11 COISAS QUE EU APRENDI VIAJANDO SOZINHA – POR MÁRCIA BOTELHO

11 COISAS QUE EU APRENDI VIAJANDO SOZINHA – POR  MÁRCIA BOTELHO

Parc de Sant Eloi, Tàrrega, Catalunya, 2017.

Ahhh aquela adrenalina de pisar numa terra que você nunca esteve para desbravar sozinha! Mas relaxe, porque você não está perdida como o Tom Hanks em Naúfrago. Seu avião não caiu ali e você está sozinha…não precisará caçar para comer…muito menos terá que construir uma cabaninha e fazer uma fogueira pra se aquecer. É apenas um lugar novo pra você conhecer cada cantinho…seja visitando os principais pontos turísticos ou se aventurando por ruas mais afastadas da parte turística ou fazendo trilhas e procurando por cachoeiras. Você pode optar por percorrer tudo caminhando, alugar um carro e passear sozinha, contratar um serviço de transfer ou de tour turístico…enfim.

Eu e ela! Belo Horizonte-MG, 2018.

Eu escrevi este post pra te inspirar e te ajudar a aprender que tomando alguns cuidados é super possível viajar sozinha. Meu objetivo é mostrar algumas coisas iniciais que aos poucos você mesma vai moldando com suas vivências.

Viajar sozinha tem seus perrengues, mas tem muita liberdade e aventuras e, por incrível que pareça, viajar sozinha não significa estar só todo o tempo!

1. Onde se hospedar: a escolha da hospedagem faz toda a diferença numa viagem sozinha, pois você também pode “dosar” o tanto que quer estar sozinha. Num hotel é mais difícil para fazer amizades. Já em um hostel isso é uma tarefa mais fácil. Caso você não queira ficar em um quarto compartilhado, veja a opção de um quarto individual. Muitos hostels possuem um quarto individual que normalmente é mais barato do que um hotel. Nesse caso, é só você ficar de bobeira nas áreas comuns do hostel que rapidinho você faz amizades. Assim você usufrui dessa facilidade de conhecer pessoas, mas mantém sua privacidade no quarto individual.

2. Novos amigos: com certeza você vai encontrar outras pessoas que também estão viajando sozinhas! Sempre encontro pessoas e trocamos experiências e histórias. A minha última viagem sozinha foi para Diamantina. Depois de um dia inteiro passeando pelas ruas históricas, no final da tarde sentei em um café para relaxar. Em outra mesa tinha um homem sozinho e em outra mesa uma mulher sozinha. A interação começou em função do compartilhamento de um carregador de celular e assim começamos a conversar. Ao final já estávamos sentados na mesma mesa e a conversa durou algumas horas super agradáveis. Se eu estivesse acompanhada, provavelmente não teria trocado de mesa e me sentado com essas pessoas. Ou talvez na distração de ter uma companhia nem teria notado essas pessoas nas outras mesas.

3. Você vai onde quer, quando quer: quando você está sozinho você pode ir somente nos lugares que você gosta e ficar livre pra fazer tudo no seu tempo. Quando você viaja sozinho, num dia você pode acordar cedo e ir passear e no outro dormir até meio dia que está tudo certo. Não vai ter ninguém pra reclamar.

4. Planejamento é segurança: mesmo que você seja uma pessoa que gosta só de comprar a passagem e ir sem planejar nada, alguns detalhes ajudam a evitar imprevistos. Antes de viajar procure o telefone de um ponto de táxi (para cidades que ainda não tem uber) e deixe o endereço de onde você se hospedará com algum familiar ou amigo. Verifique as avaliações e a localização do hotel/hostel em que você vai se hospedar. Porque às vezes o barato pode sair caro. A primeira vez que fui para Porto Alegre encontrei um hostel super baratinho e muito legal. Mas quando me informei eu descobri que o hostel ficava em uma rua muito movimentada de dia, mas super deserta a noite. Daí eu reservei em outro lugar.

5. Um pau de selfie e um tripé flexível são muito bem-vindos: você pode até pedir pra algum estranho tirar uma foto sua, mas eu particularmente não gosto porque quase sempre a foto fica tremida-torta-desfocada. Então eu prefiro eu mesma me virar…hahahahaha

Eu e um pau de selfie na missão de fazer uma foto com o pato do pedalinho sem deixar o celular cair na água. Lago Negro, Gramado -RS, 2015.

