fora isso também vale a pena conhecer.

Cachoeirinha

Resumo do primeiro dia: Pico da Cruz, Gruta da Cruz, Pico da Lombada, Gruta dos Fugitivos, Gruta dos Três Arcos, Cachoeirinha, Janela do Céu e Gruta do Monjolinho.

Pico da Lombada

Sinalização: Todo o parque é muito bem sinalizado, com diversas placas, indicando as trilhas, e a quilometragem ou metragem a ser percorrida até o seu destino, além das trilhas serem bem cuidadas, e como já disse com escadas, pontes em alguns pontos para facilitar o acesso.

Distância total primeiro dia: 16 km, voltando pela mesma trilha que você subiu. 20 km passando pela gruta

Nível da Trilha: Intermediário, pois apresenta subidas e descidas, existe a exposição ao sol o tempo todo, então nunca se esqueçam de levar muita água, lanches leves, protetor solar, óculos escuros, boné ou chapéu, usem roupas leves, e nada de mochila pesada.

Obs: Vi pessoas com crianças, tudo depende realmente do ritmo dos pais e se a criança está acostumada com trilhas, ou ficar em constante movimento, pois querendo ou não pode pesar, ou deixar a criança desgastada, então só leve se tiver plena certeza de que você e seus filhos aguentam, creio que todos devemos saber nossos limites. Também vi pessoas mais velhas que estavam melhores que eu na trilha kkkk, mas tudo vai do seu condicionamento físico e ritmo de vida, pois é uma alta distância a ser percorrida, isso vale para os mais jovens também, ou seja, conheça seus limites.

Quando voltamos para a Vila no primeiro dia, fomos primeiramente para a pousada nos arrumar e fomos logo curtir a noite da cidade, que como já disse faz bastante frio, fomos em busca de um restaurante, e achamos um lugar super fofo, onde tem algumas lojas de artesanato e restaurantes, e fica em na rua principal e se chama Cônego Carlos Dias, as lojinhas para quem não pode deixar de levar lembranças para casa, estão espalhadas por toda a vila e vendem muitas coisas lindas, confesso que algumas bem carinhas, mas que valem a pena, bem como já devem imaginar depois de encher a barriga e rir bastante, voltamos exaustos para a pousada e fomos descansar debaixo de muitas cobertas kkkk, sério é muito, muito frio!

Segundo dia

Então chegamos ao domingo, que foi o segundo e último dia de visita ao parque, acordamos às 7h e tomamos café às 07h30min como no primeiro dia, saímos no mesmo horário e fomos em direção ao parque, onde o foco do dia era o Circuito das Águas, outra parte incrível do parque, com uma trilha mais tranquila, onde temos mirantes, e mais vistas incríveis de todo o local.

Como já estávamos mais cansados no segundo dia, os guias já haviam montado um roteiro mais tranquilo e de nível fácil, para que pudéssemos aproveitar cada momento, além disso, conseguimos que a van entrasse no parque só para nos deixar mais próximos do ponto de início das trilhas, pois como disse há vocês, temos que andar alguns metros para chegar ao início delas, então foi um dia bem tranquilo, com atrações incríveis, no caminho passamos próximo a Gruta dos Coelhos, mas não entramos nela, pois nosso foco no circuito era outro, mas a empresa com a qual eu fui dá opções de ampliar o roteiro, caso todo o grupo concorde, como aconteceu no primeiro dia quando eles sugeriram que poderíamos conhecer a Gruta do Monjolinho.

Relógio Solar

Depois da Gruta dos Coelhos passamos em uma parada mais que obrigatória, que é a do Relógio Solar, onde também tem um restaurante, caso queiram comer por lá, mas é sempre bom levar os famosos lanches de trilha. Logo após descemos para a famosa Prainha, na qual passamos no primeiro dia também, só que na volta, mas não ficamos lá de início, preferimos deixá-la por último, uma coisa importantíssima em passeios assim, é saber como administrar seu tempo nos atrativos, para que você aproveite o melhor de cada lugar.

Prainha

Lago dos Espelhos

Então passamos pela prainha e subimos em sentido mirante, chegando até o Lago dos Espelhos, que tem uma queda linda, e uma prainha, e como sempre água gelada, vale muito a pena conhecer, ficamos lá por alguns minutos e seguimos para o Lago Negro, onde fomos mais para conhecer, e tirar fotos, não é um lugar onde ocorre muita permanência, tanto que são partes mais vazias do parque, de passagem rápida. Sendo assim voltamos sentido prainha, onde passamos por ela novamente, uma coisa bacana de se dizer é que eles também a chamam de Prainha das Elfas, e fomos então descendo em sentido Lago das Miragens, passamos pela Gruta dos Gnomos, onde tiramos fotos na entrada dela, existe a possibilidade de se passar por dentro dessa Gruta, poucos arriscam, pois além de escuro, é um caminho mais escorregadio, devido à quantidade de água que passa lá dentro, é indicado que levem lanternas, e que andem sempre do lado direito dela, caso queiram se aventurar por lá, levando em consideração também a época do ano com menor volume d’água dentro dela.

