Na Estrada com as Minas Rio de Janeiro

O que fazer no Rio de Janeiro: Centro Histórico e Arcos da Lapa

Nós podemos viajar o mundo inteiro e ainda assim não conhecer o lugar que nascemos.

Acho que essa máxima contemplaria muitos viajantes. Você conhece a cidade que você mora? Pensando nessas pessoas que ainda não conhecem seu lugar cativo, seja por falta de oportunidade, ou de grana, nós do Na Estrada com as Minas criamos em 2016 um sistema de “passeios sociais” que tinha como objetivo principal democratizar o turismo. Nossa meta era fazer com que cada vez mais pessoas conhecessem a cidade e criassem coragem para se aventurar por essas ruas cheias de histórias e encantos.

Com a proposta de promover passeios acessíveis, o lugar da vez foi escolhido com muito carinho, o Centro do Rio de Janeiro carrega muita – quase toda a – história da cidade e seria um pecado não conhecê-la. Pensando nisso, realizamos no último dia 21 de julho um tour guiado pelas ruas do Centro histórico e ainda demos um pulinho na Lapa, quer saber mais sobre o nosso roteiro? Então continue lendo…

THEATRO MUNICIPAL

Nosso passeio começou às 9h30min, tendo o Theatro Municipal como ponto de encontro. O majestoso Theatro que é considerado a principal casa de espetáculos do Brasil e uma das mais importantes da América do Sul, foi inaugurado em 14 de Julho de 1909.

História resumida

A ideia de um teatro nacional com uma companhia artística estatal já existia desde meados do século XIX e teve João Caetano (1808-1863) grande entusiasta do teatro brasileiro, como um dos seus principais apoiadores. O projeto, no entanto, só ganhou consistência no final daquele século, com o empenho do dramaturgo Arthur de Azevedo (1855-1908), que travou uma luta nos jornais da cidade e acabou por conseguir atingir o seu objetivo. Infelizmente, ele não pôde ver seu sonho se concretizando pois faleceu nove meses antes da inauguração do Theatro.

O Prefeito Pereira Passos – cuja reforma urbana iniciada em 1902 mudou radicalmente o Centro do Rio – retomou a ideia e, em 15 de Outubro de 1903 abriu uma concorrência pública para a escolha do projeto arquitetônico. Concorrência essa que causou polêmica por ser disputada por ninguém menos que seu filho, o engenheiro Francisco de Oliveira Passos, com o projeto Aquilla, que inicialmente foi apresentado de forma anônima. O projeto final foi resultado da fusão dos dois premiados, Francisco com o projeto Aquilla e o arquiteto francês, Albert Guilbert, vice-presidente da Associação dos Arquitetos Franceses, com o projeto Isadora, já que os dois projetos se inspiravam na Ópera de Paris.

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi inaugurado quatro anos e meio após o início das obras, pelo Presidente Nilo Peçanha e o Prefeito Souza Aguiar em 14 de julho de 1909. O Theatro tem capacidade para 1.739 espectadores e no início, recebia principalmente, companhias de óperas e danças vindas da Itália e França. A partir da década de 30, passa a contar com a Orquestra Sinfônica, o Ballet e o Coro que permanecem até hoje responsáveis pela realização das temporadas artísticas oficiais. Atualmente o Theatro conta com a capacidade de 2.252 lugares.

Ano passado nós fomos assistir um espetáculo incrível no Municipal, eles tinham preços populares. Hora ou outra eles fazem esses tipos de ações, então é bem interessante ficar de olho na programação, é um lugar sensacional que vale a pena conhecer.

Informações

Contato:

Tel.: 21 2332 9191 ou 2332 9134 | Email: informacoestmrj@gmail.com

Localização

Praça Floriano, s/nº | Cinelândia, Rio de Janeiro – Sala Mário Tavares: Av. Almirante Barroso, 14-16




MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES

Depois de conhecer um pouco da história do Theatro Municipal, seguimos para o Museu Nacional de Belas Artes. Infelizmente não conseguimos entrar, pois era mais cedo do que o horário previsto de abertura, mas pretendemos voltar em breve para fazer umas fotos bem legais para vocês.

História resumida

O edifício de arquitetura eclética foi projetado em 1908 pelo arquiteto Adolfo Morales de los Rios para sediar a Escola Nacional de Belas Artes, herdeira da Academia Imperial de Belas Artes, foi construído durante as modernizações urbanísticas comandadas pelo Prefeito Pereira Passos na então Capital Federal.

Criado oficialmente em 1937, por Decreto do Presidente Getúlio Vargas, o Museu Nacional de Belas Artes dividia o prédio com a Escola Nacional de Belas Artes até 1976, até que ela fosse deslocada para a Ilha do Fundão. Neste mesmo ano, com a criação da Fundação Nacional de Arte (FUNARTE), o Museu passou a dividir espaço novamente só que com uma nova instituição.

