Guarujá Na Estrada com as Minas Paraty Rio de Janeiro

De Paraty ao Guarujá – uma viagem inesperada

Em Julho, inesperadamente eu fiz uma viagem a trabalho de Paraty ao Guaruja. Sim, tive o prazer de conhecer uma das cidades que estavam em minha wishlist há tempos: Paraty. Em uma época em que a cidade está maravilhosamente movimentada com os amantes da FLIP – Festa Literária de Paraty.

Apesar de ter sido uma viagem a trabalho, com Guarujá como destino final. Deu para aproveitar um pouco e vim contar a vocês como foi essa experiência.

A ida até Paraty

Como minhas últimas viagens foram para fora do estado, acho que me desacostumei com viagens pequenas – pelo menos de ônibus. Então foi uma novidade para mim esse percurso. A viagem até Paraty de ônibus durou mais ou menos umas 4 horas e foi uma viagem com muitas paradas.

Eu estava um pouco sonolenta, então prestei pouca atenção no percurso em si. No entanto, lembro-me de acordar várias vezes no caminho por que o ônibus estava parando em alguma rodoviária. Essa foi sem dúvidas, a primeira coisa que me chamou atenção.

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A segunda coisa me deixou alerta, foi o fato de chegar a Paraty e os arredores da rodoviária estarem completamente vazios e escuros. Tudo bem que eram quase 1h da manhã, mesmo assim, com a FLIP, achei que a cidade estaria TODA movimentada. Depois entendi que não. Não demorei muito em Paraty na ida, pois tínhamos outro objetivo, chegar ao Guarujá às 7h e corremos para pegar a estrada.

De Paraty ao Guarujá

Não me lembro de ter feito uma viagem de carro tão longa e assustadora como essa. Inicialmente ficamos na dúvida de qual caminho pegar: ir por Ubatuba e aproveitar a vista do litoral. Ou pegar a estrada Cunha – Paraty, a estrada do Ouro, a famosa Estrada Real.

Como tínhamos um compromisso profissional e não poderíamos nos atrasar, resolvemos ir pelo caminho mais curto. Bom, não sei dizer se foi a melhor escolha a se fazer à noite, mas com o tempo que tínhamos era a única.

A estrada até que estava em boas condições, mas todo o percurso é sinuoso, não possui iluminação, então é bom rezar para a Lua e o farol do carro serem suficientes. É uma estrada deserta, porém muito bem sinalizada. Nós dirigimos por quase 3h sem avistar nenhum carro – e quando vimos o primeiro carro, ficamos mais assustados ainda – risos. Enfim, foi uma situação que depois gerou boas risadas, mas talvez não queiramos repetir a dose.

Essa estrada passa pelo Parque Nacional da Serra da Bocaina – acredito que por isso tenha muita sinalização de pedestre e animais selvagens. E a vegetação é bem alta. O Parque faz divisa com Rio de Janeiro e São Paulo.

No Guarujá

Quando chegamos ao Guarujá foi um tremendo alívio, pois estávamos exaustos. Tentei passar a noite acordada dando apoio moral ao motorista por não achar justo ele passar aquele cagaço sozinho. Mas confesso que em alguns momentos eu fraquejei e cochilei um pouco.

Quem leu o post de segunda já sabe que ficamos hospedados em um Hotel chiquérrimo. O Sofitel Guarujá Jequitimar e eu contei tudo o que rolou nesse post, confere lá.

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Foi uma estadia maravilhosa, onde aproveitei muito os restaurantes, fiquei encantada com o Casino do Hotel, a vista. Só lamentei estar tão frio e não poder dar um mergulho sequer, mas espero voltar um dia – quando eu virar “blogueirinha famosa”.

De volta à Paraty

Sim – risos – eu sei, que saga! Fomos e voltamos para Paraty no intervalo de três dias. Foi insano, mas também foi muito divertido!

Ter a oportunidade de conhecer novos lugares sempre me deixa em êxtase, mesmo que seja rapidinho. Então voltamos para Paraty – pela mesma estrada assustadora que agora, de dia, parecia incrivelmente acolhedora. E…

No meio do caminho tinha um Lavandário

Eu já havia visto muitas fotos bonitas desse lugar maravilhoso, mas eu estava tão pilhada com a viagem que esqueci completamente a possibilidade de visitá-lo. Quando de repente, passando distraidamente pela entrada resolvemos arriscar o tempo que tínhamos para conhecer.

O Lavandário é um lugar de pesquisa, cultivo de lavandas, destilação do óleo essencial e desenvolvimento de produtos exclusivos, como: óleos essenciais, produtos de cosméticos e até sorvete! Pois é, acredite se quiser! O cheiro daquele lugar é inebriante e a vista, nossa… Impossível de descrever. Só vendo para crer.

Caso queira mais informações sobre o Lavandário, acesse o site deles: O Lanvadário.

Após a visita rápida ao Lavandário, corremos para Paraty, pois precisávamos estar em uma das mesas às 18h. Conseguimos chegar tranquilamente com um caminho recheado de muitas risadas de alívio. Sensação de missão cumprida.

Ao chegar no famoso Centro de Paraty fiquei impressionada com aquele lugar, um misto de sensações que não conseguia explicar. Encontrei amigos por acaso, me perdi naquelas ruas de pedra. Presenciei um dos eclipses mais lindos dos últimos tempos. Pedi informações a estranhos que foram muito receptivos. Comi salgadinhos. Conheci pontos de interesse do meu trabalho. E depois fui me arrumar para voltar ao Rio de Janeiro.

Bônus – Sarau das Minas

Às vezes, na vida acontecem umas coisas que não podemos entender na hora, mas depois, quando paramos para refletir somos surpreendidas com a potência de cada situação individual. Que transforma o todo em uma louca e maravilhosa experiência, que é o viver.

Enquanto aguardava na rodoviária a chegada do meu ônibus, fomos agraciados com a força de mulheres que resistem. Estava rolando uma edição do Sarau das Minas, com a rodoviária cheia e explosões de emoções e sensações.

E eu estava frágil. Tão frágil que mesmo sendo acertada com socos na cara a cada declamação, eu não consegui me sentir impactada. Eu não fazia parte de mim naquele momento. E mesmo eu não percebendo de primeira a fragilidade do meu ser. Foi nessa viagem, de forma sutil, que eu comecei a me fortalecer.

O processo é lento e demorado e às vezes pode ser muito doloroso, mas quando acontece, não tem como negar o alívio que é sentir-se novamente parte de si.

Essa viagem foi insana e linda de várias formas e eu só tenho a agradecer por poder viver momentos incríveis. Com pessoas fantásticas, em lugares fabulosos.

Essa é a arte da vida!

Eu poderia falar mais dessa viagem, como do pão maravilhoso que ganhamos no meio do caminho, após abastecer. Ou dos tios super maneiros em uma van irada. Ou até da entrada dupla do banheiro, uma bifurcação que confunde homens e mulheres na lanchonete. Mas acho que já falei o suficiente.

P.s: tirei poucas fotos por que

1: foi insano demais.

2: Vivemos o que tínhamos que viver, está na memória.




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