Festival de Cinema da Nova Zelândia – Uma oportunidade imperdível

Festival de Cinema da Nova Zelândia – Uma oportunidade imperdível

Depois de passar por quatro países da América Latina, o Festival de Cinema da Nova Zelândia chegou ao Brasil, com exibição de nove longa-metragens muito prestigiados no país. Se ter a oportunidade de conhecer o cinema de outro país tão diferente não é o suficiente, adicionamos um fator muito importante: todas as sessões são gratuitas! A nossa equipe foi convidada para a estreia do Festival no Rio de Janeiro , e ficamos encantadas. Assistimos ao filme “The Patriarch aka Mahana” em uma sessão exclusiva no Espaço Itaú de Cinema, em Botafogo, que é palco do evento. O evento já nos ganhou de cara por sua organização – recebemos até mesmo um pequeno balde de pipoca personalizado! Uma pena que era descartável, porque eu queria muito trazer pra casa. rs Após o filme, participamos de um coquetel incrível, onde tivemos a oportunidade de conversar com o cônsul-geral da Nova Zelândia e com um dos cineastas presentes no festival.

O Festival já passou por São Paulo, e depois do Rio de Janeiro, segue para Curitiba e Belo Horizonte, ainda no mês de agosto, para depois chegar ao Chile e à Colômbia. No total, são onze cidades de sete países impactadas pelo cinema neozelandês, por meio de obras impressionantes que apresentam a cultura e o modo de vida no país.

Mahana (The Patriarch)

Não foi à toa que Mahana foi escolhido para a sessão de estreia do Festival. O longa, indicado a seis prêmios no New Zealand Film and TV Awards 2017, é de uma sensibilidade enorme.

Como mulheres viajantes, somos apaixonadas por cada chance de conhecer diferentes culturas e histórias pelo mundo, e o filme nos trouxe a oportunidade de acompanhar o povo Maori, nativos da Nova Zelândia, em uma história que se passa na década de 1960. As famílias Mahana e Poata, que fazem parte tradicionalmente do negócio de tosa de ovelhas, são rivais há muitos anos. Ao mesmo tempo, um segundo conflito – familiar – se desenrola quando o jovem Simeon Mahana começa a questionar as tradições familiares, especialmente seu avô, o patriarca, que delega funções até então inquestionáveis a seus filhos e netos.

As cenas são dirigidas de forma impecável, com uma fotografia belíssima. Em alguns momentos, a história se torna tensa e cheguei a me sentir gelada, mas sem precisar apelar para cenas chocantes. É uma história forte, mas absolutamente possível e atual. Assim como muitas famílias certamente passaram por essas situações, muitas vivem até hoje, ainda que com algumas diferenças. Por isso, é fácil ter empatia pelo que se vê nas telonas, e entender o que se passa nas mentes dos personagens.

Entrevista com Nicholas Swallow, cônsul-geral da Nova Zelândia em São Paulo

Na Estrada com as Minas: Por que você acha que os brasileiros vão gostar de assistir aos filmes do festival?

Nicholas Swallow: Eu acho que há muitas semelhanças entre o Brasil e a Nova Zelândia. As histórias, as vidas, as dificuldades que encaramos, o que precisa ser superado… O que o cinema neozelandês mostra é a cultura e a vida das pessoas, e acho que os brasileiros são muito compreensivos sobre o modo de vida de outras pessoas e vão ver um reflexo de suas próprias vidas nos filmes. Eu também acho que é uma ótima oportunidade para os cineastas brasileiros e neozelandeses se unirem, porque teremos workshops voltados para eles, e é bom vê-los compartilharem criatividade e inovação, a Nova Zelândia tem muito a aprender com a indústria cinematográfica brasileira.

Na Estrada com as Minas: Nós temos um site voltado para mulheres viajantes, mas também indicamos programações pelo Rio de Janeiro. Eu acho que essa pode ser uma oportunidade para as pessoas conhecerem o país e talvez se interessarem em visitá-lo também, o que você acha?