Em 24 de maio de 1973, o edifício foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Hoje, é a instituição que possui a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX, com um acervo de mais de setenta mil itens, entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros.

Informações:

Contato

Tel: (21) 3299-0600

Facebook: www.facebook.com/MNBARio

Localização

Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia.

BIBLIOTECA NACIONAL

A Biblioteca Nacional depois do Theatro Municipal é um dos lugares mais impressionantes da área. Com um fascinante acervo de aproximadamente 9 milhões de itens, foi considerada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) uma das principais bibliotecas do mundo, a sétima maior do mundo e a mais importante da América Latina.

História resumida

A história da Biblioteca Nacional se inicia antes de sua fundação, pois em 1° de novembro de 1755, em Lisboa aconteceu um violento terremoto que deu início a uma onda de incêndios que, queimaram entre outros edifícios o da Real Biblioteca, também conhecida como Real Livraria. Após essa perda quase que irreparável, os lusitanos se apressaram tornar a recomposição da mesma possível, colocando como uma das tarefas emergenciais na reconstrução de Lisboa após o incidente de 1755.

Em 1808 o acervo foi trazido ao Brasil com a vinda da família real, em consequência da invasão de Portugal pelas tropas francesas comandadas por Junot, general de Napoleão Bonaparte.

O acervo foi trazido em três etapas, sendo a primeira em 1810 e as outras duas em 1811. As obras foram acomodadas em um antigo edifício localizado no que viria a ser a Rua do Carmo, no entanto, o fato das instalações não serem adequadas, em 28 de outubro de 1810, data que ficou atribuída à fundação da Biblioteca Nacional, o príncipe regente editou um decreto que determinada que, o lugar que havia servido de catacumbas aos religiosos do Carmo, se erguesse e acomodasse a Biblioteca Real.

Informações

Salões de leitura e pesquisa – segunda a sexta-feira, das 9h às 19h; sábados, das 10h30 às 15h.

Visitação – segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.

Localização

Av. Rio Branco, 219

PRAÇA MARECHAL FLORIANO | CINELÂNDIA

Câmara Municipal

História resumida

O nome da praça é Marechal Floriano, mas se perguntar ninguém conhece. Popularmente conhecida como Cinelândia, a região ocupa parte do terreno do antigo Convento da Ajuda.

A ideia de transformar a praça em uma versão brasileira da Times Square veio do empresário Francisco Serrador, um espanhol radicado no Brasil e dono de vários cassinos (atualmente proibidos no Brasil), cinemas, teatros e hotéis. No entanto, o nome Cinelândia popularizou-se a partir dos anos 30, devido ao fato da área reunir diversos teatros, salas de cinemas, bares e restaurantes, tornando-se um lugar onde a diversão era o objetivo principal.

Com o passar dos anos  e a construção de shoppings centers, as salas de cinema foram fechando e Cinelândia se tornou palco de grandes manifestações políticas. Atualmente o único cinema que funciona na Cinelândia é o Cine Odeon.

CINE ODEON

História resumida

O Cine Odeon já existia desde o século XX. O prédio atual, porém só foi inaugurado em 1926, no auge dos cinemas da Cinelândia. O cinema que antes era administrado pelo Grupo Estação, que decretou o fechamento do mesmo em 2014 por conta das dívidas e a falta de manutenção do edifício e sua estrutura. Hoje, é administrado pelo Grupo Severiano Ribeiro e conta com uma sala com capacidade para 600 lugares, além de um restaurante.

O cinema foi reaberto em 2015 como Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro – Cine Odeon e não está mais limitado à exibição de filmes, mas também recebe espetáculos, cursos, palestras etc. Assim como grandes festivais como o Festival de Cinema, Anima Mundi e o Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro.

CURIOSIDADES

“Odeon” designa um auditório que exibe espetáculos diversos.

Informações

Horário de funcionamento: 
Diariamente de 13h às 21h
Email: contato@cclsr.com.br
Endereço: Praça Floriano, 7 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20031-050

PASSEIO PÚBLICO

História resumida

Inspirado no Passeio Público de Lisboa, inaugurado na década de 1760, e na construção dos jardins do Palácio Real de Queluz, o Vice-Rei do Estado do Brasil, Luís de Vasconcelos e Sousa, incumbiu o escultor e arquiteto Valentim da Fonseca e Silva (“Mestre Valentim”) de construir um parque para a cidade.

O lugar escolhido para o novo parque foi de uma das extremidades da cidade, junto ao mar, na Lagoa do Boqueirão da Ajuda. O desenho original do Parque foi alterado em 1864, a pedido do Imperador Pedro II, pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou. Embora tenha conservado alguns elementos arquitetônicos e artísticos originais, a divisão do parque foi alterada, adotando um estilo mais romântico, imitando um bosque natural.