Lago Negro

Lajeado próximo ao Lago das Miragens e a Gruta dos Gnomos

Entrada da Gruta dos Gnomos

Ponte de Pedra

Continuando o Circuito, chegamos ao Lago das Miragens, uma coisa muito bacana nessa parte, são os grandes paredões de pedra, por todo o caminho, depois do Lago que é uma parte onde amei, fomos para a lindíssima Ponte de Pedra, um dos pontos mais famosos e procurados do Circuito das águas, devido a sua formação rochosa dentro do cânion, paramos lá para fazer um lanchinho, além de tirar fotos e andar por lá. Depois de todos bem alimentados, hidratados e descansados, fomos para a Cachoeira dos Macacos, onde no caminho passamos por um dos diversos mirantes existentes no Circuito, ficamos um bom tempo na Cachoeira dos Macacos, um dos maiores atrativos dessa parte do parque, tanto que além da janela do céu foi o segundo lugar mais cheio que vi lá, mas como a água é bem geladinha, poucos têm coragem de entrar, o que não é meu caso kkkkkk, não só entrei como nadei muito e amei, uma curiosidade é que o topo da cachoeira sai na Ponte de Pedra, mas atenção, não é recomendado que subam até lá, isso é só uma curiosidade mesmo, OK!

Um pouco antes da Cachoeira dos Macacos

Cachoeira dos Macacos

Mirante próximo à Cachoeira dos Macacos

Quando saímos de lá seguimos pela trilha na parte alta, que é onde tem os mirantes que falei, onde vimos a Cachoeira, a Ponte de Pedra, e todo o caminho que percorremos na parte baixa, nessa trilha da parte alta existem trechos de morro, mas é tranquilo, e através desse caminho adivinhem onde chegamos? Ao nosso ponto de partida, é claro, a prainha, onde é um ótimo local para um último mergulho, e fazer a trilha de volta.

Bem galerinha, esse foi o final da minha viagem até Ibitipoca, saímos do parque  às 14h, fomos até a pousada tomar banho, nos arrumar, ajeitar as malas, e nos preparar para o retorno à BH, almoçamos lá pelas 15:30 em um restaurante de self service sem balança próximo a pousada, acho que foi 16 reais por pessoa se não me engano, e a comida era maravilhosa, passamos na  praça da Igreja Matriz da vila, que estava fechada, só para conhecermos, saímos da vila umas 16h mais ou menos, pois a viagem é longa e muitos de nós tinham que ir trabalhar no dia seguinte, além do que sempre rola aquele trânsito na estrada.

Resumo do segundo dia: Relógio Solar, Prainha, Lago dos Espelhos, Lago Negro, Gruta dos Gnomos, Lago das Miragens, Ponte de Pedra, Cachoeira dos Macacos, Trilha da parte alta.

Sinalização: Todos os trechos do parque são muito bem sinalizados, não há risco de se perder.

Distância total primeiro dia: 6 km.

Nível da Trilha: Considerado Fácil, apresenta algumas subidas e descidas, mas são leves, mesmo assim não se esqueçam de levar muita água, lanches leves, protetor solar, óculos escuros, boné ou chapéu, usem roupas leves, e nada de mochila pesada.

Obs: Foi a parte onde vi mais famílias, ou seja, realmente é uma trilha bem tranquila, e vale muito a pena conhecer.

Enfim, espero que tenham gostado desse meu primeiro post, e que tenha ajudado a vocês a conhecer melhor esse cantinho de minas, vou deixar aqui pra vocês alguns contatos de lá, e também da empresa de ecoturismo que nos proporcionou o passeio, eles tem muitos outros roteiros por Minas, então vindo para cá podem procurá-los, recomendo muito, obrigada pela atenção de vocês e até a próxima.

Contatos:

Parque Estadual do Ibitipoca – (32) 3281-1101

Pousada – (32) 3281-8188

Pegada Ecoturismo- site: https://www.pegadaecoturismo.com.br

Instagram: @pegadaecoturismo

Facebook: Pegada Ecoturismo ( https://www.facebook.com/pegadaecoturismo/)

Meu Instagram: @lohfidencio

Facebook: Lorrana Mara Fidêncio (https://www.facebook.com/lorranamara.fidencio)

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Mulheres tão particulares, com um único objetivo em comum, viver as melhores (e maiores) aventuras já vistas. Juntas ou sozinhas, nós queremos é viver! E compartilhar nossas experiências para que possamos inspirar cada vez mais, outras mulheres.



4 thoughts on “Final de Semana em Ibitipoca – por Lorrana Fidencio”

  • Eu achei lindo e incrivel esse lugar, um paraiso, o rigada por compartilhar conosco esse lugar maravilhoso, como é bom saber que é lugar é no Brasil. Sucesso, beijos

  • Melhor disso tudo é a experiência vivida os momentos, por isso devemos aproveitar mesmo cada minuto de nossas vidas viajando e aproveitando como se fosse o último dia das nossas vidas, adorei sua resenha.
    Beijoos

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