Bauernfest: bate e volta em Petrópolis, perrengue e outras precauções

Bauernfest: bate e volta em Petrópolis, perrengue e outras precauções

Fala galera, como vocês estão? Muito frio por aí? Aqui no Rio está um frio insuportável – aquelas Cariocas que morrem com 17° C risos – e mesmo com todo esse frio no Rio nós tivemos a brilhante ideia de subir a Serra no último dia 1° para a Bauernfest, a festa do Colono Alemão em Petrópolis.

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A Bauernfest aconteceu dos dias 23 de junho a 02 de julho, porém resolvemos pegar o último fim de semana da festa, por que no dia 25 aconteceu a III Edição do Mulheres Viajantes vai às Ruas – se você quer saber tudo o que rolou no encontro CLIQUE AQUI.

A FESTA

A Bauernfest é o evento mais tradicional de Petrópolis, considerada a segunda maior festa típica Alemã, o evento resgata as tradições, valoriza a cultura dos colonizadores e atrai milhões de pessoas de outros cantos do País, inclusive moradores de outras cidades colonizadas por alemães.

Em 10 dias de festa, aconteceram cerca de 210 apresentações, envolvendo mais de 40 atrações nos três palcos do evento. O coração da festa é no Palácio de Cristal com o Palco Koblenz, porém tiveram ainda outros dois palcos, um localizado na Praça da Liberdade, o Palco Koeler e o Palco Biergarten na Praça Visconde de Mauá, onde aconteceu uma edição especial da Deguste – Feira de Cerveja Artesanal, contando com o apoio de 16 produtores.

Dentre as atividades, tiveram também concursos da Realeza da festa, de Poesia, Chope em metro e do Chapéu mais enfeitado da festa.

A 28° Bauernfest contou com um público de mais de 300 mil pessoas e a festa foi organizada numa parceria entre a TurisPetro e o Instituto Municipal de Cultura e Esportes.

BATE E VOLTA EM PETRÓPOLIS

A ideia inicial era passar o final de  semana em Petrópolis – e alguns amigos até conseguiram hospedagem a tempo – mas no último fim de semana, 98% das acomodações já haviam sido reservadas e devido a alguns imprevistos, acabamos decidindo fazer um bate e volta.

Para quem não sabe, Petrópolis é relativamente perto do Rio de Janeiro , o percurso leva em média 1 hora e 30 minutos, se não tiver trânsito, paradas e etc. Nós saímos do Rio por volta de 10 horas, porém fomos de carro, achamos que teria mais retenção do que encontramos, mas até que a subida foi muito tranquila.

Na ida, fizemos uma parada no Mirante do Cristo, localizado na estrada Rio – Petrópolis, é um ótimo lugar para fazer um pit stop, tirar umas fotos, matar a fome e comprar uns suverniers antes de continuar a subida, desse mirante dá pra se ter uma bela vista da Serra e podemos avistar também a Rodoviária, que agora fica fora da Cidade. Na hora de comprar as passagens de volta, compramos numa loja terceirizada que tem no centro de Petrópolis – antes de subirmos, procuramos no site da Rodoviária do Rio e não conseguimos encontrar, depois de algum tempo que descobrimos que a empresa que faz esse percurso é a ÚNICA FÁCIL. Nós inclusive compramos passagens de volta para às 21 horas e conseguimos adiantar para as 20h20min, o que foi um alívio devido ao perrengue que passamos.

Quando chegamos à cidade, paramos rapidamente no Palácio Quitandinha, que após ser adquirido pelo SESC, passou por reformas e hoje funciona como um pólo de cultura e diversão. E depois fomos para cidade almoçar.

Nós almoçamos no restaurante Saboretto – que nos foi indicado por vários moradores da cidade pela qualidade do serviço e preço justo. Ele fica localizado na Rua Dr. Nelson de Sá Earp, 19 – Centro – Petrópolis.

PERRENGUES E PRECAUÇÕES

Agora chegamos na parte polêmica – risos – brincadeiras à parte, o que passamos em Petrópolis podemos chamar de uma grande aventura e graças a essa aventura, temos história para contar! Na realidade, estávamos muito animadas para esse passeio que acabamos nos esquecendo de alguns detalhes importantes. E por  mais que as pessoas digam que Carioca não sabe o que é frio, 17° C pra gente, é sim um sofrimento, para quem está acostumado com a sensação térmica de 50°C é uma mudança significativa. Eu tenho uma prima que mora em Petrópolis e ela já havia me avisado que nos últimos dias estava fazendo um frio fora do comum lá em cima, e eu não desacreditei, peguei o meu melhor casaco e fui, mas como sai de casa muito correndo, esqueci meus outros apetrechos – como luva, touca e guarda-chuva, pois é! Este último imprescindível!

Eu passei a semana inteira me preparando psicologicamente para o frio que estaria na cidade e me surpreendi quando chegamos lá com um sol tímido, porém o tempo mudou bruscamente e foi desespero total.

A chuva atrapalhou e muito a festa, primeiro ela veio tímida e sorrateiramente, porém foi aumentando gradativamente até se transformar num breve temporal, todo mundo correu para as sacadas mais próximas e eu nunca vi tanta gente junta na minha vida, mas molhadas de chuva, o chão enlameado e o frio cortante, não tinha mais clima para permanecer na festa, por isso decidimos adiantar a volta.

Havia anos desde a última vez que fui à Petrópolis e não me lembrava de absolutamente nada e nem de lugar algum, depois de nos perdermos do nosso grupo, começamos a procurar informações com pessoas que estavam tão perdidas quanto nós, porém, como brasileiro é um bicho bom, conseguimos encontrar o bendito ônibus que ia para a rodoviária e fazer o caminho de volta, depois de algumas boas horas encharcadas e cansadas. A rodoviária claro estava lotada, mas o atendimento foi muito rápido e de altíssima qualidade. Tomamos um café para aliviar o frio e fomos até o banheiro tentar trocar de roupa ou secar as nossas – inclusive o banheiro é pago. Nós saímos da cidade 18 horas e só chegamos no Rio 21 horas, nós achamos que pegaríamos uma pneumonia de leve, porém parece que estamos com a imunidade alta – graças a Jah! Mas aprendemos a lição e jamais subiremos a Serra de novo sem alguns itens importantíssimos como:

  • Dois casacos – se possível até três
  • Guarda-chuva
  • Capa de Chuva
  • Luvas
  • Touca – se possível até um Gorro, para tampar os ouvidos, inclusive
  • Par extra de Meias – (sim, por que tive que jogar as minhas fora no meio da rodoviária de tão encharcadas que estavam)
  • Um tênis potente, ou botas (por que fui de tênis de pano e só me arrependi)
  • Um mochila (bolsa) impermeável

Por mais que não passemos por isso novamente – o que acho pouco provável – pelo menos na próxima estaremos preparadas.

E vocês, estiveram na Bauernfest, o que acharam, conseguiram cutir a festa? Qual o maior perrengue que vocês já passaram em algum lugar por não terem ido preparados o suficiente? Deixa um comentário aqui embaixo contando tudo pra gente!

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Mulheres tão particulares, com um único objetivo em comum, viver as melhores (e maiores) aventuras já vistas. Juntas ou sozinhas, nós queremos é viver! E compartilhar nossas experiências para que possamos inspirar cada vez mais, outras mulheres.



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