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Israel em 5 meses – Um belo dia resolvi mudar – por Susana Hazan

Passei cinco meses em Israel. Mas como foi?

Um belo dia resolvi mudar. Aquela velha história de querer sair da rotina do emprego estável e sem desafios e da constante violência urbana. Sou carioca, portanto essa violência faz parte da nossa rotina, infelizmente. Então organizei grana, visto e malas e parti. Em tempo, turista brasileiro não precisa de visto para viajar para Israel se for ficar até três meses no país. Como passei desse tempo, precisei tirar meu visto.

Pôr do sol visto do porto de Tel Aviv

Cheguei na cidade de Tel Aviv, maior cidade do único país judaico do mundo, no final de janeiro de 2018, em pleno inverno, e em plena chuva. Por se tratar de um país que fica no meio do deserto não é muito comum chover por lá. Via de regra, só chove no inverno. E pouco.

Andando pelo deserto

Tel Aviv é uma cidade localizada à beira do mar Mediterrâneo, e ao contrário do que somos condicionados a acreditar, trata-se de uma cidade super segura em um país seguro. Por lá não é comum ouvirmos que alguém foi assaltado, por exemplo. Como consequência, vemos pessoas andando com celular e computadores na mão pra todo lado, não importa dia ou horário. Também é comum andar de noite/ madrugada nas ruas, mesmo se tratando de uma mulher sozinha.

Cidade de Tel Aviv ao fundo

Sabemos que Israel é um país que está sempre em guerra, mas enquanto eu estive por lá, apesar de ficar sabendo de incidentes que ocorreram relacionados a ela, nada impacta na segurança do dia a dia. Pelo menos em Tel Aviv, que foi onde fiquei. Sei que cidades que ficam mais próximas à fronteira têm mais chances de serem atacadas e por isso não é incomum os habitantes dessas cidades ouvirem uma sirene indicando que eles têm que ir para um abrigo. Aliás, em Israel, os apartamentos possuem um “safe room” e abrigos nas ruas para proteger as pessoas de eventuais ataques. O país possui diversos recursos para se defender dos ataques frequentes que sofre, como o sistema de sirenes e a “iron dome“, que tem o poder de derrubar mísseis lançados por vizinhos ainda no ar.

Praia em Yaffo, colada em Tel Aviv

Quando comecei a contar para meus amigos que tinha decidido me mudar para Israel, muitos deles disseram coisas do tipo: “você sabe que lá não vai poder usar roupa curta né?”. Mas é o seguinte: isso não é verdade. Especialmente em Tel Aviv. Claro que por lá existem cidades onde a maioria é de judeus religiosos que prezam sim as roupas mais recatadas. E por respeito, também devemos nos vestir dessa forma. Mas Tel Aviv é uma cidade muito cosmopolita, que tem muitos jovens e nenhum “dress code“.

Tel Aviv e sua parte moderna

Na praia, por exemplo, vemos meninas de biquíni como se estivéssemos no Rio de Janeiro e nas ruas vemos todo tipo de roupa. Cada um se veste como quer e ninguém vai te olhar torto na rua. Até mesmo em ambiente de trabalho as pessoas se vestem bem menos formal do que no Brasil. E está tudo bem. É muito comum conversar com um israelense que vai te dizer que não tem terno ou camisa social. Afinal, quase ninguém as usa.

Praia de Tel Aviv, vazia, antes do verão chegar

A língua falada por lá é o hebraico, o que dificulta pegar um ônibus e ler o cardápio de alguns restaurantes, caso o turista não saiba a língua. Mas nada que um celular com internet não resolva. Além disso, em Tel Aviv é muito fácil achar quem fale inglês ou até mesmo um pouco de espanhol. Também o que não falta por lá são franceses. Em Tel Aviv, e até mesmo em Jerusalém, dá pra se virar muito bem falando inglês.

Em Jerusalém, com o Muro das Lamentações ao fundo

Outro ponto interessante que muita gente não sabe é que a Parada Gay de Tel Aviv é uma das maiores do mundo e Israel é o único país do Oriente Médio onde ser homossexual não é crime. É muito comum ver a cena LGBT ativa por lá. Eu tive a oportunidade de estar em Tel Aviv na época da Parada Gay. Como resultado, as ruas e restaurantes estavam super decorados com as cores do arco-íris.

Tel Aviv preparada para a Parada Gay

Em geral, os israelenses não têm problema nenhum em falar quanto ganham ou quanto pagam de aluguel. O que para nós é quase um tabu, para eles é bem normal. O povo por lá também adora falar sobre política e por isso costuma entender bastante sobre o assunto. Sobre o governo atual, muitos com os quais conversei não aprovam a situação de extrema direita em que o país vive. Mas isso já é assunto para um novo post.

Até a próxima!
Instagram: @susanahazan

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Comments

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4 COMMENTS

  • Adrielle Santod

    Adorei, já quero conhecer Tel Aviv 🙂

  • rachel cohen saul

    muito bom

  • Rosangela

    Ansiosa pelo próximo!! Já quero conhecer. 💗

  • Andréa Azevedo

    Conheci Tel Avivi em 2010 e me impressionei positivamente com a cidade! Também moraria lá fácil!

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