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AUTOCONHECIMENTO: MINHA VISÃO DO SAGRADO FEMININO – POR TALITA COSTA

Olá mulheres que acompanham o Na Estrada Com As Minas! É um prazer escrever pra vocês novamente.

Eu sou Talita Costa, e nós vamos conversar um pouco sobre autoconhecimento e espiritualidade feminina.

O nosso assunto de hoje é o tão falado Sagrado Feminino.

Muito se tem compartilhado a respeito do sagrado feminino. Mas, afinal, o que é o sagrado feminino? É uma religião? É uma linha espiritual? É uma energia? É feminista? É só para mulheres?

MULHERES SE ABRAÇANDO

 

Vou compartilhar com vocês a minha visão do sagrado feminino, construída ao longo da minha vivência, estudo e prática. Não significa que ela seja verdade absoluta, vocês podem encontrar outras definições, bem como argumentos para embasá-las. Compartilho aqui o que faz mais sentido para mim. Vamos juntas?

O sagrado feminino é um movimento de resgate de saberes e práticas ancestrais femininas. Saberes e práticas que vem  desde a pré-história permeando a humanidade, e também de diferentes culturas por todo planeta. Como ressurgimento das religiões pagãs que cultuam o feminino, bem como o crescimento do movimento feminista, a espiritualidade feminina vem ganhando cada vez mais espaço e mais adeptas. Mas para entender melhor esse movimento, precisamos falar um pouquinho (e beeeem resumidamente) da história primeiro.

Já faz muito tempo que vivemos sob uma religião patriarcal, que adora um Deus único, homem, e no processo de expansão desse pensamento religioso, as mulheres foram perdendo espaço tanto na sociedade quanto no sacerdócio, chegando a ser completamente negadas e excluídas em algumas vertentes, ou apenas simbolicamente representadas em outras. Mas nem sempre foi assim. Registros históricos apontam que desde o início das organizações sociais, as primeiras comunidades enxergavam no princípio feminino a origem de toda criação.

De acordo com Maria Gimbutas, a deusa, a polaridade feminina da divindade, foi adorada sob diferentes faces e formas em todo planeta durante 30 mil anos.

E quem é a deusa? Ela é a grande mãe, de quem o deus é consorte. É aquela que gera a vida, e assim como sua representação está presente nas mulheres, também era fácil encontrá-la em toda expressão da natureza, na terra que dá frutos, no mar que dá peixes, no céu cheio de estrelas.

VENUS GORDINHA

As comunidades primitivas eram matrifocais. Ou matrilineares, matrísticas, matriarcais. Isso significa que as mulheres estavam no centro da organização social, e com o desenvolvimento dessas comunidades, as mulheres tinham um papel relevante não só no cotidiano, mas também nas organizações religiosas que essas comunidades começavam a desenvolver. As mulheres tinham divindades femininas em quem se espelhar, onde se reconhecer, a quem se conectar. Dessa maneira, todas as expressões femininas recebiam atenção, fossem sonhos, visões, insights, ou mesmo a conexão com seu ciclo menstrual.

A partir de um dado momento o pensamento patriarcal começou a se expandir e dominar sociedades e religiões, e com essa dominação, as divindades femininas foram sistematicamente desacreditadas e a mulher perdeu seu posto de representante da deusa para simples propriedade do homem.Nesse processo, não somente a deusa perdeu espaço, mas também a mulher. E pra que o homem fosse instituído como representante de deus e detentor do poder sobre sua comunidade, tudo o que era entendido como saber e prática feminina foi desacreditado. Nessa leva foram não só os cultos às faces da deusa, mas também medicinas alternativas, poderes curativos, conhecimentos empíricos da natureza, saberes do corpo feminino, práticas espirituais, é mais um monte de coisas que a gente vem redescobrindo.

O sagrado feminino é esse redescobrimento. Principalmente o resgate do princípio divino feminino, que disputa imaginária na criação do mundo, colocando a mulher como criadora, e não mais como parte da criação.

A gente ainda vai conversar muito sobre esses assuntos, mas a minha sugestão é que se você ainda não se relaciona com a polaridade feminina da divindade, a porção feminina de deus, a grande mãe, – e se a sua religião não conflita, claro – que você comece a pensar sobre ela, a sentir no coração onde está o feminino na sua crença divina. Aproveita a lua cheia e medita sobre essa questão!

Comenta suas dúvidas e vamos criar juntos os próximos posts!

Até lá!

 

 

 

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