Dicas para Blogs Na Estrada com as Minas

Como propor parceria para uma Empresa

A profissão do futuro chegou!

Faz alguns anos que ser blogueiro, youtuber ou influenciador digital se tornou a profissão dos sonhos de muitas pessoas. Produzir conteúdo para a Internet é sempre uma delícia e ganhar dinheiro viajando, comendo, vivenciando novas experiências é melhor ainda, mas muitas pessoas ficam com dúvidas de como elas podem abordar empresas para propor parcerias e eu estou aqui para ajudá-los.

Antes de iniciar as dicas eu quero fazer uma pergunta muito séria a você: “- Você leva o seu blog a sério?” Pode parecer brincadeira, mas não é. Apesar de muitas pessoas acreditarem na doce ilusão de que “produzir conteúdo para a internet é fácil”, eu já lhes digo, não é. Ser produtor de conteúdo, seja lá como você se denomine é uma tarefa árdua por que você acaba acumulando várias funções em uma pessoa só. Quando não se tem dinheiro para investir em uma boa equipe você acaba tendo que jogar nas onze e se você não tiver muito jogo de cintura, isso pode ser um problema.

Entendendo que você considera o seu blog como seu trabalho e quer aprender a rentabilizá-lo, vamos em frente…

LEIA TAMBÉM QUERO SER BLOGUEIRA: PRIMEIROS PASSOS




Ninguém fica famoso da noite para o dia, com exceção das pessoas que viralizam e viram memes, ter um negócio online de sucesso requer muita disposição, determinação e resiliência. Desistir fácil não é característica de quem empreende na internet, por isso não desanime caso você ganhe alguns nãos, acredite eles te farão muito bem, pois eles te impulsionarão a buscar onde errou e a melhorar.

Agora que já entendemos que sim, você quer mesmo trabalhar com o seu blog e leva isso a sério, vamos ao que interessa, como abordar uma empresa para propor uma parceria?

Primeiro se faça a pergunta: Por que eles vão querer trabalhar comigo?

Essa é uma das principais perguntas que me faço antes de propor qualquer tipo de parceria para qualquer pessoa e/ou empresa. O que eu posso gerar de valor para o parceiro que seja tão significativo que ele queira de forma espontânea trabalhar comigo? E aqui se engana quem acha que eu estou falando de números. Esqueçam os milhares de seguidores que você ainda não tem, hoje nós vamos falar de geração de valor.

As pessoas geralmente compram por dois motivos, ou por desejo, ou por necessidade e quando você começar a estudar marketing e técnicas de vendas você começa a entender os motivos pelos quais elas compram. As compras por necessidade são aquelas essenciais, compras que você não pode deixar de fazer, comida, água, produtos de higiene, entre outras coisas. E existem as compras por impulso, por desejo ou status. Veja esse exemplo:

Uma pessoa precisa de um telefone celular para se comunicar com seus amigos, parentes, colegas de trabalho, então ele vai até uma loja e compra um aparelho que faça ligações. Isso supre a necessidade dele, por que o objetivo é se comunicar.

Agora, quando uma pessoa vai em uma loja de telefonia e escolhe o modelo mais atual, mais bonito e mais caro é por que ela está comprando por status, por que ela precisa mostrar para a sociedade que ela tem poder aquisitivo para ter aquele telefone, ou por que é o modelo da moda, enfim… Existe uma série de motivos.

E aí que nós entramos.

Geralmente produtores de conteúdo trabalham “vendendo” produtos que serão comprados por impulso. Então eu tenho uma outra pergunta para vocês, “como convencer alguém que o produto que você está indicando é o melhor se existem vários outros iguais e talvez até mais baratos?”

É aí que entra a geração de valor.

As pessoas que te seguem, te seguem por algum motivo; você pode ser engraçado, seu conteúdo pode ser informativo, você pode ter um jeito singular de repassar as informações, seus conteúdos são inéditos. Existem uma série de motivos que podem te diferenciar dos inúmeros produtores de conteúdo que estão espalhados pela internet afora, e isso nem sempre vai significar que a pessoa que tem mais seguidores que você produz conteúdos melhores que os seus, como eu disse, esqueça por hora os números.

A primeira coisa que você precisa saber é: quem é o seu público-alvo?

Com quem você está se comunicando? Sua linguagem é compatível com as pessoas que te seguem? Você recebe feedbacks – sejam positivos ou negativos – sobre o que você produz?

Nesse primeiro momento é fundamental que você conheça a fundo o seu público, por que é ele que vai te garantir o sucesso, por que não adianta você querer falar de produtos para barbear para mulheres de 18 a 24 anos. Ou de lingerie para homens de 40 anos. Além de você conhecer quem está te seguindo, você precisa ter uma ideia – e uma meta – de qual público deseja atingir. Talvez você queira falar com mulheres que viajam sozinhas, entre os 24 e 35 anos, mas as pessoas que te seguem geralmente são homens na faixa dos 18 anos. Isso pode soar confuso, mas é importante que você entenda a diferença entre “o público que você fala” e o “público que você deseja falar”. Quando os dois se encontram é o melhor dos mundos, mas se isso não acontecer mantenha os pés firmes no chão e esteja preparado, pois você terá muito trabalho pela frente.

Com o seu público entendido o seu próximo passo é agir como um profissional.

