Arigatô Gozaimasu – por Thaisy Fernanda da Costa

Arigatô Gozaimasu – por Thaisy Fernanda da Costa

    É difícil, mas vou tentar sintetizar o que foi a maravilhosa experiência de viver o Japão em poucos dias. Vamos começar sendo sinceras, de mana pra mana: o Japão não estava nos meus top 10 lugares que queria conhecer, mas como eu e minha esposa iniciamos a empreitada de viajar o mundo todo e o começo foi pela Ásia, curtimos Bangkok (Tailândia) por 8 dias e já pegamos o avião pra mudar de país.

  Acontece que eu mal tinha descido do ônibus do aeroporto e já estava me apaixonando. Não teve jeito. Eu e Tokyo somos amigas desde criancinha agora e olha que nem foi minha cidade favorita!

   Tendo somente 18 dias, tentamos espremer as cidades que mais chamaram nossa atenção durante a pesquisa. Então alguns highlights:

 

   Sobre o Japão como um todo:

  • Pessoas extremamente educadas e prestativas. Todo mundo quer te ajudar, apesar de quase ninguém falar nadinha em inglês
  • Segurança absurda: bikes paradas nas ruas sem cadeados, pessoas deixando bolsas para guardar mesas tranquilamente
  • Comida deliciosa, nada de apenas sushi e sashimi (mas claro que também sushi e sashimi, né gente?)
  • Infelizmente: Tudo é muito caro, principalmente transporte. A dica pra isso é comprar o JR Pass (que só é possível para turistas e comprado fora do Japão), que também é caro, mas vale bem a pena pra quem quer viajar pra mais de uma cidade.
  • E a maior dica, não só no Japão, mas na Asia para economizar: use e abuse da 7-Eleven. Coma lá. Compre meias lá. Compre pedras mágicas que em contato com o oxigênio ficam quentes e te aquecem no inverno super frio lá. E fique tranquila, elas estão EVERYWHERE.

   

   Tokyo:

   Sabe, sou menina de cidade grande. Paulistana born and raised e sempre amei uma metrópole, mas tinha um Q diferente em Tokyo.

   Todos, 100% das pessoas, se vestem muito bem. Você não vê nem pessoas de jeans e camisetinha. Minha maior sensação era de que todos haviam pulado das páginas da Vogue.

   Nos nossos dias em Tokyo conhecemos também Yokohama e Kamakura, ambas bem pertinho, 30/40 minutos de metrô. Em Yokohama o lugar que mais gostei foi o porto. Nossa host de couchsurfing nos levou lá por ser seu lugar favorito e fazia todo sentido! Já Kamakura é uma cidade com ares hispter/hippie/vila madalena + Granada (Espanha), quer dizer, não dava pra não ser lindo e divertido e é lá que fica o Great Buddha. Ele impressiona tanto que depois de curtir a vista por um tempo, fiquei curtindo ouvir a reação das pessoas ao colocar os olhos nele. A quantidade de “WOW, UAU, it’s Big!” Deixava tudo muito legal. Ai gente, gosto de ver reações dos outros, acontece. Todo mundo é esquisito, né? Né?

   Tokyo é uma cidade pra se andar. Eu sei que ela é gigante, mas o melhor da cidade você vive nas ruas.

   Seja atravessando o doido cruzamento Shibuya, conhecendo o bairro de Akihabara que além de toda a tecnologia, te mostra pessoas muito diferentes, restaurantes incríveis e você ainda pode cair em um restaurante barato de Lamen que já foi premiado com estrela Michelin (super indico: Tsuta). Ou você pode andar pelo mundo mágico e maluco de Harajuku e principalmente ir para a ilha artificial Odaiba (meu bairro favorito de Tokyo) que é onde fica a TV Fuji pras manas que amam arquitetura.

 

   Nikko:

   Que fique claro que não consigo falar de Nikko de forma parcial, porque foi onde eu realizei um dos meus maiores sonhos da vida que era ver neve. Sim, chorei, gritei, pulei, fiz de tudo. Foi nomeada minha cidade favorita. Quero nem saber.

   Essa cidade parecia um cenário de filme o tempo todo. Você está tranquilamente indo para o supermercado e BAM! uma montanha maravilhosa atrás dele. Você está indo conhecer o lago Chuzenji e BOOM você fica sem ar com uma vista absurda. Parece que é a cidade pra quem curte esquiar também, mas com minha condenação motora, achei melhor não.