Um tripé salva vidas! Pedra Azul, Domingos Martins-ES, 2018.

6. Não confiar em todo mundo: cuidado na hora de pedir informações. Opte por perguntar em estabelecimentos comerciais e não para pessoas pela rua. Caso esteja perdida continue caminhando até se reorientar ou procure um lugar para entrar até se situar (cafeteria, restaurante, livraria, loja de souvenir). Acho um pouco perigoso ficar parada no meio da rua com cara de perdida…hahahaha.

Meu amado passaporte

7. O passaporte é mais importante do que seu celular: para viagens internacionais, o passaporte é a coisa mais valiosa que você tem! Se você vai ficar em hostel é importante não levar nada de valor para evitar furtos. Além disso, compre uma doleira para guardar o passaporte, dinheiro e cartão. A doleira é super útil em qualquer viagem! Dependendo do destino eu ando na rua sem bolsa, sem mochila, sem nada. E guardo dinheiro e celular na doleira.

8. Aprenda algumas coisas básicas no idioma local: “bom dia”, “por favor” e “obrigado” são básicos! Você também pode levar algumas frases anotadas no bloco de notas do celular. Além disso, o Google tradutor ajuda demais.

9. Antes só do que mal acompanhado: viajar com quem tem hábitos diferentes dos seus pode tornar a viagem um pesadelo. Sério! Por exemplo, uma pessoa que não bebe e gosta de dormir cedo não combina com quem gosta de aproveitar a vida noturna dos destinos (já passei uma raiva homérica com isso!).

Experimentando uma cachaça de morango. Governador Valadares-MG, 2015.

10. Seu melhor amigo pode não ser uma boa companhia. Você se dá bem com a pessoa, conhece desde criança, estudaram juntas e são quase irmãs! Mas viajar é outra história… Já vi grandes amizades quase acabarem em um mochilão de 30 dias (não é o meu caso, ufa!). Isso porque as pessoas têm formas diferentes de explorar um destino. Algumas gostam de fazer checkin nas redes sociais em lugares famosos e tirar fotos nos cartões postais da cidade. Já outras preferem percorrer uma cidade buscando conhecer sua história, saindo do centro turístico e procurando rotas alternativas. Por exemplo, eu sou mais para a segunda opção e tive a péssima experiência de conhecer Ilhéus na Bahia com uma pessoa mais preocupada em mostrar nas redes sociais que estava naquele lugar do que realmente conhecer o lugar.

11. Vá! A última dica é simples: é só ir. Claro, precisa de planejamento financeiro e de organização do tempo, mas você não precisa de mais nada. Não precisa esperar um(a) amigo(a) ou namorado(a). Não deixe de ir porque “ficou sem companhia”. Divirta-se sozinha! É libertador! Também não estamos falando sobre sair 30 dias pela Ásia sozinha de cara (mas também é possível! Hahahaha). Mas você pode começar programando uma viagem nacional durante um feriado. Assim você faz uma experiência com você mesma e aos poucos você pode ir se acostumando.

Pensa aí em alguma cidade próxima de você e que você tem vontade de conhecer. Eu sou mineira e faz alguns meses que percebi que não sabia o porquê que ainda não conhecia Diamantina. Então, me programei e fui pra lá faz uma semana! Fui de ônibus e foram 5 dias incríveis!

E viva o temporizador! Precisa de treino, mas você pega o jeito! Venda Nova do Imigrante-ES, 2017.

Dica extra: cuidado com aplicativos de relacionamento. Tinder, Happn e similares podem ser uma opção pra quem quer arrumar companhia pra sair, tomar uma cerveja, entre outros 😉 Mas cuidado com as informações que vocês deixam no perfil. Acho que isso pode ser um pouco perigoso.

Todas essas dicas são pessoais e levo em consideração quando vou fazer uma nova viagem. Claro, que por se tratar de um texto pessoal essas são somente algumas dicas pra você começar. Aos poucos você mesma vai ajustando e descobrindo novas ideias. Conta gente sobre as suas experiências também! Porque o legal é exatamente isso: trocar experiências para melhorar sempre!

 

 

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Mulheres tão particulares, com um único objetivo em comum, viver as melhores (e maiores) aventuras já vistas. Juntas ou sozinhas, nós queremos é viver! E compartilhar nossas experiências para que possamos inspirar cada vez mais, outras mulheres.



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