Na Estrada com as Minas São Paulo

O que fazer em 2 horas em São Paulo

Minhas últimas viagens foram muito significativas. Eu já escrevi aqui algumas vezes sobre como venho me sentindo recentemente. E de certa forma, viajar faz parte do meu processo de autocura – eu também já falei sobre isso aqui. Hoje eu vim dar algumas dicas de o que fazer em 2 horas em São Paulo.

Essa minha última viagem, para São Paulo, me fez refletir sobre meu estado de espírito e sobre como eu estava lidando com as situações difíceis. Eu não estava indo muito bem, mas da última vez que entrei em um ônibus rumo à São Paulo eu decidi que faria diferente.

A felicidade é um estado de espírito

Eu estava indo a São Paulo fazer exatamente a mesma coisa, trabalhar. Eu chegaria em um horário bem próximo ao que havia chegado no final de semana anterior e faria (quase) o mesmo ritual. No entanto, eu estava diferente por que me sentia diferente, então encarei as coisas de outra forma.

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Como eu estava me sentindo melhor, acho que estava mais aberta às novas experiências, então durante a viagem mesmo eu fiz um novo amigo e conversamos horas a fio sobre amenidades enquanto percorríamos o caminho até São Paulo. Conversar com um estranho sobre qualquer coisa me aliviou de alguma forma e eu cheguei em São Paulo bem mais tranquila para o que estava por vir.

Primeira parada: 25 de Março

Como diria minhas amigas paulistas: “eu não sei o que você viu na 25” – risos, mas sim, minha primeira parada foi a rua mais famosa de São Paulo. Na verdade, desde a viagem anterior eu já estava com a ideia de que quando voltasse passaria por lá para comprar coisas que fiquei na vontade. Como a pimenta rosa, no Mercado Municipal que citei nos stories do instagram – segue lá @naestradacomasminas. Ou a bóia de Flamingo que fiquei namorando desde o primeiro final de semana.

Dessa vez eu descobri que tinha como chegar na 25 de metrô e economizei uma grana, apesar de ter feito uma boa caminhada descendo na 25, indo até o Mercado Municipal e depois voltando para a 25.

Depois de comer oito pães de queijo por dois reais e tomar meu pingado, eu segui rumo às compras. Como os lugares que eu queria ir só abririam a partir das 9h eu aproveitei para circular com um pouco mais de calma. Comprei além da pimenta e da boia, mais calcinhas, uma camisa para Clara e outras coisas.

Depois fui em direção ao Farol Santander que era a meta de conhecer no final de semana anterior, mas acabei não conseguindo chegar a tempo. Como ele abria um pouco mais tarde, decidi passar no CCBB antes.

Centro Cultural do Banco do Brasil

Eu estava com o tempo corrido, por isso não consegui ver muita coisa. Mas pelo pouco que vi, pude constatar que o CCBB de São Paulo é bem diferente do Rio, um pouco mais compacto, mas de toda forma, vale a visita.

Estava rolando a exposição “100 anos de Athos Bulcão”, mas como tinha pouco tempo, não consegui esperar abrir. No entanto, no térreo era possível ver algumas obras do artista e uma linha do tempo. Que contava a história do pintor.

Farol Santander

Conhecer o Farol Santander era a grande meta. No final de semana anterior, que estive em São Paulo, eu tentei, mas não consegui. Por ter me distraído, por ter calculado mal o tempo, não importa. Eu tive que desviar o caminho e deixar a visita para depois.

No entanto, quando cheguei em São Paulo desta vez eu estava decidida a conseguir. Então fui muito focada no meu objetivo e tudo saiu muito melhor do que eu imaginava.

Pela primeira vez usei o ID Jovem para uma programação cultural. Sim, usei o benefício da meia entrada com a Id Jovem. Isso ainda é novo para os centros culturais, eu acho. Ou eles não querem mesmo que as pessoas usem, por que poucos funcionários estão habilitados a autorizar, ou pelo menos sabem o que é a ID Jovem. Mas eu consegui pagar meia – R$ 10 – sem nenhum problema no Farol Santander e eu me surpreendi muito com o que vi.

Do alto de São Paulo, o Farol Santander relembra e remonta o passado. O Farol está dividido em três partes: Memórias, Experiências e Exposições. Como eu estava com o tempo cronometrado, dei preferência por focar em só uma sessão, a Memórias. E foi uma experiência incrível.

Essa sessão começa no Hall do Térreo, onde podemos comprar os ingressos de entrada. No Hall ainda é possível observar um impressionante lustre de 1,5 tonelada. Além de ter também um telão com curiosidades e atrações do Farol Santander. O espaço também pode ser fechado para eventos exclusivos. Com ingresso na mão, a primeira parada é o:

Espaço Memória 2

Em uma viagem imersiva dentro de um túnel de espelho, somos abraçados pela história da cidade de São Paulo. Uma experiência que usa uma tecnologia do futuro, com uma combinação de sons, imagens e animações para compreendermos o passado. Da concepção à construção do edifício.

Espaço Memória 3

Você já se perguntou como era um banco na primeira metade do século passado? Pois nesse espaço, conhecemos a resposta a essa pergunta. O 3° andar é uma viagem pela evolução bancária. Com estações de trabalho originais da época da construção do edifício, você saberá como funcionava uma instituição bancará na década de 50. A exposição ainda hospeda objetos do acervo de Memória Institucional da Coleção Santander Brasil.

Espaço Memória 5

Nesse lugar encontramos a réplica de uma sala presidencial com móveis entalhados artesanalmente em jacarandá. Lustres da década de 50, e um dos maiores conjuntos de móveis de luxo produzidos sob encomenda após da 2° Guerra Mundial pelo Liceu de Artes e Ofício.

Encontramos essa sala no 5° andar e ao lado, um hall permanente com os presidentes ao longo de muitas décadas  de história do banco.

Vista 360°

No 4° andar podemos conferir uma impressionante vista 360° do Farol Santander e as redondezas.

O paulistano Vik Muniz costumava, na infância, passear com a mãe perto edifício que hoje é o Farol Santander. Quando foi convidado para fazer uma obra que representasse o prédio, veio à mente esta lembrança especial.

Daí nasceu seu projeto: montar painéis com a imagem da vista de todo o entorno do prédio, utilizando material reciclado da reforma. Assim, poderia oferecer ao visitante a mesma sensação que teve nas caminhadas de quando era criança.

O Mirante

Depois de conhecer alguns andares e ficar maravilhada com tanta história e beleza, chegou finalmente a vez do Mirante. O Mirante que fica no 26° andar, nos oferece uma vista panorâmica da cidade de São Paulo. Uma impressionante vista – diga-se de passagem.

Informações

Rua João Brícola, 24
Centro, São Paulo – SP | 01014-900

Horário de funcionamento:

Terça a Sábado das 9h às 20h e Domingo das 9h às 19h.
Site: https://www.farolsantander.com.br/

Viu quanta coisa legal eu fiz em… 2 horas? Isso mesmo, apenas 2 horas. Então não me venham com a desculpa que vocês não tem tempo. Ou que estão ocupados demais. Ou pior: não tem nada legal para fazer em São Paulo?

Eu sou fascinada por essa cidade e fiquei muito feliz de finalmente poder conhecer mais um pouquinho dela. E é claro que já estou louca para voltar e poder explorar ainda mais dessa selva de pedra!

E aí, qual lugar eu devo conhecer na próxima ida à São Paulo?




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