E quando eu falo “aja como um profissional”, por favor, não me venham com um “oi, vocês fazem parceria?” no inbox da página da empresa. Isso além de denunciar o quão despreparado você está acaba envergonhando por tabela a classe que por ser muito nova e não ter uma legislação vigente acaba por ser criminalizada.

Mas então como fazer?

Eu sugiro que antes de solicitar parceria você dê uma boa olhada no site da empresa que está entrando em contato. Revire o site de ponta a cabeça e tente angariar o máximo de informação que conseguir. Se tem telefone e e-mail de contato, se tem horário de atendimento disponível, se oferece o que você precisa, e o que mais te agrada naquela empresa. Depois de feito isso aí sim é hora de partir para ação.

Como eu disse, não vá ao inbox da página e escreva “oi, fazem parceria?”. Seja profissional, se apresente, mostre seu propósito e só então peça para falar com o responsável de marketing ou comercial da empresa e no próximo tópico explicarei a importância desse último item.

Antes de ir para o próximo item quero deixar uma dica de ouro aqui: crie um elevator pitch. Para quem não sabe o que é isso, sugiro a leitura desse post aqui no blog da Sernaiotto, mas explicando rapidamente um elevator pitch é um pitch de elevador, ou seja, uma apresentação curta – máximo 3 minutos – de quem você é e o que você faz. Exemplo:

“Olá, meu nome é Camila Santos e sou Coordenadora do Projeto Na Estrada com as Minas, somos a primeira rede colaborativa de mulheres viajantes do país.”

Viram? Eu disse quem eu era, de qual empresa eu faço parte, meu cargo e o propósito do projeto. Basicamente, esse elevator pitch é uma força de chamar a atenção da pessoa que você está falando e fazer com que ela se interesse pela sua proposta.

Agora sim, vamos a quem decide.

É de SUMA IMPORTÂNCIA que você FALE COM QUEM DECIDE. Isso eu já sabia um pouco por feeling, mas validei ainda mais essa teoria quando iniciei minha jornada como Assistente Comercial. Não adianta nada você vender o seu peixe para o estagiário ou atendente. Por mais empolgados que eles fiquem com a sua proposta eles não tem autoridade, e provavelmente não terão autonomia para tratar de verbas, então será um desperdício de tempo. Por isso, quando entrar em contato peça para falar com o responsável da empresa ou o responsável de marketing ou comercial, porque essas pessoas sim terão autoridade para aprovar ou não seu projeto ou facilitarão seu caminho até quem de fato diz SIM.

Então o que eu sugiro que vocês façam:

“Olá,

Meu nome é Camila Santos, sou Coordenadora do Projeto Na Estrada com as Minas, a primeira rede colaborativa de mulheres viajantes e gostaria de falar com o responsável de marketing da empresa tal.

Poderiam me passar o telefone ou e-mail de contato?

Obrigada!

Att,

Assinatura”

Esse é um modelo de primeiro e-mail ou primeiro contato que eu faço com as empresas que quero trabalhar. Ainda não estabeleci um padrão de primeiro contato, geralmente eu vario de canal ou uso vários canais até obter o resultado desejado. Ou seja, envio mensagem no facebook, se eu estiver com pressa eu ligo, quando está um pouco cedo de mais ou fora do horário de atendimento envio uma mensagem no whatsapp – quando se tem disponível. Enfim, o ideal é que você utilize todos os canais disponíveis para conseguir falar com quem decide.

Mas como assim primeiro e-mail/contato?

Sim, se você pensou que na primeira tentativa seriam flores, está muito enganado! Na verdade o ideal é que você faça no mínimo uns quatro contatos. Primeiro você vai se conectar com a empresa, depois falar com quem decide, depois você vai apresentar uma proposta para então partirem para a solução final.

Então não se afobem e mantenham a calma, por que depois que você conseguir falar com a pessoa que decide, você precisará pensar e desenvolver uma proposta. Por que não é só perguntar se eles fazem parceria ou descobrir quem diz sim. Como eu disse você precisa gerar valor, mostrar para a empresa que ela ganhará muito trabalhando com você. E aqui que entra o seu conhecimento sobre seu público e sobre o nicho que você escreva. Descubra o seu diferencial e explore ele ao máximo. Isso fará com que eles digam sim para você.

Seguindo esse passo a passo você já vai se diferenciar da maioria dos blogueiros que enviam no inbox “Oi, fazem parceria?”. E com certeza a empresa vai te olhar com bons olhos e vão pelo menos dedicar alguns minutos para te conhecer e/ou ouvir.

Se você quer dicas de como escrever uma boa proposta ou modelos de e-mail, deixa um comentário aqui embaixo ou nos envie um e-mail (para naestradacomasminas@gmail.com) que te ajudaremos a ter sucesso nessa jornada!

Gostou desse post? Salve-o no seu Pinterest para poder acessá-lo sempre que tiver outras dúvidas!




Comentários

Comentários

Na Estrada com as Minas

Mulheres tão particulares, com um único objetivo em comum, viver as melhores (e maiores) aventuras já vistas. Juntas ou sozinhas, nós queremos é viver! E compartilhar nossas experiências para que possamos inspirar cada vez mais, outras mulheres.

«

»

O que achou desse post?