Fechado desde 2016, o Passeio foi reaberto em 2017, após passar por uma severa revitalização com a finalidade de receber visitantes. As obras tiveram a participação de funcionários da Fundação Parques e Jardins, da Comlurb e da Rioluz.

LIVRARIA CULTURA – CINE VITÓRIA

História resumida

O Cine Vitória foi um dentre os muitos cinemas que compunham a antiga Cinelândia. O belo prédio com fachada em estilo art déco abriu suas portas na década de 40 com a exibição do filme ‘O Grande Ditador’, de Charles Chaplin. Foi criado com o objetivo de trazer grandes sucessos do cinema, mas em seus últimos anos ficou mais conhecido por exibir filmes pornográficos e acabou sendo desativado definitivamente em 1993.
Mas em 2012, o Cine Vitória voltou a brilhar através de um projeto de revitalização: no prédio foi inaugurada a segunda maior filial da Livraria Cultura (e a maior do Rio de Janeiro), que mais parece um grande centro cultural. O prédio manteve a arquitetura original e seus quatro andares atualmente abrigam, dentre outros, um espaço para exposições, um coworking e até mesmo uma filial do teatro Eva Herz.
Durante nosso passeio, aproveitamos para conhecer a livraria por dentro, que dispõe de algumas comodidades para os clientes, como poltronas para descanso, banheiros de uso gratuito e também uma cafeteria.

Informações:

Rua Senador Dantas, 45Centro – 20031-202Rio de Janeiro – RJ
Horário de funcionamento:
Segunda a Sábado –  – Das 9h às 21h
Domingos –  – Não abre
Feriados –  – Não abre
Tel.: 21 3916-2600

ARCOS DA LAPA

História resumida

Os Arcos da Lapa, também conhecidos como Aqueduto da Carioca, estão localizados no bairro da Lapa, no Centro do Rio. E são considerados a obra arquitetônica de maior porte feita no Brasil durante o período colonial. Os Arcos foram construídos no século XVIII, entre os anos de 1725 e 1744. O objetivo do aqueduto, inicialmente era transportar águas do Rio Carioca até o Largo da Carioca, a fim de abastecer a população da cidade.

Sua primeira estrutura foi feita com canos de ferro, porém o material não era resistente o suficiente e sofria corrosões. Isso fez com que o Conde de Bobadela — Gomes Freire de Andrade, o governador da época — ordenasse a reconstrução dos Arcos. Dessa vez, com materiais mais resistentes, sólidos e seguros. Pedra e cal foram as matérias-primas mais usadas para reerguer o Aqueduto. Misturadas ao óleo de baleia, produziam uma liga de concreto extremamente resistente.

Hoje, os Arcos da Lapa são um dos cartões postais mais famosos do Rio de Janeiro que recebe a visita de inúmeros turistas. E oferece atrações ao redor para agradar a todos os públicos.

ESCADARIA SELARÓN

E para finalizar o nosso circuito, a famosa Escadaria Selarón, na Lapa. Um importante ponto turístico que se popularizou de uma forma fantástica e virou parada obrigatória nos roteiros de viagem de quem vem conhecer o Rio.

História resumida

A Escadaria Selarón recebe diariamente milhares de turistas e cariocas, que se encantam com a beleza e exuberância de cada azuleijo.

Em 1990, Jorge Selarón começou a restaurar alguns degraus da escadaria, que se encontrava em péssimo estado de conservação e que passa em frente à sua casa. No início, os vizinhos zombavam com as combinações bizarras de cores no momento em que ele mesclava os degraus com pedaços de azulejos em azul, verde e amarelo, ou seja, as cores da bandeira do Brasil.

Começou por ser um passatempo à sua principal paixão, a pintura, mas logo se tornou uma obsessão. Selarón estava quase sempre sem dinheiro e então vendeu quadros para financiar a sua empreitada. Foi um longo e cansativo trabalho, mas o artista continuou com a obra e finalmente cobriu todo o conjunto de degraus da escadaria em azulejos, cerâmicas e espelhos.

Na escadaria, há duzentos e quinze degraus medindo 125 metros de comprimento, os quais são cobertos por mais de dois mil azulejos recolhidos entre mais de sessenta países espalhados pelo mundo.

Em maio de 2005, a escadaria foi tombada pela prefeitura da cidade e Selarón recebeu o título de cidadão honorário do Rio de Janeiro.

Muito interessante não é? Eu, como uma boa carioca levei 24 anos para conhecer alguns desses pontos turísticos incríveis, como: o Passeio Público e a própria Selarón. Que louco não é? Imaginar que somos turistas em nossa própria cidade.

Esse foi um passeio incrível e que nos trouxe boas lembranças de quando fazíamos isso com frequência. Esperamos retomar em breve com a nossa agenda de passeios, para que possamos levar cada vez mais pessoas a conhecerem a cidade do Rio de Janeiro.

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Bibliografia

Theatro Municipal RJ

MBA GOV

BN GOV

Wikipedia

Livraria Cultura

Archtrends




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