Nicholas Swallow: Com certeza! É impossível fazer um filme na Nova Zelândia sem mostrar as paisagens do país, e elas têm um grande papel em cada filme. É muito parecido com o Brasil. Se você tiver interesse na Nova Zelândia, você vai gostar desses filmes. E todos os filmes do festival têm uma mensagem forte, e acredito que as pessoas vão tirar alguma coisa deles. E a boa notícia é que todos os filmes são gratuitos.

Entrevista com o cineasta Bryn Evans

Bryn Evans é o diretor do documentário “Hip Hop-eration”, que mostra a trajetória de três nonagenárias até o Campeonato Mundial de Hip Hop, em Las Vegas . O filme foi bastante aclamado ao redor do mundo, participando de diversos festivais e premiado no Festival Internacional de Filmes e Documentários de Amsterdã.

Na Estrada com as Minas: Em nosso site, falamos sobre mulheres que gostam de viajar, e também indicamos o que fazer pela cidade. Queremos encorajar as mulheres a explorar a cidade, independente da idade, ou de qualquer outra condição. Isso foi algo que eu pude relacionar com o seu filme, você fala sobre mulheres que têm essa coragem, mesmo não sendo tão jovens.

Bryn Evans: Elas são como adolescentes, e isso é uma parte maravilhosa! Mas não é uma questão de coragem, elas só estão fazendo o que sabem fazer, e acho que isso é o mais incrível da história. Elas não estão tentando provar que podem fazer qualquer coisa sendo idosas, elas só estão fazendo.

Na Estrada com as Minas: E por que você acha que os brasileiros vão gostar do filme?

Bryn Evans: Porque é um filme muito divertido, com muito humor. É um pouco difícil responder a essa pergunta, porque não conheço muito sobre a cultura brasileira, mas eu acho que eles vão gostar porque é uma aventura, e pelo que sei, brasileiros gostam de aventuras, e temos um grupo extraordinário. As garotas se tornaram famosas no mundo inteiro, são como superstars… É realmente muito legal.

Na Estrada com as Minas: Como é pra você participar desse Festival e ter seu filme em exibição em vários países da América Latina, não só no Brasil?

Bryn Evans: É muito animador pra mim, porque o filme já viajou o mundo. Estivemos em vários festivais; há três meses tivemos o lançamento no Japão, mas nunca havíamos passado pela América Latina, pelo Brasil… O festival é uma celebração do que a Nova Zelândia é, e pra mim é um lugar maravilhoso. Eu já vivi na Groelândia e na Alemanha, mas a Nova Zelândia é um lugar realmente lindo, muito amigável, todos amam aventura. E eu acho que o filme mostra um pouco do país também, nós gostamos de explorar, nos divertir e conhecer pessoas diferentes, e acho que nisso nos parecemos com os brasileiros, todos foram muito amigáveis e mostraram uma vontade de conhecer o mundo, acho que isso torna a história interessante.

Na Estrada com as Minas: Como tem sido o retorno que você está recebendo pelo filme?

Bryn Evans: Tem sido um sucesso enorme! É muito interessante porque o público é bem variado, temos público de 8 anos e de 90 anos assistindo ao filme, e têm sido um sucesso, porque é uma história simples e é divertida!

Mais informações

No Rio de Janeiro, o Festival de Cinema da Nova Zelândia acontece entre os dias 10 e 16 de agosto, no Espaço Itaú Botafogo, depois de já ter passado por São Paulo. Em Curitiba, acontece de 17 a 23 de agosto, no Espaço Itaú Shopping Crystal. Em Belo Horizonte, entre 24 e 30 de agosto, no Cinema Belas Artes. Os ingressos são gratuitos para todas as sessões. Deixamos aqui a programação para o Festival no Rio de Janeiro, e esperamos que aproveitem!

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