Amo, logo existo – por Cecilia Massignani

Amo, logo existo – por Cecilia Massignani

Que minha loucura seja perdoada, pois metade de mim é amor… e a outra metade também”. Não vi maneira melhor de começar esse texto, senão falando de amor, pois acredito que é isso que move o mundo e é isso que me descreve. Eu sempre fui muito dependente emocionalmente das pessoas, e sentia extrema necessidade de ter uma companhia ao meu lado. Sinceramente? Acho que talvez isso acontecia porque eu não sabia lidar comigo mesma e confundia amor com apego, desejo ou qualquer outra coisa. Eu sempre trabalhei muito e vivia num casulo, porque minha mãe sempre foi super protetora e não me deixava sair para qualquer lugar que fosse.

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Um dia decidi sair da minha zona de conforto e ir atrás dos meus sonhos. Abandonei a casa dos meus pais, deixei pra trás meu irmão, meus avós, amigos, namorado e fui morar em outra cidade para fazer o curso de Oceanografia. Oceano’quê? Oceanografia! Mas isso dá dinheiro? Não importa! Nossos sonhos não deveriam de ter um preço. Não farei como muitos que se deixam levar pela pressão dessa sociedade.

Então lá fui eu, e meus dois filhodogs, sem dinheiro morar em uma cidade litorânea com 20 mil habitantes. Sem conhecer ninguém e nem mesmo o lugar. Um tempo depois terminei meu namoro, conheci amigos, aprendi diversas coisas, como feminismo, empoderamento, permacultura. Li sobre astronomia, astrofísica, medicina natural, política, alquimia, religião, história, física quântica, entre outros. Aprendi tanta coisa que me vi pequena, mas ao mesmo tempo maravilhada com a importância de cada ser no universo.

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Esse ano mesmo fiz uma viagem de 15 dias ao qual fiquei com 17 pessoas que eu não conhecia. Foram 15 dias de canoa (sim, aquela a remo), sem frescuras, sem banheiro, sem chuveiro, mas com muito calor de cada pessoa que conheci e que me ensinaram coisas ao qual irei levar para o resto da minha vida. Conheci trilhas, cachoeiras, praias, pessoas, culturas, pessoas e por fim, me conheci.

Não me permito mais estar com uma pessoa por medo de estar sozinha. A verdade é que só você mesmo pode preencher o seu vazio, e colocar essa missão nas mãos de outra pessoa e pedir pra ser infeliz.

Viver sozinho no início pode parecer desesperador, mas de tanto nadar contra a maré, um dia você aprende a surfar. E te digo que quando esse dia chegar, você nunca mais vai se contentar em ficar na areia. Desse dia em diante só vai servir ter alguém ao seu lado se este estiver disposto a entrar na água com você.”

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Descobri que pra você viajar e aprender, você não precisa de dinheiro. Você precisa de uma pitada de coragem e muita força de vontade. Você não precisa depender de um sistema. Plante seu alimento, regue sua alma. E sorria. Sorrir não é o melhor remédio, é a cura.

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Link da Ceci no Couchsurfing: https://www.couchsurfing.com/users/2003128761

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Mulheres tão particulares, com um único objetivo em comum, viver as melhores (e maiores) aventuras já vistas. Juntas ou sozinhas, nós queremos é viver! E compartilhar nossas experiências para que possamos inspirar cada vez mais, outras mulheres.



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