Assunção Correspondentes Paraguai

Assunção: Bate e volta na Capital do Paraguai

Antes de começar esse texto, gostaria de indicar a visita, passagem ou destino por tempo determinado (e se preferir, indeterminado) a capital Paraguaia, Assunção. Além de ser um destino relativamente barato, posso te dar alguns motivos para isso: é próximo à fronteira do Brasil, as pessoas são muito receptivas e educadas e só precisa de RG para entrar no país, dentre outros tantos motivos.

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Confesso que quando comecei a planejar minha viagem para Foz do Iguaçu, sabia que deveria ir a Assunção. Por que? Não sei ao certo, mas foi uma grata surpresa conhecer um outro país tão perto do meu. Logo no início, usei muito o Google para pesquisar sobre Assunção, o que comer, onde ir, de que forma mais barata ou melhor para chegar até lá, etc.

Em minha busca, encontrei poucos posts ou relatos sobre a capital Paraguaia, tudo que mencionava o Paraguai se dirigia a Cidade del Leste, que nem é minha vibe. E, para organizar meu roteiro de Foz do Iguaçu – Assunção usei o Google Trips. Nesse aplicativo adicionei o localizador do meu voo, o número da minha reserva, fiz um roteiro em mapa e também inclui tudo o que achei sobre minhas pesquisas.

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Feito isso, fui!! No dia 07 de maio por volta das 19h fui para o Terminal de Transporte Urbano Pedro Antônio Denadai (Foz do Iguaçu) para ver se conseguiria ainda comprar na Rodoviária passagem para Assunção. Peguei o ônibus (que passa dentro da Rodoviária) e cheguei por lá umas 20h40.

Assim que cheguei, procurei o local que vendia a tal passagem. Neste caso, o guichê do “Helios” (nesse guichê é um rapaz vendendo passagem de várias empresas diferentes) que vendia a passagem da viação Nuestra Señora de la Asunción (https://www.nsa.com.py/).

Comprei a passagem de ida e volta pelo preço total de R$ 140,00 reais para os horários: Foz do Iguaçu x Asunción – saída: 00h15 e chegada: 06h; Asunción x Foz do Iguaçu – saída:00h05 e chegada:06h. O ônibus da viação NSA é super confortável, além de ter água disponível, banheiro e lanche no percurso. Na volta teve o diferencial de ganharmos uma cobertinha e travesseiro.

Voltemos ao que interessa: o bate e volta! Cheguei na rodoviária de Assunção por volta das 06h30 ou algo assim, ainda estava amanhecendo e eu não tinha um Guarani (moeda Paraguaia) no bolso. Logo quando desci do ônibus fui em busca de um mapa, mas no guichê de informações não tinha, então tive que comprar. Ah! Uma dica: dentro da rodoviária tem várias casas/guichês de câmbio é sempre bom pesquisar, por que os valores oscilam bastante.

O real é bem valorizado no Paraguai ou a moeda deles é desvalorizado, não sei ao certo. Isso eu percebi quando troquei os meus R$ 10,00 reais por guaranis, recebi R$ 14 mil Guaranis (a cotação era 1.400 x 1 real). Até pensei: Estou ryyyca!!!!! Mas não, com esse dinheiro comprei um mapa (10 mil PYG) e paguei minha passagem pro Centro de Assunção (3,600 PYG).

Como não falo nada de espanhol no início foi bem complicado saber que ônibus pegar, mas com o mapa na mão dava meu jeito. Perguntava as pessoas apontando pro local do mapa que queria ir, e claro, eles percebiam que eu não era dali, que era turista. E as pessoas foram muito gentis comigo, falando várias linhas que passavam no Centro. Mesmo eu não entendendo metade do que falavam.

Quebrado o primeiro bloqueio, o da comunicação, embarquei no ônibus 38 que tinha ar condicionado e uma música local tocando, bem animada por sinal. No meio do caminho um rapaz paraguaio que falava muito bem o português, me ajudou com dicas. Ao descer do ônibus, mesmo atrasado para o trabalho, ele me indicou onde tomar café e em qual bairro não ir.

Depois disso fui dar uma volta na Calle Palma para conhecer e observar uma terça-feira comum em Assunção, e também esperar a casa de câmbio Chaco Câmbios abrir. Ah! Outra dica: na Calle Palma tem vários cambistas querendo trocar dinheiro, não troque na rua, pois tem o risco de nota falsa e etc.

Um dia em Assunção

Como é 1 hora a menos que o Brasil e o comércio abre por volta das 07h e 08h da manhã sentei num banco nesta avenida e fiquei apenas observando. No pouco que vi, pude perceber como o povo paraguaio é otimista, sorridente e tem paixão pelo país.

Voltando àquela história de estar rica, troquei meus R$ 80,00 reais e recebi 120 mil guaranis. É sério, me achei rica meio sem entender como deveria gastar o dinheiro (risos). Até por isso paguei 6 mil guaranis (achei caro) em um café no Mc’Donalds. Após isso, sentei na Plaza Juan E. O’Leary e depois fui a Casa do Turista para pegar outros mapas, informações e acabei sabendo do horário do Free Walking City Tour de Asunción – programado para às 14h30.

A partir daí foi sucesso! Será?? Foi mais ou menos. Aproveitei para ir no Museu Casa de la Independencia, quando ainda estava vazio. Na sequência resolvi visitar a Iglesia de la Encarnácion, mas como estava próximo de fechar resolvi ficar no Shopping Asuncion Super Centro – na verdade, tem mais cara de galeria com várias lojinhas, restaurantes e fica ali na 14 de Mayo.

