Crianças e Trilhas – Uma combinação possível

Crianças e Trilhas – Uma combinação possível

Hoje, a luz que irradia meus dias completa 2 anos! – SIM, PASSOU MUITO RÁPIDO – e eu estou aqui até agora tentando entender quando foi que o tempo começou a correr tanto. Hoje, a razão pelo qual esse projeto foi criado e continua firme e forte na luta, me proporciona uma satisfação sem tamanho, para quem não teve o prazer de nos conhecer pessoalmente ainda eu preciso dizer, a Clara é uma criança extremamente FELIZ e ESPONTÂNEA! Me acompanha em todas as minhas loucuras, sempre de muito bom humor – na maioria das vezes melhor do que o meu até – e sempre aberta e disposta a encarar os novos desafios que sua “mamain” louca oferece! E por isso, hoje eu vim contar para vocês um pouco do que foi a nossa primeira experiência numa trilha aqui do Rio de Janeiro

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No último domingo, (4) o Na Estrada com as Minas em parceria com a Agência Vamos organizou uma trilha para o Pão de Açucar, no bairro da Urca. A trilha já estava marcada há um tempão, mas devido a alguns imprevistos pessoais eu achei que não conseguiria ir, ainda mais por não ter como arranjar alguém tão em cima da hora para cuidar da bebê. Como a palavra é ouro e nós sempre honramos nossos compromissos lá fui eu, com uma mochila, uma bebê que pesa em média 13 kg e muita força de vontade.

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Eu moro na Zona Norte do Rio de Janeiro, então como estava em cima do laço peguei o metrô, a linha 2 (Pavuna), fiz baldeação na Estácio para trocar para a linha 1 e assim chegar até o metrô de Botafogo. Descendo lá, peguei o ônibus 503 na saída do metrô e desci na Praça Gal. Tibúrcio. Quem mora por esses lados da Zona Norte, pode pegar o 457 também – com ele que vim embora – descer no Rio Sul e ir até a Praia Vermelha andando.

Durante todo o percurso que fiz para chegar até a trilha eu pensava “Meu Deus, que loucura que eu estou fazendo” e realmente, mas foi uma experiência única.

Antes de subir a trilha, a Clara foi caminhando pela Pista Cláudio Coutinho e paramos na subida da trilha, onde tem um banco de madeira para que eu pudesse passar repelente e protetor solar nela.

Como era final de semana, a trilha estava muito movimentada e acho que esse foi um dos fatores que mais me motivaram a seguir nessa jornada. A perspectiva de encarar uma aventura dessas com uma criança tão pequena, você e ela apenas é assustadoramente paralisante, eu pensava o tempo inteiro no que eu faria caso desse algo errado, não como se eu estivesse ansiando que desse – por que eu acredito muito no poder da mente e no quanto atraímos o que pensamos – mas pensava constantemente que eu precisava ter o dobro de atenção do que eu teria normalmente.

Durante a subida, encontrei alguns casais subindo com suas crias e trocamos algumas meias palavras entre um arfar e outro, uns dividindo e alternando o peso das crianças e das mochilas, outros incentivando seus pequenos a continuarem a subida, mas não vi, nenhuma mulher, sozinha, com sua cria. Eu era a única subindo aquela trilha com uma criança de 13kg no colo e ao mesmo tempo que eu tentava manter a concentração, me invadia uma série de sentimentos: culpa, resiliência, satisfação, fadiga, medo!

E por mais que tivesse uma voz GRITANDO no meu ouvido – “DESISTE! VOCÊ É FRACA, NÃO VAI CONSEGUIR!” – eu precisava terminar aquela trilha por mim, por ela, por cada mãe solo que gostaria de desbravar o Mundo com seu pequeno aventureiro. E lá fomos nós, rumo ao topo, um passo de cada vez, sem nos desesperarmos e aproveitando ao máximo o caminho. E eu consegui! Nós  duas conseguimos!

Eu fiquei o tempo todo preocupada com um milhão de coisas, se eu tinha levado coisas o suficiente, se não ia cair dura no meio da trilha de tão acelerado que meu coração estava, se eu ia aguentar o peso da mochila e da bebê, como eu ia descer e cada passo era uma vitória particular.

Mas todo o destaque, sem sombra de dúvidas vai para a minha pequena mochileira, que mesmo tão pequena acredita e confia na sua mãe! Ela fez muito sucesso ao subir as escadas iniciais sozinha e quis andar uma boa parte, mas eu fiquei com muito medo dela virar o pé e se machucar. Antes de sair de casa ainda considerei levar o sling, teria facilitado muito a minha vida, mas acabei esquecendo em casa na correria, porém isso não foi motivo para não tentarmos e principalmente, conseguirmos!




Se você quer levar sua cria para uma aventura como essa, aqui vão algumas dicas importantíssimas:

  • Leve o dobro de água que você levaria (Eu geralmente levo uma garrafa de 500ml por que me satisfaz, mas dessa vez levei uma de 1L)
  • Não esqueça o Protetor Solar (além do Protetor, eu levei um chapéu para ela usar enquanto subíamos)
  • Use e coloque nas crianças roupas frescas (Na hora da subida eu só ficava me perguntando por que não tinha ido de biquíni)
  • Leve lanches leves (Fizemos um mini piquenique quando chegamos lá em cima, com as outras meninas e caramba! Renovou minhas energias)
  • Tome um café da manhã reforçado (eu geralmente sou muito atrasilda, então costumo tomar café na rua, para não correr o risco de cair dura no meio da trilha, passei na padaria para tomar café por que sabia que precisaria de todas as energias que eu pudesse acumular)
  • Leve um Kit de Primeiros Socorros (Nós já fizemos um post sobre o Kit de Primeiros Socorros Infantis que você pode conferir clicando AQUI)

Quem já fez trilha com seus pequenos aventureiros, conta aqui pra gente como foi! É muito importante ler o relato de outras pessoas para que eu possa me inspirar cada vez mais.

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Cami Santos, mãe da Clara, carioca com alma de cigana, ariana dos pés a cabeça, 22 anos. Estudante de Jornalismo, feminista negra interseccional, escritora e apaixonada por moda, viagens, fotografia e música.



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