   Repetindo o e-mail de uma amiga com dicas do Japão: Vá pra Nikko. Vá pra Nikko. Vá pra Nikko.

 

   Hokkaido:

   Ir para Hokkaido precisou de muito tempo, planejamento e paciência, já que a ilha fica no extremo norte do Japão, além de ser a parte mais fria (brrrr), não há uma grande variedade de trens partindo pra lá, principalmente porque os trens não rodam durante a madrugada. Então foi uma saga doida de sai de Nikko, corre pra Morioka, dorme lá, vai pra Sapporo, conhece a cidade, sai correndo, dorme em Biei. Ufa. Cansei de novo só de lembrar.

   Estávamos super empolgadas com o Festival de Neve que acontece em Sapporo, com construções gigantes em gelo (tipo CupNoodles enormes, reproduções de templo, cenas de Final Fantasy). O festival era bem bonito, mas não precisava de muito tempo para ver tudo e como não tínhamos hospedagem na cidade, fomos logo para Biei.

   O maior motivo de irmos pra Biei era ver o Blue Pond, que no inverno fica num azul absurdo, maaaaas, chegamos tarde demais. Como já era inverno fazia um tempo, ele estava completamente congelado e branco 😔. De qualquer forma, a cidade é linda, super pequenininha e valeu cada esforço, mas recomendo fortemente não ser doida como a gente e dar uma googada antes de ir tão longe pra não ver um lago, rs

 

   Kyoto:

   Depois de mais uma saga para sair de Hokkaido, chegamos na cidade favorita da maioria das pessoas que vão ao Japão, mas… estava com tempestades de neve e chuva! Gente, não estava preparada pra isso e congelei, por isso, curti bem menos do que queria, mas passear pela cidade é como entrar num filme do Akira Kurosawa e ai, o momento conto de fadas aconteceu: Vimos uma Gueixa! Uma verdadeira, apenas andando, saindo de onde ela trabalhava. Impossível explicar a sensação, porque ela se movimentava como se fosse uma fada ou algo assim. As fotos ficaram péssimas, mas ficou tudo bem gravado na memória.

 

   Hiroshima:

   Acredito que você já conheça a triste história do que aconteceu nessa cidade, com a bomba atômica. Caso não conheça, ou não em muitos detalhes, a cidade te dá todo o aparato pra conhecer. Existe o Atomic Bomb Dome, museu e monumento para as crianças. Tudo extremamente triste e você acaba vendo o impacto disso não para o país, governo ou mesmo para a guerra, mas sim nas pessoas, nos habitantes daquela cidade e seus dramas pessoais: mortes, doenças, tudo causado por algo tão devastador. Super vale a pena conhecer um pouco mais dessa história.

 

   Disney Tokyo:

   Por fim, como minha maturidade não deixaria eu não ir, fomos para as Disney! No Japão existem dois parques: DisneyLand e DisneySea. O que fizemos foi pegar um passe de três dias que permitia que fossem um dia em cada um e o terceiro poderíamos ir nos dois. A DisneyLand segue bem a linha do Magic Kindom, com brinquedos mais infantis e um ou outro mais emocionantes, porém, eu sou LOUCA pela Elsa e pude ir bem durante o período em que estavam ocorrendo 3 shows/parades da Elsa e enlouqueci de alegria. Tirei foto com as princesas que encontrei, briguei com o Gastão, claramente a pessoa mais adulta do local.

   A DisneySea é diferente de tudo que já vi sobre Disney. Ela nem parece um parque, mas sim uma cidade a beira mar (e realmente está a beira mar) com brinquedos incríveis dentro dela! Tudo era lindo e foi tanto nosso parque favorito que no último dia acabamos voltando só pra ela.

    Único ponto negativo são as filas, sempre enormes, mas o Fast Pass ajuda bem 😃

   Resumindo meu povo: Japão é foda. Você gasta, mas vale cada centavo e cada minuto e quanto a mim: nunca mais deixarei ninguém deixar esse lugar que me trouxe tantas coisas lindas no final de sua lista de prioridades.

   Enquanto vocês compram a passagem e arrumam as malas, sigo conhecendo a Tailândia, agora derretendo de calor!

 

Instagram: @vamovamotrip
Blog: vamovamotrip.com
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