Museu Casa de La Independencia

Como estava com pouco dinheiro trocado e a fome estava batendo, fiquei com preguiça de pesquisar fora do shopping pra almoçar. Aí, vi um restaurante que tinha 2 opções de prato: Prato Econômico por 13 mil guaranis (que era o que tinha trocado) e Prato Executivo por 15 mil guaranis.

A brasileira aqui querendo ser esperta, pensei: vou comprar esse prato econômico, deve ser bom e gostoso. #SQN!!! Paguei 13 mil guaranis por um prato de arroz com pedaços de carne rsrsrsrsrs. Isso mesmo que você leu! Arroz + carne. Enfim, depois de comer, fui dar uma volta nos arredores do shopping. Foi aí que achei várias opções de restaurantes e lanchonetes com cardápios variados e preços parecidos ou menores do que eu tinha comido. Viu, já ficam 2 dicas aí: nem sempre o econômico é o gostoso, e sempre que puder ande um pouco mais.

Com a barriga cheia, voltei para a Plaza Juan E. O’Leary para esperar o horário do City tour. Lá observei vários estudantes, trabalhadores e autoridades sentadas, conversando ou fazendo suas refeições. Realmente uma praça cheia de vida. Casais namorando no horário de almoço, crianças brincando no parquinho, moradores de rua tomando sol, uma senhora vendendo comidas típicas parecidas com o famoso PF brasileiro, pombos, etc.

Um pouco antes das 14h30, fui no Lido bar – um bar típico que fica entre o Panteón Nacional de los Heroes e a Calle Palma que serve comida e bebida tradicionais do Paraguai. Logo quando cheguei no balcão, pedi a atendente alguma comida típica. Desse jeito mesmo: moça eu quero comer alguma comida típica do Paraguai!!! Ela meio sem entender falou de sopa, tortilha e outras que eu nem entendi.

No final, um senhor ao meu lado me ajudou a escolher. Ele falando um espanhol belíssimo e eu entendendo apenas metade do que falava, optei pela tortilha, que ainda me serviu de café da tarde no dia seguinte. A tortilha é uma massa parecida com o bolinho de chuva, porém é salgada e contém temperos verdes e tem o formato de uma panqueca.

Esse senhor ainda ficou conversando comigo, e claro com essa cara de turista, perguntou de onde era. Respondi: Pierto de São Paulo! (risos). E assim, consegui saber que ele estava no horário de almoço, quais eram os outros pratos típicos e gostosos do País, que o Presidente do Paraguai é o dono do refrigerante Pulp e que no bairro que ele mora é onde tem a maior concentração de estudantes brasileiros que vão para lá estudar medicina.

Ufa! Viu, a conversa fluiu. Ele ainda me deixou experimentar o prato dele – Vori Vori – uma sopa com legumes e carne de galinha. Uma delícia por sinal! Foi muito divertido e surpreendente. Depois de comer nem metade da tortilha, voltei a Casa do Turista para esperar o início do city tour. No passeio, era eu (brasileira), uma família chilena e um inglês. Logo de início a guia ficou confusa se deveria falar espanhol ou inglês. Aí me perguntou: você compreende e fala espanhol? Eu: sim! (risos).

Manzana da Riviera

Confesso que o city tour foi ótimo, além de praticar o espanhol, pude conhecer os principais pontos turísticos e as histórias do Centro de Assunção. Dentre eles: Museu Casa de la Independencia, Manzana de la Rivera, Palacio de los López, o novo prédio do Congresso Nacional, Cabildo de Assunção – Centro Cultural da República.


Avistamos a La Costanera e o bairro Chacarita, passamos pelas casas de madeiras/tapumes dos moradores que perderam tudo na enchente do Rio Paraguai de 2013, passamos ainda pela Universidade Católica de Nossa Senhora de Assunção e a Catedral, e terminamos nosso tour pela Farmácia Catedral – a farmácia mais antiga do Centro de Assunção. Retornamos para a Casa do Turista para um último registro, abraços de despedidas e troca de contatos.


Depois, já era umas 17h e pouco voltei para o Lido Bar para experimentar a cerveja típica chamada de Pilsen, que é bem suave e gostosa, e comer uma empanada. Tirei mais algumas fotos e procurei o ponto para regressar a Rodoviária – que por aqui eles chamam de Terminal. Dei muita sorte, assim que cheguei no ponto não demorou para vir o ônibus 38. Os ônibus por lá, andam mais lotados do que por aqui. Por isso, fiquei na parte da frente para pedir ao motorista pra avisar quando chegasse na Rodoviária.

O motorista foi muito legal comigo e claro, começou a puxar assunto. Perguntou de onde eu era? Se ia viajar? Para onde ia? E eu, com meu portunhol bem meia boca respondia tudo. Na conversa descobri que ele é guia de turismo, que já foi a Campinas/SP e ficou todo preocupado comigo ao descer do ônibus. Me indicando aonde era a faixa de pedestre e pra eu atravessar nela. Esses paraguaios são demais, né!

Como cheguei na Rodoviária por volta das 18h30 fiquei esperando até às 00h05 para embarcar rumo a Foz do Iguaçu. Juro que estava capotando de sono, por isso ficava rodando e andando por lá. Toda hora via uma criança pedir dinheiro, em outras era uma típica Paraguai oferecendo/gritando “Chipa, chipa”. Rsrsrsr

No final é como diz a placa que vi lá na Casa do Turista “Você precisa sentir o Paraguai”, e foi isso que fiz em apenas um dia. Foi ótimo, consegui meu primeiro carimbo no passaporte e ainda conheci um país encantador. Espero voltar em breve!

por: Alessandra Barbosa




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